Se você não está conseguindo visualizar este e-mail, clique aqui.

Informativo eletrônico - Edição 582

Quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Prezado leitor,

Você está recebendo o Macro Visão. Veja os destaques desta edição:

Economia Brasileira

  • Receita Federal: arrecadação subiu 10,8% em julho
  • Pesquisa Serasa Experian: inadimplência com cheques foi a menor para o mês de julho
    desde 2004

    Economia Internacional

  • Índice de Clima Econômico para a América Latina cresceu em julho de 2010


  •  Economia Brasileira  

    Receita Federal: arrecadação subiu 10,8% em julho

    De acordo com dados divulgados nesta terça-feira (17) pela Receita Federal do Brasil, a arrecadação federal somou R$ 68,0 bilhões em julho, representando uma elevação real (descontada a inflação do IPCA) de 10,8% em relação ao sétimo mês do ano passado. O valor arrecadado em julho bateu o recorde mensal, algo que aconteceu em todos os meses de 2010.

    Com este resultado, a arrecadação acumulada entre janeiro e julho deste ano chegou a um montante de R$ 450,9 bilhões (ajustado pelo IPCA), avanço real de 12,2% frente à igual período de 2009.

    Pesquisa Serasa Experian: inadimplência com cheques foi a menor para o mês de julho desde 2004

    A Serasa Experian divulgou, nesta quarta-feira (18), pesquisa com dados sobre o nível de inadimplência com cheques no Brasil em julho de 2010. O documento mostrou que, dos cerca de 92 milhões de cheques compensados no período, 1,6 milhão foram devolvidos, gerando uma taxa de inadimplência de 1,74%. Este é o menor valor para o mês desde 2004. Em julho daquele ano, a taxa de inadimplência com cheques foi de 1,56%.

    Com o resultado contabilizado no mês passado, o total de cheques compensados no País, no período de janeiro a julho, somou 652,57 milhões, frente a 12,10 milhões de cheques devolvidos. Com isto, a taxa de inadimplência fechou o período em 1,86%, resultado inferior a verificado no mesmo período de 2009 (2,29%).

    Na desagregação do indicador por região, observa-se que o Norte registrou a maior taxa de inadimplência com cheques entre janeiro e julho de 2010 (4,15%). Por outro lado, a região Sudeste contabilizou o menor nível de inadimplência com cheques no período (1,52%).


     Economia Internacional  

    Índice de Clima Econômico para a América Latina cresceu em julho de 2010

    A FGV, em parceira com o Instituto alemão Ifo, divulgou nesta quarta-feira (18) o resultado do Índice de Clima Econômico (ICE) para a região da América Latina em julho de 2010. No mês, o indicador registrou 6,0 pontos, o que representa um acréscimo de 0,4 ponto percentual na comparação com o resultado contabilizado na divulgação anterior (5,6 pontos), em abril deste ano.

    O documento mostra que valor de 6,0 pontos pode ser considerado muito bom, uma vez que a média do índice nos últimos 10 dez anos é de 5,1 pontos, e o maior valor já registrado em toda a série histórica é de 6,3 pontos (em outubro de 1997).

    Desagregando este resultado, nota-se que a melhora decorre da melhora observada no Índice de Situação Atual (ISA) no período, uma vez que o Índice de Expectativas (IE) registrou queda. Na passagem de abril para julho, o ISA cresceu 4,7 para 5,8 pontos. Por outro lado, o IE caiu de 6,4 para 6,2 pontos.

    Na abertura do ICE por país, o Peru registrou o melhor resultado em julho de 2010, ao contabilizar 7,5 pontos (frente a 7,1 em abril). Em segundo lugar ficou o Brasil, com 7,4 pontos (contra 7,0 em abril). O resultado do País no mês passado ficou bem acima da média histórica nos últimos dez anos (6,1 pontos). Além disso, a desagregação do ICE brasileiro seguiu a mesma tendência do ICE da América Latina: o ISA cresceu (de 8,1 para 8,4 pontos) e o IE caiu (de 6,4 para 6,1 pontos).

    Por outro lado, o pior resultado do ICE em julho ficou com a Venezuela (2,6 pontos). Equador (4,3) e Bolívia (4,8) também apresentaram um desempenho fraco no período.

    Vale lembrar que pela metodologia do índice, os resultados podem variar em um intervalo de 1 a 9 pontos, sendo que o nível de 5 pontos separa o otimismo do pessimismo.

    Países da OCDE cresceram 0,7% no segundo trimestre de 2010

    Em nota divulgada nesta quarta-feira (18), a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou o resultado do crescimento do PIB de seus membros para o segundo trimestre de 2010.

    No agregado dos países que formam o grupo houve crescimento de 0,7% do PIB no período, frente ao 1º trimestre do ano. Este resultado repete o obtido nos primeiros três meses de 2010, e fica 0,4 ponto percentual acima do crescimento obtido no 2º trimestre de 2009 (0,3%).

    A OCDE ainda divulgou o crescimento da União Europeia (1,0%), Zona do Euro (0,7%) e dos sete países mais ricos do grupo (0,7%). O destaque ficou por conta da Alemanha, que cresceu 2,2% de abril a junho de 2010, registrando o melhor resultado dentre os grandes países.

    Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, os países da OCDE cresceram 2,8% no 2º trimestre de 2009, ante um crescimento de 2,4% registrado nos três meses anteriores. O resultado mais uma vez foi puxado pela Alemanha, que cresceu 3,7%. Os EUA também se destacaram nestes termos, ao crescerem 3,2%.

    Os resultados de 2010 são positivos, mas ainda verificam um efeito conhecido como base baixa, uma vez que o ano de 2009 foi marcado pela crise que atingiu de maneira mais intensa justamente os países mais ricos.


     Projeções de Mercado 

    Relatório divulgado em 13/8/2010
    Mediana - Agregado 2010 2011
    Há 4 semanas Há 1 semana   Hoje   Comp. Semanal Há 4 semanas Há 1 semana   Hoje   Comp. Semanal
    IPCA (%)
    5,42
    5,19
    5,19

    =

    (1)
    4,80
    4,80
    4,80
    =
    (18)
    IGP-DI (%)

    8,58

    8,43
    8,46

    (2)
    5,00
    5,00
    5,00
    =
    (15)
    IGP-M (%)
    8,79
    8,50
    8,51
    (2)
    5,04
    5,00
    5,00
    =
    (3)
    IPC-Fipe (%)
    5,12
    5,04
    5,00
    (3)
    4,50
    4,50
    4,52
    (1)
    Taxa de Câmbio - fim de período (R$/US$)
    1,80
    1,80
    1,80
    =
    (21)
    1,85
    1,85
    1,85
    =
    (5)
    Taxa de Câmbio - média do período (R$/US$)
    1,80

    1,80

    1,79

    (1)
    1,82
    1,83
    1,83
    =
    (3)
    Meta da Taxa Selic - fim de período (% a a)
    12,00
    11,00
    11,00
    =
    (1)
    11,75
    11,63
    11,50
    (2)
    Meta da Taxa Selic - média do período (% a a)
    10,47
    10,13
    10,13
    =
    (1)
    12,00
    11,79
    11,75
    (3)
    Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB)
    40,90
    40,73
    40,77
    (1)

    39,70

    39,50

    39,50

    =
    (3)
    PIB (% do crescimento)
    7,20
    7,12
    7,09
    (2)
    4,50
    4,50
    4,50
    =
    (36)
    Produção Industrial (% do crescimento)
    12,12
    11,70
    11,57
    (4)
    5,00
    5,00
    5,00
    =

    (1)

    Conta Corrente (US$ bilhões)

    -47,46

    -49,00
    -49,00
    =
    (1)
    -60,00
    -58,00
    -58,00
    =
    (1)
    Balança Comercial (US$ bilhões)
    16,00
    15,00

    15,00

    =
    (1)
    7,81
    9,11
    8,68
    (1)
    Invest. Estrangeiro Direto (US$ bilhões)
    34,30

    32,00

    32,00

    =
    (2)
    40,00
    39,25
    38,50
    (1)
    Preços Administrados (%)
    3,50
    3,60
    3,60
    =
    (2)
    4,76
    4,73
    4,76
    (1)

    *comportamento dos indicadores desde o último Relatório de Mercado; os valores entre parênteses expressam o número de semanas em que vem ocorrendo o último comportamento ( aumento, diminuição ou = estabilidade)

    Fonte: Banco Central do Brasil - Relatório de Mercado/Focus.

    O Boletim Focus é uma pesquisa realizada pelo Banco Central do Brasil com as principais instituições financeiras do país. Todas as estimativas ali apresentadas devem ser examinadas com bastante cautela, pois não significam compromisso do BACEN nem expressam a opinião da FIESP/CIESP.


    Economia Brasileira
    INDICADORES
    Efetivo
    Projeções
    2006
    2007
    2008
    2009
    2010
      Crescimento do PIB (%)
    4,0
    6,1
    5,1
    -0,2
    7,5
    PIB Indústria (%)
    2,3
    5,3
    4,3
    -5,5
    11,7
    Extrativa Mineral (%)
    4,4
    3,7
    4,3
    -0,2
    11,8
    Transformação (%)
    1,0
    5,6
    3,2
    -7,0
    11,3
    Construção Civil (%)
    4,7
    4,9
    8,0
    -6,3
    12,6
    Serv. Ind. Utilidade Públ. (SIUP) (%)
    3,5
    5,9
    4,5
    -2,4
    12,5
    PIB Agropecuária (%)
    5,5
    5,6
    5,8
    -5,2
    5,7
    PIB Serviços (%)
    4,2
    6,1
    4,8
    2,6
    5,2
    Impostos Líquidos sobre Produtos (%)
    5,7
    8,4
    7,4
    -0,8
    14,2
    Consumo das Famílias (%)
    5,3
    6,3
    5,4
    4,1
    7,4
    Consumo do Governo (%)
    2,6
    5,1
    5,6
    3,7
    2,8
    Formação Bruta de Capital Fixo (%)
    9,8
    13,9
    13,8
    -9,9
    21,2
    Exportações de Bens e Serviços (%)
    5,0
    6,2
    -0,6
    -10,3
    7,1
    Importações de Bens e Serviços (%)
    18,4
    19,9
    18,5
    -11,4
    30,5
    Setor
    Externo
    Exportações (US$ bilhões)
    137,8
    160,6
    197,9
    153,0
    189,5
    Importações (US$ bilhões)
    91,4
    120,6
    173,0
    127,6
    177,6
    Saldo da Balança Com. (US$ bilhões)
    46,5
    40,0
    24,9
    25,4
    11,9
    Exportações (%)
    16,3
    16,6
    23,2
    -22,7
    23,9
    Importações (%)
    24,1
    32,0
    43,4
    -26,3
    39,2
    Saldo da Balança Comercial (%)
    3,4
    -13,8
    -37,7
    2,0
    -53,0
    Produção Industrial (%)
    2,8
    6,0
    3,1
    -7,4
    15,0
    INA - FIESP/CIESP (%)
    2,6
    6,1
    4,2
    -8,5
    13,5
    Emprego Industrial SP- FIESP/CIESP (%)
    -0,1
    4,6
    -0,3
    -4,3
    5,6
    Emprego Industrial Brasil - IBGE (%)
    0,8
    3,3
    -1,2
    -2,7
    5,7

    Elaboração FIESP/CIESP
    Com exceção dos indicadores marcados com *, os dados de 2005 a 2007 foram revisados pelo IBGE.

     Copyright © 2008 Fiesp. Todos os direitos reservados Dúvidas e sugestões, clique aqui
    Se você não deseja mais receber esse informativo, clique aqui.

    Macro Visão é uma publicação da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e
    do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP)

    Av. Paulista, 1313 - 12º andar - Cep 01311-923 - Tel.: 11 3549-4550

    Diretor Titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos: Paulo Francini
    Gerente: André Rebelo
    Textos: Bárbara Moraes da Silva, Bruna Crevelario de Melo, Bruno Battaglia, Cleomar Gomes, Denilson Lopes,
    Fabiana Fontana, Fernando Coutinho, Guilherme Moreira, Jeferson Celestino e Victor Alves - DEPECON

    www.fiesp.com.br - www.ciesp.com.br - ccm@ciesp.org.br

    Jornalista Responsável: Ricardo Viveiros (Mtb 18.141) - rviveiros@fiesp.org.br
    Edição: Luiz Voltolini - luiz.voltolini@fiesp.org.br
    Assistente: Edgar Marcel - edgar.santos@fiesp.org.br
    Coordenadora web: Aurilene Santos - Webdesigner: Claudia Ventura e Michel Avelar