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Informativo eletrônico - Edição 589

Sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Prezado leitor,

Você está recebendo o Macro Visão. Veja os destaques desta edição:

Economia Brasileira

  • Superávit primário do setor público fica em R$ 2,5 bilhões no mês de julho

    Economia Internacional

  • EUA: crescimento do PIB no 2º trimestre foi revisado para baixo


  •  Economia Brasileira  

    Superávit primário do setor público fica em R$ 2,5 bilhões no mês de julho

    De acordo com a Nota à Imprensa de Política Fiscal, divulgada nesta quinta-feira (26) pelo Banco Central, o superávit primário do Governo (em todas as instâncias) no mês de julho foi de R$ 2,5 bilhões. Nos sete primeiros meses de 2010, o resultado primário acumulou superávit de R$ 42,6 bilhões (2,14% do PIB), superior aos R$ 38,4 bilhões (2,18% do PIB) acumulados em igual período de 2009. Com os dados de julho, o superávit primário acumulado nos últimos 12 meses foi de R$ 69,6 bilhões (2,03% do PIB).

    O resultado nominal, que inclui o pagamento dos juros da dívida, acumulou entre janeiro e julho deste ano um déficit de R$ 65,5 bilhões (3,29% do PIB), enquanto no mesmo período de 2009 o déficit havia sido de R$ 56,7 bilhões (3,22% do PIB). Em 12 meses o resultado nominal apresenta déficit de R$ 113,5 bilhões (3,36% do PIB).

    Já a dívida Líquida do Setor Público (DLSP) sofreu um acréscimo de R$ 21,1 bilhões na passagem de junho para julho, alcançando o patamar de R$ 1,41 trilhão, ampliando a sua proporção em relação ao PIB de 41,4% para 41,7% entre os dois períodos. Já a Dívida Bruta do Governo Geral (Federal, Estadual, Municipal e INSS) atingiu, em junho, R$ 2,0 trilhões (60,1% do PIB).

    Vale lembrar que a meta de superávit primário estabelecido pelo Governo para 2010 é de 3,3% do PIB, sendo possível descontar 0,9 p.p correspondentes às obras do PAC.


     Economia Internacional  

    EUA: crescimento do PIB no 2º trimestre foi revisado para baixo

    De acordo com documento publicado nesta sexta-feira (27) pelo Departamento de Comércio dos EUA, o PIB do país cresceu 1,6% no 2º trimestre de 2010, na comparação com o 1º trimestre (série anualizada). Este resultado ficou abaixo do preliminarmente divulgado, que mostrou expansão de 2,4% no período.

    O crescimento apurado entre abril e junho deste ano marca o 4º trimestre consecutivo de expansão da economia norte-americana, mas é inferior ao verificado no 1º trimestre de 2010, quando houve expansão de 3,7%.

    O grande destaque positivo no 2º trimestre do ano ficou por conta do crescimento de 25,0% nos investimentos privados em relação em aos três primeiros meses do ano. Mesmo assim, esta expansão foi inferior à verificada no trimestre anterior (29,5%).

    Já o consumo pessoal do cidadão norte-americano cresceu 2,0% de abril a junho, acelerando 0,1 ponto percentual frente ao crescimento observado no 1º trimestre do ano (1,9%).

    O governo do país reverteu a tendência de retração nos gastos observada nos dois trimestres anteriores e os aumentou em 4,3% no 2º trimestre. No 4º trimestre de 2009, o consumo governamental havia caído 1,4% e, no período subsequente, 1,6%.

    Reino Unido: PIB cresce 1,2% no 2º trimestre de 2010

    O Reino Unido, por meio de seu órgão oficial de estatísticas (Office for National Statistics) divulgou nesta sexta-feira (27) os dados definitivos sobre o PIB do 2º trimestre de 2010. No período, o crescimento registrado foi de 1,2% sobre o 1º semestre do ano. Tal resultado ficou acima da expectativa de expansão de 1,1% anteriormente divulgada, fazendo com que a economia da região agora esteja 1,7% maior em relação ao 2º trimestre de 2009.

    Desagregando os dados, o PIB da indústria mostrou crescimento de 1,0% na passagem do 1º para o 2º trimestre (resultado em linha com divulgação prévia). Já a o PIB do setor de construção mostrou grande salto, com crescimento de 8,5%, número muito maior do que os 6,6% da divulgação provisória. Outros dados que mostraram crescimento no período foram os Serviços (0,7%), os Gastos das Famílias (0,7%) e os Gastos do Governo (0,3%).

    O dado que apresentou decréscimo entre o 1º e o 2º trimestre de 2010 foi a Formação Bruta de Capital Fixo, com queda de 2,4%. Mesmo assim, os investimentos continuam em patamar 3,1% maior do que o verificado no mesmo período de 2009. Já a Balança Comercial do Reino Unido ficou deficitária em 10,3 bilhões de libras, após marcar resultado negativo de 10,4 bilhões de libras no trimestre anterior. Essa melhora se deve a um crescimento de 1,1% nas exportações e de 0,9% nas importações.

    Japão: desemprego diminui e deflação se acentua

    Nesta sexta-feira (27) foram divulgados pelo governo japonês um conjunto de dados sobre a economia do país. O desemprego foi o destaque ao recuar para 5,2% em julho, ante uma taxa de 5,3% em junho. O resultado surpreendeu o consenso do mercado, que esperava estabilidade.

    Também foi divulgado um aumento de 1,1% do consumo das famílias em julho, na comparação com o resultado do mesmo período de 2009. Apesar de positivo, o mercado esperava aumento de 1,4%. O temor é que o governo esteja retirando os estímulos econômicos antes do necessário.

    Já o núcleo da inflação ao consumidor japonês de julho aponta deflação de 1,1% em 12 meses, segundo o Ministério de Negócios Internos e Comunicação. Este é outro sinal de que a economia do país continua com diversos desafios a serem superados.


     Agenda Semanal 


     Projeções de Mercado 

    Relatório divulgado em 20/8/2010
    Mediana - Agregado 2010 2011
    Há 4 semanas Há 1 semana   Hoje   Comp. Semanal Há 4 semanas Há 1 semana   Hoje   Comp. Semanal
    IPCA (%)
    5,35
    5,19
    5,10

    (1)
    4,80
    4,80
    4,86
    (1)
    IGP-DI (%)

    8,36

    8,46
    8,50

    (3)
    5,00
    5,00
    5,00
    =
    (16)
    IGP-M (%)
    8,57
    8,51
    8,56
    (3)
    5,00
    5,00
    5,00
    =
    (4)
    IPC-Fipe (%)
    5,15
    5,00
    5,00
    =
    (1)
    4,53
    4,52
    4,53
    (2)
    Taxa de Câmbio - fim de período (R$/US$)
    1,80
    1,80
    1,80
    =
    (22)
    1,85
    1,85
    1,85
    =
    (6)
    Taxa de Câmbio - média do período (R$/US$)
    1,80

    1,79

    1,79

    =
    (1)
    1,83
    1,83
    1,83
    =
    (4)
    Meta da Taxa Selic - fim de período (% a a)
    11,75
    11,00
    10,75
    (1)
    11,75
    11,50
    11,50
    =
    (1)
    Meta da Taxa Selic - média do período (% a a)
    10,41
    10,13
    10,03
    (1)
    12,00
    11,75
    11,73
    (4)
    Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB)
    41,00
    40,77
    40,77
    =
    (1)

    39,50

    39,50

    39,50

    =
    (4)
    PIB (% do crescimento)
    7,20
    7,09
    7,10
    (1)
    4,50
    4,50
    4,50
    =
    (37)
    Produção Industrial (% do crescimento)
    12,10
    11,57
    11,49
    (5)
    5,00
    5,00
    5,00
    =

    (2)

    Conta Corrente (US$ bilhões)

    -48,00

    -49,00
    -49,91
    (1)
    -57,93
    -58,00
    -57,90
    (1)
    Balança Comercial (US$ bilhões)
    15,41
    15,00

    15,00

    =
    (2)
    8,00
    8,68
    9,00
    (1)
    Invest. Estrangeiro Direto (US$ bilhões)
    33,65

    32,00

    31,00

    (1)
    40,00
    38,50
    38,20
    (2)
    Preços Administrados (%)
    3,56
    3,60
    3,60
    =
    (3)
    4,76
    4,76
    4,80
    (2)

    *comportamento dos indicadores desde o último Relatório de Mercado; os valores entre parênteses expressam o número de semanas em que vem ocorrendo o último comportamento ( aumento, diminuição ou = estabilidade)

    Fonte: Banco Central do Brasil - Relatório de Mercado/Focus.

    O Boletim Focus é uma pesquisa realizada pelo Banco Central do Brasil com as principais instituições financeiras do país. Todas as estimativas ali apresentadas devem ser examinadas com bastante cautela, pois não significam compromisso do BACEN nem expressam a opinião da FIESP/CIESP.


    Economia Brasileira
    INDICADORES
    Efetivo
    Projeções
    2006
    2007
    2008
    2009
    2010
      Crescimento do PIB (%)
    4,0
    6,1
    5,1
    -0,2
    7,5
    PIB Indústria (%)
    2,3
    5,3
    4,3
    -5,5
    11,7
    Extrativa Mineral (%)
    4,4
    3,7
    4,3
    -0,2
    11,8
    Transformação (%)
    1,0
    5,6
    3,2
    -7,0
    11,3
    Construção Civil (%)
    4,7
    4,9
    8,0
    -6,3
    12,6
    Serv. Ind. Utilidade Públ. (SIUP) (%)
    3,5
    5,9
    4,5
    -2,4
    12,5
    PIB Agropecuária (%)
    5,5
    5,6
    5,8
    -5,2
    5,7
    PIB Serviços (%)
    4,2
    6,1
    4,8
    2,6
    5,2
    Impostos Líquidos sobre Produtos (%)
    5,7
    8,4
    7,4
    -0,8
    14,2
    Consumo das Famílias (%)
    5,3
    6,3
    5,4
    4,1
    7,4
    Consumo do Governo (%)
    2,6
    5,1
    5,6
    3,7
    2,8
    Formação Bruta de Capital Fixo (%)
    9,8
    13,9
    13,8
    -9,9
    21,2
    Exportações de Bens e Serviços (%)
    5,0
    6,2
    -0,6
    -10,3
    7,1
    Importações de Bens e Serviços (%)
    18,4
    19,9
    18,5
    -11,4
    30,5
    Setor
    Externo
    Exportações (US$ bilhões)
    137,8
    160,6
    197,9
    153,0
    189,5
    Importações (US$ bilhões)
    91,4
    120,6
    173,0
    127,6
    177,6
    Saldo da Balança Com. (US$ bilhões)
    46,5
    40,0
    24,9
    25,4
    11,9
    Exportações (%)
    16,3
    16,6
    23,2
    -22,7
    23,9
    Importações (%)
    24,1
    32,0
    43,4
    -26,3
    39,2
    Saldo da Balança Comercial (%)
    3,4
    -13,8
    -37,7
    2,0
    -53,0
    Produção Industrial (%)
    2,8
    6,0
    3,1
    -7,4
    15,0
    INA - FIESP/CIESP (%)
    2,6
    6,1
    4,2
    -8,5
    13,5
    Emprego Industrial SP- FIESP/CIESP (%)
    -0,1
    4,6
    -0,3
    -4,3
    5,6
    Emprego Industrial Brasil - IBGE (%)
    0,8
    3,3
    -1,2
    -2,7
    5,7

    Elaboração FIESP/CIESP
    Com exceção dos indicadores marcados com *, os dados de 2005 a 2007 foram revisados pelo IBGE.

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