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Informativo eletrônico - Edição 588

Quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Prezado leitor,

Você está recebendo o Macro Visão. Veja os destaques desta edição:

Economia Brasileira

  • Nível de Atividade na Indústria de São Paulo cresceu 0,6% em julho
  • Taxa de desemprego recua para 6,9% e atinge o menor valor da série para o período

    Economia Internacional

  • Espanha: PIB registra crescimento tímido no 2º trimestre de 2010


  •  Economia Brasileira  

    Nível de Atividade na Indústria de São Paulo cresceu 0,6%
    em julho

    A Fiesp/Ciesp divulgou, nesta quinta-feira (26), resultado do Indicador do Nível de Atividade (INA) na indústria do estado de São Paulo em julho de 2010. A publicação mostrou que, na série com ajuste sazonal, o índice cresceu 0,6% na comparação com junho, quando havia caído 0,6%, na mesma base de comparação. Desconsiderando o ajuste, o crescimento no mês passado foi de 2,6%.

    Na comparação entre julho de 2010 e julho de 2009, o INA registrou acréscimo de 7,2% e, considerando os sete primeiros meses deste ano, a expansão foi de 12,7% em relação a igual período do ano passado. Tais resultados mostram que a queda mensal verificada em junho não foi o início de uma tendência de retração da atividade industrial, mas apenas um acontecimento pontual já superado pelo setor, que voltou a crescer e deve seguir assim nos próximos meses.

    A publicação ainda mostrou que o total de vendas reais (deflacionadas pelo IPC-Fipe) do setor industrial do estado cresceu 1,2% em julho, frente a junho (série com ajuste sazonal). Na comparação com julho de 2009, a expansão chegou a 8,0% e, no acumulado de 2010, está em 9,1%.

    Já o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da indústria paulista ficou praticamente estável na série sem ajuste sazonal, e sofreu ligeira queda na série com ajuste. Sem a correção, Nuci do setor passou de 82,8% em junho para 82,7% em julho. No 7º mês do ano passado, a variável estava em 81,4%. Após a correção, o Nuci encerrou julho deste ano em 81,5%, 0,3 ponto percentual abaixo do valor contabilizado em junho (81,8%) e 1,1 p.p. acima de julho de 2009 (80,4%).

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    Taxa de desemprego recua para 6,9% e atinge o menor valor da série para o período

    O IBGE divulgou, nesta quinta-feira (26), a Pesquisa Mensal de Emprego referente a julho de 2010. De acordo com a publicação, a taxa de desemprego no País recuou de 7,0% em junho para 6,9% em julho, marcando o 8º recorde seguido como a menor taxa para o mês desde o início da série histórica, em 2002. O nível de desocupação no mês passado foi 1,1 p.p. inferior ao verificado em julho de 2009 (8,0%). A publicação ainda revelou que o rendimento médio real habitual da população ocupada no Brasil cresceu 2,2% entre junho e julho, ao passar de R$ 1.421,52 para R$ 1.452,50. Frente a julho de 2009 (R$ 1.382,67), o rendimento cresceu 5,1%. Já a massa de rendimento médio real habitual dos ocupados atingiu R$ 32,3 bilhões no mês passado, registrando expansão de 3,0% em relação a junho e de 8,7% frente ao sétimo mês de 2009.

    Na Região Metropolitana de São Paulo, a taxa de desemprego ficou em 7,2% no mês de julho, registrando o 2º menor valor de toda a série histórica, atrás apenas do resultado de dezembro de 2008 (7,1%). Em junho, a taxa estava em 7,4% e, em julho de 2009, em 8,9%.

    INCC-M desacelera para 0,22% em agosto

    De acordo com divulgação da FGV, o Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) variou 0,22% em agosto, marcando uma desaceleração em relação à inflação de 0,62% verificada em julho. Com o resultado, o indicador acumula variação de 6,18% no ano e de 6,80% em 12 meses. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (26).

    O subíndice Materiais, Equipamentos e Serviços desacelerou de 0,48% no mês passado para 0,38% neste mês. O resultado se deu pela desaceleração nos preços dos Materiais e Equipamentos (de 0,53% para 0,32%), enquanto os preços dos Serviços aceleraram de 0,27% para 0,60% no período.

    Mas o principal responsável pela desaceleração do INCC-M nesta passagem mensal foi o subíndice Mão de Obra, que passou de 0,77% em julho para 0,06% em agosto.


     Economia Internacional  

    Espanha: PIB registra crescimento tímido no 2º trimestre
    de 2010

    Segundo dados definitivos publicados nesta quinta-feira (26) pelo Instituto Nacional de Estatísticas da Espanha, o PIB do país cresceu 0,2% no 2º trimestre de 2010, na comparação com o trimestre imediatamente anterior. Na comparação entre os três primeiros meses de 2010 e o 4º trimestre de 2009, a economia espanhola havia crescido 0,1%.

    Na comparação entre o 2º trimestre de 2010 com igual período de 2009, o PIB espanhol caiu 0,1%. Apesar de este resultado ser levemente superior à retração de 0,2% estimada pelo mercado, os números supracitados mostram que a Espanha continua em uma situação muito delicada. Assim como a Grécia, o país convive com graves déficits fiscais e tem enormes dificuldades de fazer uma reforma que melhore esta situação.

    EUA: recua nesta semana o número de pedidos de seguro-desemprego

    Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Departamento do Trabalho dos EUA, 473 mil novos pedidos de seguro-desemprego foram registrados na semana terminada em 21 de agosto. O resultado apresenta uma redução de 31 mil pedidos na comparação com a semana anterior, quando estes haviam somado 504 mil.

    Os estados que apresentaram os melhores resultados foram a Califórnia (-5.275), Indiana (-2,209) e Pennsylvania (-2.074). Em sentido oposto, o Wisconsin (1.004) registrou o pior resultado na área continental do país.


     Projeções de Mercado 

    Relatório divulgado em 20/8/2010
    Mediana - Agregado 2010 2011
    Há 4 semanas Há 1 semana   Hoje   Comp. Semanal Há 4 semanas Há 1 semana   Hoje   Comp. Semanal
    IPCA (%)
    5,35
    5,19
    5,10

    (1)
    4,80
    4,80
    4,86
    (1)
    IGP-DI (%)

    8,36

    8,46
    8,50

    (3)
    5,00
    5,00
    5,00
    =
    (16)
    IGP-M (%)
    8,57
    8,51
    8,56
    (3)
    5,00
    5,00
    5,00
    =
    (4)
    IPC-Fipe (%)
    5,15
    5,00
    5,00
    =
    (1)
    4,53
    4,52
    4,53
    (2)
    Taxa de Câmbio - fim de período (R$/US$)
    1,80
    1,80
    1,80
    =
    (22)
    1,85
    1,85
    1,85
    =
    (6)
    Taxa de Câmbio - média do período (R$/US$)
    1,80

    1,79

    1,79

    =
    (1)
    1,83
    1,83
    1,83
    =
    (4)
    Meta da Taxa Selic - fim de período (% a a)
    11,75
    11,00
    10,75
    (1)
    11,75
    11,50
    11,50
    =
    (1)
    Meta da Taxa Selic - média do período (% a a)
    10,41
    10,13
    10,03
    (1)
    12,00
    11,75
    11,73
    (4)
    Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB)
    41,00
    40,77
    40,77
    =
    (1)

    39,50

    39,50

    39,50

    =
    (4)
    PIB (% do crescimento)
    7,20
    7,09
    7,10
    (1)
    4,50
    4,50
    4,50
    =
    (37)
    Produção Industrial (% do crescimento)
    12,10
    11,57
    11,49
    (5)
    5,00
    5,00
    5,00
    =

    (2)

    Conta Corrente (US$ bilhões)

    -48,00

    -49,00
    -49,91
    (1)
    -57,93
    -58,00
    -57,90
    (1)
    Balança Comercial (US$ bilhões)
    15,41
    15,00

    15,00

    =
    (2)
    8,00
    8,68
    9,00
    (1)
    Invest. Estrangeiro Direto (US$ bilhões)
    33,65

    32,00

    31,00

    (1)
    40,00
    38,50
    38,20
    (2)
    Preços Administrados (%)
    3,56
    3,60
    3,60
    =
    (3)
    4,76
    4,76
    4,80
    (2)

    *comportamento dos indicadores desde o último Relatório de Mercado; os valores entre parênteses expressam o número de semanas em que vem ocorrendo o último comportamento ( aumento, diminuição ou = estabilidade)

    Fonte: Banco Central do Brasil - Relatório de Mercado/Focus.

    O Boletim Focus é uma pesquisa realizada pelo Banco Central do Brasil com as principais instituições financeiras do país. Todas as estimativas ali apresentadas devem ser examinadas com bastante cautela, pois não significam compromisso do BACEN nem expressam a opinião da FIESP/CIESP.


    Economia Brasileira
    INDICADORES
    Efetivo
    Projeções
    2006
    2007
    2008
    2009
    2010
      Crescimento do PIB (%)
    4,0
    6,1
    5,1
    -0,2
    7,5
    PIB Indústria (%)
    2,3
    5,3
    4,3
    -5,5
    11,7
    Extrativa Mineral (%)
    4,4
    3,7
    4,3
    -0,2
    11,8
    Transformação (%)
    1,0
    5,6
    3,2
    -7,0
    11,3
    Construção Civil (%)
    4,7
    4,9
    8,0
    -6,3
    12,6
    Serv. Ind. Utilidade Públ. (SIUP) (%)
    3,5
    5,9
    4,5
    -2,4
    12,5
    PIB Agropecuária (%)
    5,5
    5,6
    5,8
    -5,2
    5,7
    PIB Serviços (%)
    4,2
    6,1
    4,8
    2,6
    5,2
    Impostos Líquidos sobre Produtos (%)
    5,7
    8,4
    7,4
    -0,8
    14,2
    Consumo das Famílias (%)
    5,3
    6,3
    5,4
    4,1
    7,4
    Consumo do Governo (%)
    2,6
    5,1
    5,6
    3,7
    2,8
    Formação Bruta de Capital Fixo (%)
    9,8
    13,9
    13,8
    -9,9
    21,2
    Exportações de Bens e Serviços (%)
    5,0
    6,2
    -0,6
    -10,3
    7,1
    Importações de Bens e Serviços (%)
    18,4
    19,9
    18,5
    -11,4
    30,5
    Setor
    Externo
    Exportações (US$ bilhões)
    137,8
    160,6
    197,9
    153,0
    189,5
    Importações (US$ bilhões)
    91,4
    120,6
    173,0
    127,6
    177,6
    Saldo da Balança Com. (US$ bilhões)
    46,5
    40,0
    24,9
    25,4
    11,9
    Exportações (%)
    16,3
    16,6
    23,2
    -22,7
    23,9
    Importações (%)
    24,1
    32,0
    43,4
    -26,3
    39,2
    Saldo da Balança Comercial (%)
    3,4
    -13,8
    -37,7
    2,0
    -53,0
    Produção Industrial (%)
    2,8
    6,0
    3,1
    -7,4
    15,0
    INA - FIESP/CIESP (%)
    2,6
    6,1
    4,2
    -8,5
    13,5
    Emprego Industrial SP- FIESP/CIESP (%)
    -0,1
    4,6
    -0,3
    -4,3
    5,6
    Emprego Industrial Brasil - IBGE (%)
    0,8
    3,3
    -1,2
    -2,7
    5,7

    Elaboração FIESP/CIESP
    Com exceção dos indicadores marcados com *, os dados de 2005 a 2007 foram revisados pelo IBGE.

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