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2012 começa ruim para a produção industrial brasileira

Pesquisas confirmam o que temos falado sobre desindustrialização no país. Falta o governo tomar medidas corretas para enfrentá-la, diz Skaf

Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo

Depois de um 2011 decepcionante para o setor produtivo, com a indústria de transformação estagnada e crescimento de 1,6% da indústria em geral – de acordo com o PIB divulgado, nesta terça-feira (6), pelo IBGE –, 2012 começa confirmando tendência negativa e ainda não ensaia melhora.

O resultado do levantamento da Produção Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quarta-feira (7) pelo IBGE, trouxe mais um resultado péssimo para a Indústria brasileira: -2,1% na comparação de janeiro (2012) contra dezembro (2011).

“Todas as pesquisas, incluindo as do IBGE, mostram exatamente o que temos falado há bastante tempo sobre o processo de desindustrialização que o país está vivendo. Agora só falta o governo tomar as medidas corretas para enfrentá-la. Hoje, o governo demonstra descaso com setor produtivo brasileiro”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

Skaf cita o câmbio, os juros, o preço da energia elétrica, o spread bancário, a carga tributária, a infraestrutura deficiente e os incentivos fiscais a produtos importados (“Guerra dos Portos”) como fatores decisivos para o fraco desempenho da Indústria Brasileira. A Fiesp e o Ciesp projetam crescimento de 2,6% para o PIB do país e 0,0% para a indústria de transformação em 2012. “Mas não devemos nos conformar com isso”, diz Skaf.

“Há notícias de novas medidas sendo planejadas pelo governo. Não podemos aceitar medidas semelhantes às tomadas até aqui. Precisamos de uma ruptura com esse de política econômica e industrial. Quem quer resultados diferentes, precisa tomar atitudes diferentes”, conclui.