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‘Agora é hora de olhar para a economia’, afirma Benjamin Steinbruch

Para o presidente da Fiesp, é hora de encarar a realidade nada agradável, de que o país caminha para uma recessão

Agência Indusnet Fiesp

No artigo “Enquanto a bola rolava”, publicado no jornal Folha de S.Paulo desta terça-feira (15/07), o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, faz vários alertas à opinião pública, após o término da Copa do Mundo da Fifa.

Um deles é que “a bola parou e é hora de encarar uma realidade nada agradável, a de que o país caminha para uma recessão”.

Segundo Steinbruch, enquanto todos os olhos estavam voltados para os jogos do campeonato mundial, vários indicadores confirmaram o esfriamento da atividade em vários setores, inclusive no comércio, que deveria ser beneficiado pelo movimento de compras da Copa. Ele destacou as quedas sucessivas na produção industrial, sentidas nos últimos meses, que provocam reflexos claros no nível de emprego.

Outro fato alarmante, na opinião do presidente da Fiesp, é a ideia conservadora de que a solução única é o corte de gastos públicos, sejam eles correntes ou de investimentos, e de uma rigorosa política monetária. Benjamin também aponta como “aberração” as elevadas taxas de juros adotadas no Brasil (11%), enquanto, a Europa e nos EUA tais taxas estão próximas a zero.

Na opinião de Steinbruch, os olhos devem se voltar rapidamente à economia do país e às eleições e sugere que, em pleno período de campanha eleitoral, será útil aprofundar a discussão em relação a pontos cruciais da condução econômica, como juros, câmbio, crédito, política fiscal e de desenvolvimento, incentivo ao capital nacional e à inovação tecnológica. Em conclusão, ele afirma: “Não bastam discursos teóricos, que muitas vezes expõem uma clara contradição com outras posições conservadoras de assessores e apoiadores. E há providências que nem podem esperar as eleições”.

Para ler o artigo na íntegra, acesse o site do jornal Folha de S.Paulo (sujeito a paywall).