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‘A cada dia o mercado quer alguma coisa diferente’, diz empresário em reunião do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil da Fiesp

Cláudio Dini apresentou a trajetória de sua empresa, a Dini Têxtil, na tarde desta terça-feira (23/10)

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A história da Dini Têxtil foi o destaque da reunião do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecções e Vestuário da Fiesp, realizada na tarde desta terça-feira (23/10), na sede da federação, em São Paulo. O encontro, que teve como convidado o diretor presidente da empresa, Cláudio Dini, foi coordenado pelo diretor titular do comitê, Elias Haddad.

A Dini produz tecidos para os chamados mercados industriais, como o automotivo, moveleiro e calçadista. Com atuação nos cinco continentes, a companhia tem sede em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo.

Ao falar sobre a sua trajetória, Cláudio Dini lembrou do conselho que ouviu do pai aos 14 anos: estudar engenharia. A dica foi seguida até o dia em que o seu currículo foi parar numa empresa do setor têxtil. E ele decidiu aceitar uma proposta de trabalho na área comercial. Não demorou até a decisão de tocar seu próprio negócio.

“Temos uma empresa verticalizada e que nos permite ter custos menores que a concorrência”, disse.

Além do fator custo, o empreendedor destacou dois pontos dentro do seu modelo de gestão. “Estamos focados nas pessoas, um diferencial nosso. E nos preocupamos com inovação”, disse. “Nossos clientes compram tecidos verdes, inteligentes, confortáveis”.

Dini explicou que a sua indústria fabrica “produtos lisos, com desenhos em cima”. “São bens com preço competitivo e características inovadoras”. “Customizamos produtos:  a cada dia o mercado quer alguma coisa diferente”, afirmou. “Temos que oferecer um artigo bom, bonito, barato e que passe em todos os testes”.

Segundo Dini, a empresa entrou em mais segmentos de mercado com o aumento da concorrência, fornecendo tecidos para sapatos, assentos de auditórios e móveis de escritórios, por exemplo. “Vendemos para várias empresas em todo o mundo”, disse.

De acordo com Haddad, a história da Dini “casa bem” com a filosofia do Comtextil. “O Cláudio estava em uma carreira de sucesso, mas soube enxergar novas oportunidades”, disse. “As pessoas não enxergam essas chances porque estão muito preocupadas com coisas que nem se encontram ao alcance delas”.

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Dini na reunião do Comtextil: olhar atento às novas oportunidades do mercado. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp