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Informativo eletrônico - Edição 586

Terça-feira, 24 de agosto de 2010
Prezado leitor,

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Economia Brasileira

  • Operações de crédito do sistema financeiro cresceram para 45,9% do PIB em julho

    Economia Internacional

  • Alemanha: resultado do PIB fica em linha com estimativas e cresce 2,2% no 2º trimestre
    de 2010


  •  Economia Brasileira  

    Operações de crédito do sistema financeiro cresceram para 45,9% do PIB em julho

    O Banco Central do Brasil divulgou, nesta terça-feira (24), a Nota para a Imprensa de Política Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro Nacional relativa a julho de 2010. De acordo com a publicação, o saldo das operações de crédito fechou o mês em R$ 1,55 trilhão, crescendo 1,2% na comparação com junho e 18,4% frente a julho de 2009.

    Na relação crédito/PIB, o valor do mês passado chegou a 45,9%. Em junho, esta relação havia sido de 45,7% e, no sétimo mês do ano passado, de 42,8%. Do montante de empréstimos concedidos em julho deste ano, as instituições financeiras públicas continuam sendo as maiores emprestadoras de dinheiro no País, representando 42,2% do crédito concedido no mês. Já as instituições financeiras privadas concederam 40,1% do total, enquanto os bancos estrangeiros emprestaram 17,7%.

    A publicação ainda mostrou que, na passagem de junho para julho de 2010, as taxas médias de juros cresceram nas três modalidades analisadas (pessoa física, pessoa jurídica e total). Para as pessoas jurídicas, os juros médios cobrados para pegar dinheiro emprestado passaram de 27,3% ao ano para 28,3% ao ano. Para pessoas físicas, a taxa passou de 40,4% ao ano para 40,5% ao ano. Com isto, a taxa de juros média consolidada cresceu de 34,6% ao ano para 35,4% ao ano.

    Por outro lado, as taxas de inadimplência ficaram estáveis nas três modalidades. Em julho, o total de pessoas físicas que atrasou os pagamentos, em relação às pessoas que quitaram suas dívidas em dia, foi de 6,5%, o mesmo foi observado em junho. Com relação às pessoas jurídicas, a taxa de inadimplência ficou inalterada em 3,6% e, a taxa de inadimplência média geral ficou constante em 5,0%.

    Índice de Confiança do Consumidor cresceu 0,7% em agosto

    De acordo com dados divulgados nesta terça-feira (24) pela FGV, o Índice de Confiança do Consumidor (ICI) cresceu 0,7% entre julho e agosto, ao passar de 120,0 para 120,8 pontos (série com ajuste sazonal). Apesar da expansão, o resultado contabilizado neste mês é inferior ao observado entre junho e julho, quando o ICI cresceu 1,1%.

    Desagregando o ICI, é possível notar que o consumidor brasileiro está otimista tanto com o momento atual da economia, quanto com as perspectivas para os próximos meses. O Indicador de Situação Atual (ISA) fechou agosto em 135,7 pontos, um crescimento de 0,6% na comparação com julho (134,9 pontos). Já o Indicador de Expectativas (IE) registrou acréscimo de 0,7% no período, ao passar de 112,1 para 112,9 pontos.

    Na comparação anual, ou seja, entre agosto de 2010 e agosto de 2009, o ICI e seus dois subíndices registraram crescimento. O indicador geral cresceu 9,2%, enquanto o ISA e o IE cresceram 19,1% e 3,7%, respectivamente.

    IPC-S de São Paulo fica estável na terceira semana de agosto

    De acordo com dados divulgados nesta terça-feira (24) pela FGV, o Índice de Preços ao Consumidor Semanal da cidade de São Paulo (IPC-S/São Paulo) registrou estabilidade (0,0%) na terceira semana de agosto, sucedendo uma deflação de 0,04% observada na semana anterior. O IPC-S nacional, que agrega outras seis capitais, apresentou variação de -0,17% na semana em análise.

    Na capital paulista, apenas os grupos Educação, Leitura e Recreação (de -0,25% para 0,13%) e Alimentação (-0,75% para -0,43%) registraram acréscimos em suas taxas de variação. No sentido oposto, as maiores influências vieram dos grupos de Despesas Diversas (0,58% para 0,30%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,48% para 0,21%).

    Todas as capitais pesquisadas, exceto São Paulo, registraram queda no nível de preços na semana encerrada no dia 22 de agosto. O principal destaque que puxou o indicador para baixo foi a cidade de Recife, cuja deflação se acentuou ainda mais nas semanas mais recentes, ao passar de 0,55% para 0,68%. Já a cidade do Rio de Janeiro arrefeceu o ritmo de declínio da inflação, ao passar de -0,25% para -0,14%.


     Economia Internacional  

    Alemanha: resultado do PIB fica em linha com estimativas e cresce 2,2% no 2º trimestre de 2010

    Nesta terça-feira (24), a Alemanha, por meio de seu órgão oficial de estatísticas (Destatis), divulgou os dados consolidados do seu PIB no 2º trimestre de 2010. No período, o crescimento foi de 2,2% em relação ao 1º trimestre (já realizado ajuste sazonal). Tal resultado, além de vir em linha com os dados preliminares anteriormente divulgados, marcou o melhor crescimento trimestral registrado na Alemanha desde a sua reunificação, em 1990.

    O documento mostrou que a Formação Bruta de Capital Fixo (investimentos) registrou forte expansão entre abril e junho de 2010, sobre o 1º trimestre deste ano (4,7%). Nestes termos, o capital de maquinário e equipamentos aumentou em 4,4% e o capital da construção se expandiu em 5,2%.

    As exportações de bens e serviços cresceram 8,2%, enquanto as importações cresceram 7,0%. A importância do setor externo na economia alemã é explicitado no fato de que apenas o saldo da balança comercial do país no 2º trimestre foi responsável por 0,8 ponto percentual do crescimento do PIB.

    Por fim, outros dados relevantes foram a expansão do consumo doméstico e do governo, cujo crescimento foi de 0,6% e 0,4%, respectivamente.

    Zona do Euro: novos pedidos da indústria cresceram 2,5% em junho

    A Eurostat, órgão oficial de estatísticas da Zona do Euro, divulgou nesta terça-feira (24) o resultado do índice de novos pedidos da indústria da região em junho de 2010. No período houve crescimento de 2,5%, mostrando desaceleração em relação à expansão da atividade no comparativo com o resultado de maio, quando os novos pedidos feitos cresceram 4,1%. Na comparação entre junho de 2010 e junho de 2009, a expansão nos pedidos industriais foi de 22,6%.

    Os países da Zona do Euro com melhor resultado mensal do indicador foram Holanda (+8,9%), Grécia (+4,0%) e Alemanha (+3,9%), enquanto as retrações foram registradas apenas na Irlanda (-4,7%) e na Eslováquia (-1,3%). Na comparação anual, a Irlanda foi o único país que apresentou retração em junho de 2010 (-5,1%). Por outro lado, os melhores resultados foram observados na Alemanha, Finlândia (ambos com crescimento de 32,8%) e Holanda (30,2%).


     Projeções de Mercado 

    Relatório divulgado em 20/8/2010
    Mediana - Agregado 2010 2011
    Há 4 semanas Há 1 semana   Hoje   Comp. Semanal Há 4 semanas Há 1 semana   Hoje   Comp. Semanal
    IPCA (%)
    5,35
    5,19
    5,10

    (1)
    4,80
    4,80
    4,86
    (1)
    IGP-DI (%)

    8,36

    8,46
    8,50

    (3)
    5,00
    5,00
    5,00
    =
    (16)
    IGP-M (%)
    8,57
    8,51
    8,56
    (3)
    5,00
    5,00
    5,00
    =
    (4)
    IPC-Fipe (%)
    5,15
    5,00
    5,00
    =
    (1)
    4,53
    4,52
    4,53
    (2)
    Taxa de Câmbio - fim de período (R$/US$)
    1,80
    1,80
    1,80
    =
    (22)
    1,85
    1,85
    1,85
    =
    (6)
    Taxa de Câmbio - média do período (R$/US$)
    1,80

    1,79

    1,79

    =
    (1)
    1,83
    1,83
    1,83
    =
    (4)
    Meta da Taxa Selic - fim de período (% a a)
    11,75
    11,00
    10,75
    (1)
    11,75
    11,50
    11,50
    =
    (1)
    Meta da Taxa Selic - média do período (% a a)
    10,41
    10,13
    10,03
    (1)
    12,00
    11,75
    11,73
    (4)
    Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB)
    41,00
    40,77
    40,77
    =
    (1)

    39,50

    39,50

    39,50

    =
    (4)
    PIB (% do crescimento)
    7,20
    7,09
    7,10
    (1)
    4,50
    4,50
    4,50
    =
    (37)
    Produção Industrial (% do crescimento)
    12,10
    11,57
    11,49
    (5)
    5,00
    5,00
    5,00
    =

    (2)

    Conta Corrente (US$ bilhões)

    -48,00

    -49,00
    -49,91
    (1)
    -57,93
    -58,00
    -57,90
    (1)
    Balança Comercial (US$ bilhões)
    15,41
    15,00

    15,00

    =
    (2)
    8,00
    8,68
    9,00
    (1)
    Invest. Estrangeiro Direto (US$ bilhões)
    33,65

    32,00

    31,00

    (1)
    40,00
    38,50
    38,20
    (2)
    Preços Administrados (%)
    3,56
    3,60
    3,60
    =
    (3)
    4,76
    4,76
    4,80
    (2)

    *comportamento dos indicadores desde o último Relatório de Mercado; os valores entre parênteses expressam o número de semanas em que vem ocorrendo o último comportamento ( aumento, diminuição ou = estabilidade)

    Fonte: Banco Central do Brasil - Relatório de Mercado/Focus.

    O Boletim Focus é uma pesquisa realizada pelo Banco Central do Brasil com as principais instituições financeiras do país. Todas as estimativas ali apresentadas devem ser examinadas com bastante cautela, pois não significam compromisso do BACEN nem expressam a opinião da FIESP/CIESP.


    Economia Brasileira
    INDICADORES
    Efetivo
    Projeções
    2006
    2007
    2008
    2009
    2010
      Crescimento do PIB (%)
    4,0
    6,1
    5,1
    -0,2
    7,5
    PIB Indústria (%)
    2,3
    5,3
    4,3
    -5,5
    11,7
    Extrativa Mineral (%)
    4,4
    3,7
    4,3
    -0,2
    11,8
    Transformação (%)
    1,0
    5,6
    3,2
    -7,0
    11,3
    Construção Civil (%)
    4,7
    4,9
    8,0
    -6,3
    12,6
    Serv. Ind. Utilidade Públ. (SIUP) (%)
    3,5
    5,9
    4,5
    -2,4
    12,5
    PIB Agropecuária (%)
    5,5
    5,6
    5,8
    -5,2
    5,7
    PIB Serviços (%)
    4,2
    6,1
    4,8
    2,6
    5,2
    Impostos Líquidos sobre Produtos (%)
    5,7
    8,4
    7,4
    -0,8
    14,2
    Consumo das Famílias (%)
    5,3
    6,3
    5,4
    4,1
    7,4
    Consumo do Governo (%)
    2,6
    5,1
    5,6
    3,7
    2,8
    Formação Bruta de Capital Fixo (%)
    9,8
    13,9
    13,8
    -9,9
    21,2
    Exportações de Bens e Serviços (%)
    5,0
    6,2
    -0,6
    -10,3
    7,1
    Importações de Bens e Serviços (%)
    18,4
    19,9
    18,5
    -11,4
    30,5
    Setor
    Externo
    Exportações (US$ bilhões)
    137,8
    160,6
    197,9
    153,0
    189,5
    Importações (US$ bilhões)
    91,4
    120,6
    173,0
    127,6
    177,6
    Saldo da Balança Com. (US$ bilhões)
    46,5
    40,0
    24,9
    25,4
    11,9
    Exportações (%)
    16,3
    16,6
    23,2
    -22,7
    23,9
    Importações (%)
    24,1
    32,0
    43,4
    -26,3
    39,2
    Saldo da Balança Comercial (%)
    3,4
    -13,8
    -37,7
    2,0
    -53,0
    Produção Industrial (%)
    2,8
    6,0
    3,1
    -7,4
    15,0
    INA - FIESP/CIESP (%)
    2,6
    6,1
    4,2
    -8,5
    13,5
    Emprego Industrial SP- FIESP/CIESP (%)
    -0,1
    4,6
    -0,3
    -4,3
    5,6
    Emprego Industrial Brasil - IBGE (%)
    0,8
    3,3
    -1,2
    -2,7
    5,7

    Elaboração FIESP/CIESP
    Com exceção dos indicadores marcados com *, os dados de 2005 a 2007 foram revisados pelo IBGE.

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