‘A Fiesp está totalmente empenhada no apoio à sustentabilidade’, diz Skaf no Dia do Meio Ambiente

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Como prova de seu empenho em nome da sustentabilidade, a Fiesp realizou, na manhã desta segunda-feira (5 de junho), Dia Mundial do Meio Ambiente, em sua sede, em São Paulo, a 80ª Reunião Conjunta do Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema), Conselho Superior de infraestrutura (Coinfra) e Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da federação. O encontro foi aberto pelo presidente da entidade, Paulo Skaf, que deu as boas-vindas aos participantes.

“Estamos atentos a questões como o maior uso do etanol, por exemplo”, disse Skaf. “A Fiesp está totalmente empenhada no apoio à sustentabilidade.”

Os cumprimentos foram complementados pelo presidente do Cosag, Jacyr Costa. “Donald Trump deu um passo para trás em relação ao meio ambiente, mas outros países importantes reiteraram seus compromissos, como a China e vários outros da Europa”, disse, numa referência à decisão norte-americana de sair do Acordo de Paris, sobre a redução das emissões gases de efeito estufa na atmosfera. “Até Estados dos Estados Unidos, como a Califórnia e Nova York reiteraram seu envolvimento com a qualidade do ar no mundo.”

No Dia do Meio Ambiente, abertura de reunião conjunta de conselhos superiores da Fiesp, com a participação de Paulo Skaf. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Entre as autoridades presentes no debate, o ex-ministro Aldo Rebelo, relator do projeto da reforma do Código Florestal brasileiro na Câmara dos Deputados. “Olho para os produtores rurais e não me preocupo com o que eles pensam, mas com o que eles fazem, o que oferecem para o Brasil”, afirmou. “Por isso sempre buscamos esse equilíbrio e fizemos mais de 200 audiências públicas em todo o país para debater o Código Florestal”, explicou. “Debater o Código é debater o Brasil.”

De acordo com Rebelo, “trabalhadores e produtores cabem unidos num Brasil com riqueza material e sustentabilidade”. “Vamos olhar para o horizonte, não para o casco do navio como faz um marujo na hora da tormenta”, sugeriu.

O vice-prefeito de São Paulo, Bruno Covas, e o secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Arnaldo Jardim, também foram convidados da reunião conjunta. “Estamos à disposição”, disse Covas. “Devemos seguir uma linha de conduta em nome da sustentabilidade”, destacou Jardim. “Um protagonismo que deve ter São Paulo”, explicou. “Esse encontro aqui hoje é uma reunião nacional, com representantes do Mato Grosso e de Minas Gerais.”

Liderança

Entre as iniciativas em prol da sustentabilidade debatidas, mereceu atenção o Programa RenovaBio, do governo federal. Secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério das Minas e Energia, Márcio Félix Carvalho Bezerra, explicou que a ação foi criada para expandir a produção de biocombustíveis no Brasil, com a definição de diretrizes estratégicas nesse sentido. “Somos saudados como lideranças nesse campo”, afirmou.

Representante da sociedade civil no Conselho Nacional de Política Energética do Ministério das Minas e Energia, Plinio Nastari também falou sobre o programa, traçando um panorama nacional e mundial em relação ao uso de energias renováveis.

“Hoje, as energias fósseis representam 78,3% do uso total no mundo, com 19,2% de participação das renováveis”, explicou.

Nesse cenário, segundo Nastari, o Brasil é terceiro maior consumidor mundial de combustíveis para transporte, atrás apenas dos Estados Unidos e da China. “Ao mesmo tempo, tivemos um percentual de 26,8% de consumo de etanol e biodiesel em 2016, um recorde no mundo”, disse. “Somos o segundo maior produtor mundial de etanol, o primeiro lugar é dos Estados Unidos.”

Entre as vantagens nacionais conquistadas nesse ponto estão o bom sistema de distribuição das energias renováveis e o uso em especial de energia solar. “O etanol, por exemplo, é uma opção moderna e eficiente, apoiada pelas montadoras.”

É nesse contexto que, de acordo com Nastari, se insere o RenovaBio. “O programa visa dar credibilidade e favorecer a rentabilidade para estimular a produção das energias renováveis”, disse. “E isso buscando um tratamento de equidade entre todos os agentes envolvidos, sempre focando a sustentabilidade.”