Economia Brasileira
Inflação: IPCA-15 registra deflação de 0,05% em agosto e resultado acumulado em 12 meses fica abaixo do centro da meta
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou recuo de -0,05% em agosto, queda menos acentuada que a verificada em julho (-0,09%). Devido a este resultado, a taxa acumulada em 12 meses está em 4,44%, abaixo da meta de 4,5% para o IPCA cheio, que é estipulada pelo Conselho Monetário Nacional e observada pelo Banco Central para condução da política monetária. No ano de 2010, o indicador acumula inflação de 3,21%.
Em agosto, o grupo Alimentos foi novamente o principal responsável pelo recuo do índice, ainda que de forma menos acentuada do que em julho. O grupo teve queda de 0,68% neste mês, contra o recuo de 0,80% em julho, contribuindo com -0,15 ponto percentual no resultado do índice.
Também registraram deflação em agosto os grupos Artigos de Residência (-0,18%) e Comunicação (-0,03%), desacelerando em relação a julho, quando seus preços variaram 0,13% e 0,01%, respectivamente. O grupo Vestuário também trouxe queda de 0,09%, mas com recuo menos intenso do que o verificado em julho (-0,15%).
Por outro lado, a maior alta do mês veio do grupo Educação (0,37%), que havia mostrado deflação em julho (-0,02%), contribuindo positivamente com 0,03 ponto percentual para o resultado de agosto. Também registraram aumento, mas de forma menos acentuada do que em julho, os grupos Habitação (0,33%), Despesas Pessoais (0,27%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,13%). Já o grupo Transportes fechou o mês praticamente estável (0,02%).
Entre os índices regionais, sete regiões mostraram queda, com destaque para Salvador (-0,55%), Recife (-0,21%) e Belo Horizonte (-0,17%). Entre as maiores altas, destacaram-se Curitiba (0,38%) e Goiânia (0,15%). A deflação captada em São Paulo foi de -0,05% em agosto, resultado igual ao nacional. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (20).
Saldo de empregos formais criados nos sete primeiros meses de 2010 é recorde histórico
O Ministério do Trabalho divulgou na quinta-feira (19), por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), dados sobre o mercado de trabalho formal no Brasil em julho de 2010. A publicação mostrou que, no período, 181.796 empregos foram criados, mostrando desaceleração na comparação com o saldo observado em junho (212.952). Mesmo com a desaceleração, o resultado do mês passado é superior a julho de 2009 (138.402).
O setor de serviços foi o que mais gerou empregos em julho deste ano (61.606), seguido da indústria de transformação (41.530) e da construção civil (38.382).
Com estes resultados, o número de postos de trabalho abertos de janeiro a julho de 2010 soma 1.655.116. Este é o melhor resultado para o período desde o início da série histórica, em 1996. Nestes termos, o segmento de serviços também obteve o melhor desempenho (551.634). O setor industrial, por sua vez, gerou 435.678 empregos.
No Estado de São Paulo, o total de vagas abertas em julho atingiu 62.497. Tal resultado denota desaceleração na comparação com junho (70.265), mas melhora na comparação com julho do ano passado (52.811). O segmento de serviços abriu 24.266 vagas no mês passado. Já a indústria criou 13.919 empregos formais.
No ano, o Estado acumula 608.240 postos de trabalho abertos. Deste total, 204.009 foram criados no setor de serviços e 193.869 na indústria local.
Economia Internacional
Produção mundial de aço cresce 9,6% em julho e volta ao
nível pré-crise
A Associação Mundial do Aço (WSA na sigla em inglês) divulgou nesta sexta-feira (20) seu relatório mensal sobre produção mundial de aço. De acordo com a instituição, a produção de aço no mês de julho foi 9,6% superior ao verificado em igual período de 2009.
No acumulado de janeiro a julho deste ano, foram produzidas 821 milhões de toneladas de aço no mundo, 25% a mais do que o acumulado nos sete primeiros meses de 2009 e 0,5% superior ao registrado no mesmo período de 2008, antes dos efeitos da crise financeira.
Já a utilização da capacidade instalada do setor registrou a 3ª queda mensal consecutiva, ao passar de 80,4% em junho para 75,1% no mês seguinte.
Presidente do BNDES e ministro da Fazenda defendem aporte do Tesouro no banco estatal
Em entrevista coletiva à imprensa realizada na quinta-feira (19), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, saíram em defesa do aporte de R$ 180 bilhões realizado pelo Tesouro no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A medida injetou R$ 100 bilhões ao longo de 2009 e injetará os outros R$ bilhões no decorrer de 2010.
De acordo com dados divulgados pelo ministro, a atuação do BNDES no ano passado evitou uma contração do PIB de aproximadamente 3,0% (o PIB do Brasil encerrou 2009 com contração de 0,2%). Tal resultado ocorreu pela disposição do banco estatal em dar crédito em um cenário em que os bancos privados estavam cautelosos quanto aos efeitos da crise.
Rebatendo as críticas feitas à medida, foram apresentadas estimativas quanto aos benefícios gerados pelo aporte. Dos R$ 180 bilhões injetados, R$ 144,7 bilhões serão destinados a investimentos, valor que deverá atingir R$ 153 bilhões quando se soma a parcela privada nos investimentos contratados. Como os investimentos têm efeito multiplicador na economia, o total de elevação do PIB fomentado pelo ato do governo será de R$ 229 bilhões.
De acordo com o ministério, quando há aumento do PIB, a arrecadação do governo também aumenta. Segundo os cálculos, só a arrecadação federal teria um ganho de R$ 41,9 bilhões. No entanto, os lucros gerados no BNDES ligados a este aporte também devem ser considerados. Serão mais R$ 37,1 bilhões a serem incorporados às contas do governo, somando assim um total de R$ 79 bilhões a impactar positivamente as contas governamentais, reduzindo a argumentação contrária à ação do governo.
|
Agenda Semanal
Projeções de Mercado
Relatório divulgado em 13/8/2010
| Mediana - Agregado |
2010 |
2011 |
| Há 4 semanas |
Há 1 semana |
Hoje |
Comp. Semanal |
Há 4 semanas |
Há 1 semana |
Hoje |
Comp. Semanal |
| IPCA (%) |
5,42 |
5,19 |
5,19 |
|
(1) |
4,80 |
4,80 |
4,80 |
|
|
| IGP-DI (%) |
|
8,43 |
8,46 |
|
(2) |
5,00 |
5,00 |
5,00 |
= |
(15) |
| IGP-M (%) |
8,79 |
8,50 |
8,51 |
|
(2) |
5,04 |
5,00 |
5,00 |
= |
(3) |
| IPC-Fipe (%) |
5,12 |
5,04 |
5,00 |
|
(3) |
4,50 |
4,50 |
4,52 |
|
(1) |
| Taxa de Câmbio - fim de período (R$/US$) |
1,80 |
1,80 |
1,80 |
= |
(21) |
1,85 |
1,85 |
1,85 |
|
(5) |
| Taxa de Câmbio - média do período (R$/US$) |
1,80 |
|
|
|
(1) |
1,82 |
1,83 |
1,83 |
= |
(3) |
| Meta da Taxa Selic - fim de período (% a a) |
12,00 |
11,00 |
11,00 |
= |
(1) |
11,75 |
11,63 |
11,50 |
|
(2) |
| Meta da Taxa Selic - média do período (% a a) |
10,47 |
10,13 |
10,13 |
|
(1) |
12,00 |
11,79 |
11,75 |
|
(3) |
| Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB) |
40,90 |
40,73 |
40,77 |
|
(1) |
|
39,50 |
|
= |
(3) |
| PIB (% do crescimento) |
7,20 |
7,12 |
7,09 |
|
(2) |
4,50 |
4,50 |
4,50 |
= |
(36) |
| Produção Industrial (% do crescimento) |
12,12 |
11,70 |
11,57 |
|
(4) |
5,00 |
5,00 |
5,00 |
|
|
| Conta Corrente (US$ bilhões) |
|
-49,00 |
-49,00 |
= |
(1) |
-60,00 |
-58,00 |
-58,00 |
= |
(1) |
| Balança Comercial (US$ bilhões) |
16,00 |
15,00 |
|
= |
(1) |
7,81 |
9,11 |
8,68 |
|
(1) |
| Invest. Estrangeiro Direto (US$ bilhões) |
34,30 |
|
|
= |
(2) |
40,00 |
39,25 |
38,50 |
|
(1) |
| Preços Administrados (%) |
3,50 |
3,60 |
3,60 |
|
(2) |
4,76 |
4,73 |
4,76 |
|
(1) |
*comportamento dos indicadores desde o último Relatório de Mercado; os valores entre parênteses expressam o número de semanas em que vem ocorrendo o último comportamento ( aumento, diminuição ou = estabilidade)
Fonte: Banco Central do Brasil - Relatório de Mercado/Focus.
O Boletim Focus é uma pesquisa realizada pelo
Banco Central do Brasil com as principais instituições
financeiras do país. Todas as estimativas ali
apresentadas devem ser examinadas com bastante cautela,
pois não significam compromisso do BACEN nem
expressam a opinião da FIESP/CIESP.
| Economia
Brasileira |
INDICADORES |
Efetivo |
Projeções |
2006 |
2007 |
2008 |
2009 |
2010 |
| |
Crescimento do PIB (%) |
4,0 |
6,1 |
5,1 |
-0,2 |
7,5 |
|
PIB Indústria (%) |
2,3 |
5,3 |
4,3 |
-5,5 |
11,7 |
| Extrativa Mineral (%) |
4,4 |
3,7 |
4,3 |
-0,2 |
11,8 |
| Transformação (%) |
1,0 |
5,6 |
3,2 |
-7,0 |
11,3 |
| Construção Civil (%) |
4,7 |
4,9 |
8,0 |
-6,3 |
12,6 |
| Serv. Ind. Utilidade Públ. (SIUP) (%) |
3,5 |
5,9 |
4,5 |
-2,4 |
12,5 |
| PIB Agropecuária (%) |
5,5 |
5,6 |
5,8 |
-5,2 |
5,7 |
| PIB Serviços (%) |
4,2 |
6,1 |
4,8 |
2,6 |
5,2 |
| Impostos Líquidos sobre Produtos (%) |
5,7 |
8,4 |
7,4 |
-0,8 |
14,2 |
|
Consumo das Famílias (%) |
5,3 |
6,3 |
5,4 |
4,1 |
7,4 |
| Consumo do Governo (%) |
2,6 |
5,1 |
5,6 |
3,7 |
2,8 |
| Formação Bruta de Capital Fixo (%) |
9,8 |
13,9 |
13,8 |
-9,9 |
21,2 |
| Exportações de Bens e Serviços (%) |
5,0 |
6,2 |
-0,6 |
-10,3 |
7,1 |
| Importações de Bens e Serviços (%) |
18,4 |
19,9 |
18,5 |
-11,4 |
30,5 |
Setor Externo |
Exportações (US$ bilhões) |
137,8 |
160,6 |
197,9 |
153,0 |
189,5 |
| Importações (US$ bilhões) |
91,4 |
120,6 |
173,0 |
127,6 |
177,6 |
| Saldo da Balança Com. (US$ bilhões) |
46,5 |
40,0 |
24,9 |
25,4 |
11,9 |
| Exportações (%) |
16,3 |
16,6 |
23,2 |
-22,7 |
23,9 |
| Importações (%) |
24,1 |
32,0 |
43,4 |
-26,3 |
39,2 |
| Saldo da Balança Comercial (%) |
3,4 |
-13,8 |
-37,7 |
2,0 |
-53,0 |
| Produção Industrial (%) |
2,8 |
6,0 |
3,1 |
-7,4 |
15,0 |
| INA - FIESP/CIESP (%) |
2,6 |
6,1 |
4,2 |
-8,5 |
13,5 |
| Emprego Industrial SP- FIESP/CIESP (%) |
-0,1 |
4,6 |
-0,3 |
-4,3 |
5,6 |
| Emprego Industrial Brasil - IBGE (%) |
0,8 |
3,3 |
-1,2 |
-2,7 |
5,7 |
Elaboração FIESP/CIESP
Com exceção dos indicadores marcados com *, os dados de 2005 a 2007 foram revisados pelo IBGE.
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