Acordo com Sorbonne é muito importante para a Fiesp, diz Mario Frugiuele, diretor secretário da entidade - FIESP

Acordo com Sorbonne é muito importante para a Fiesp, diz Mario Frugiuele, diretor secretário da entidade

Em entrevista, diretor fala sobre a cátedra ‘Globalização e mundo emergente Fiesp-Sorbonne’, da qual é diretor no Brasil

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Relações de trabalho e emprego, sustentabilidade, infraestrutura, direito internacional, competitividade e inovação são alguns dos temas que irão mobilizar os esforços da cátedra “Globalização e mundo emergente Fiesp-Sorbonne”, lançada no dia 08/04 pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em parceria com a Universidade de Paris 1 Panthéon-Sorbonne. A informação é do diretor secretário da Fiesp e diretor da cátedra no Brasil, Mario Eugenio Frugiuele.

Mario Frugiuele, diretor secretário da Fiesp, dirige a cátedra no Brasil. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Articulador do convênio com a instituição francesa, Frugiuele diz que é a primeira vez que este tipo de acordo é feito pela Sorbonne com uma instituição do setor privado fora da França e que o reconhecimento da universidade francesa é muito importante para a Fiesp. O diretor da Fiesp explica ainda como foram originadas as conversações com a Sorbonne e fala das expectativas para os trabalhos nos próximos três anos.

Leia trechos da entrevista:

Aproximação Fiesp e Sorbonne

Essa aproximação surgiu numa missão que a Fiesp fez à feira Batimat, em Paris, organizada pelo Departamento de Construção (Deconcic) da entidade. Eu conheci o professor da Sorbonne Guillermo Hillcoat [na época diretor da Cátedra das Américas] em um encontro na casa do embaixador brasileiro na França, José Maurício Bustani, junto com o vice-presidente da Fiesp José Carlos de Oliveira Lima. Trocamos impressões e falamos na possibilidade de tentar um relacionamento mais forte entre Fiesp e Sorbonne, ideia compartilhada e incentivada pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

Em meados de 2011, fomos para a França para assinar um protocolo de intenções entre as entidades. Este acordo foi seguido de uma nova missão à Batimat, em 2011, com uma série de cursos na própria Sorbonne, o que demonstrou grande aceitação do nosso público empresarial a esse relacionamento com o setor acadêmico – especialmente a Sorbonne.

Percebendo a possibilidade de algo mais importante do que simplesmente um acordo de cooperação, e por sugestão do próprio professor Guillermo Hillcoat, ponderamos que o projeto mais importante e viável seria a formação de uma cátedra. Assinamos, portanto, em 2012, o protocolo de formação da cátedra e, em seguida, fizemos a assinatura da cátedra.

Projetos para a cátedra Fiesp-Sorbonne

Nós solicitamos projetos tanto na França como no Brasil e eles estão chegando. As pessoas interessadas, tanto do ramo acadêmico como do setor privado, estão enviando propostas com possibilidades de estudos e de parcerias de projetos dentro da cátedra. Estaremos trabalhando em conjunto nesses três anos e desenvolvendo os projetos de interesse mútuo, tanto da Fiesp quanto da Sorbonne.

Temas básicos

Nesse primeiro momento da cátedra, definimos temas básicos de estudo dentro de nossa programação para o ano de 2013.

Esses eixos básicos são: relações de trabalho e emprego, sustentabilidade, infraestrutura, direito internacional, direito econômico e várias situações estão surgindo com as possibilidades de desenvolvimento, inclusive na área de competitividade e inovação.

Os trabalhos já estão em andamento. Essa visita de lançamento [da comitiva da Sorbonne, nos dias 8 e 9 de abril] é também uma visita de trabalho. Várias reuniões foram feitas em função da programação dos projetos. Entendemos que, no mais tardar a partir de junho, já estaremos transformando em realidade essa ideia surgida em 2009.

Reconhecimento à Fiesp

É um trabalho inovador da academia com o setor privado e a primeira vez que este tipo de acordo é feito fora da França.

A Fiesp é uma entidade que, pela forma como atua – principalmente, em função da posição segura, decidida e dinâmica do presidente Paulo Skaf –, goza de uma confiança recíproca com a Sorbonne, uma universidade fundada em 1257.

O acordo com uma instituição acadêmica desse nível, para nós, é uma grande honra. Acreditamos que os projetos a serem executados neste convênio reflitam a credibilidade e importância das entidades envolvidas.

Relações Brasil e França

Além da situação de desenvolvimento das áreas de interesse comum, tanto em termos de transferência de conhecimento e de ideias, existe também uma situação muito importante que é o aumento do relacionamento entre o Brasil e a França.

De certa forma, essa atitude proativa da Fiesp vem ao encontro dos interesses, claro, da própria situação da indústria.

Quanto maior o nosso relacionamento, maiores as possibilidades de intercâmbio – tanto de conhecimento como de experiências.