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Ações para alavancar o setor da construção em debate na Fiesp

Reunião do departamento da área na federação foi realizada na manhã desta terça-feira (11/09)

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Em discussão, as ações de curto prazo para alavancar o setor da construção no Brasil. Um debate que ocupou a reunião do Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic) da Fiesp, realizada na manhã desta terça-feira (11/09), na sede da federação, em São Paulo.  Participaram do encontro o presidente interino do conselho, Manuel Carlos de Lima Rossito, o diretor do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic), Sergio Henrique Cançado, e o vice-presidente Interino de Habitação da Caixa Econômica Federal, Paulo Antunes de Siqueira.

Em sua apresentação, Siqueira lembrou que as taxas de juros para pessoas físicas e jurídicas foram reduzidas duas vezes em 2018: uma em abril e a outra em agosto. E que 85% dos recursos aplicados em habitação no Brasil vêm do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). “A redução da taxa de juros ajuda, mas o impacto seria maior se houvesse mais recursos no FGTS”, afirmou.

Ele apontou ainda a importância do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida para manter o padrão de investimentos na área numa média de R$ 84 bilhões ao ano no país.

“Pensamos em ideias como ter uma mesa de operações para construir caso a caso os projetos de financiamento segundo as demandas das construtoras”, disse.

Siqueira explicou que está sendo elaborado um estudo para ser entregue ao futuro presidente sobre o mercado de habitação no Brasil.

E citou a importância dos feirões de imóveis para manter o mercado aquecido. “Os feirões são sempre uma boa ideia”, explicou. “Uma medida de curtíssimo prazo, sempre fazem sucesso”.

De acordo com Rossito, “a Caixa tem uma capilaridade grande, conhece o empresariado e os municípios”.

Planejamento

Cançado também fez uma apresentação sobre as demandas do setor no encontro. E destacou pontos como o planejamento com previsibilidade, a oferta de mais garantias, os riscos aos fundos que financiam construção civil e o capital de giro. “Defendemos a preservação do fundo de garantia”, disse.

Segundo ele, as exigências e garantias requeridas para tomar crédito dificultam o acesso das empresas aos financiamentos. “Mas a economia já dá sinais de recuperação, esperamos que isso melhore em 2019”, explicou.

O diretor do Deconcic afirmou ainda que, para cada R$ 1 milhão de investimentos, são gerados 8 empregos na cadeia produtiva da construção. “Se atendidas as necessidades de investimento na área, seriam gerados 1,9 milhão de postos de trabalho adicionais na cadeia da construção, permitindo uma redução da taxa de desemprego de quase dois pontos percentuais”.

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Siqueira: mais recursos do FGTS impactariam de forma positiva o setor de construção. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp