Economia Brasileira
IGP-10 acelera em agosto puxado pelo preço do minério de ferro
Nesta terça-feira (17), a FGV divulgou o resultado do Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) relativo a agosto. No mês, o indicador variou 0,46% ante julho, quando havia variado 0,05%. Com isto, o IGP-10 acumula inflação de 6,09% no ano e de 6,57% nos últimos 12 meses.
Na desagregação do IGP-10, o Índice e Preços ao Consumidor (IPC), que contribui com 30% do total, desacelerou de -0,17% em julho para -0,31% em agosto, sendo o único subíndice a registrar deflação no período.
O Índice Nacional de Custos da Construção (INCC), que colabora com 10% no IGP-10, passou de 0,72% em julho para 0,35% em agosto.
Por último, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), subíndice que tem o maior peso (60% do indicador total), foi o único a acelerar, ao passar de 0,02% em julho para 0,75% em agosto, puxando sozinho o IGP-10. A principal contribuição para a aceleração do IPA veio do item minério de ferro, cujo preço aumentou 13,72% em agosto. Este resultado influenciou diretamente na inflação de 0,92% observada nos preços industriais, que haviam contabilizado deflação de 0,01% em julho. Já os preços dos produtos agropecuários passaram de uma inflação de 0,15% em julho para 0,22% em agosto.
IPC-Fipe repete inflação de 0,20% na segunda semana de agosto
De acordo com dados divulgados nesta terça-feira (17) pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisa Econômicas), o Índice de Preços ao Consumidor da cidade de São Paulo (IPC-Fipe) registrou inflação de 0,20% na segunda semana de agosto, mesmo resultado apurado na primeira medição do mês.
Os grupos Alimentação (de -0,46% para -0,53%), Educação (de 0,15% para 0,03%), Habitação (de 0,36% para 0,35%) e Despesas pessoais (de 0,65% para 0,57%) registraram desaceleração no nível de preços entre as duas semanas mais recentes. Já os grupos Vestuário (de -0,04% para 0,11%) e Transportes (de 0,41% para 0,58%) contabilizaram aceleração no período.
Serasa Experian: após três meses de queda, demanda das empresas por crédito cresceu 0,5% em julho
De acordo com dados divulgados nesta terça-feira (17) pela Serasa Experian, o número de empresas que pediu empréstimo no mês de julho cresceu 0,5% na comparação com junho. Este foi o primeiro aumento na demanda creditícia das empresas após três meses consecutivos de queda. Na comparação entre julho de 2010 e julho de 2009, o indicador recuou 1,9%.
De acordo com economistas da instituição, o resultado de julho é reflexo da retomada do crescimento na atividade econômica nacional, ainda que em um patamar mais brando do que aquele verificado nos primeiros meses do ano. Na desagregação do índice por setor de atividade, percebe-se que a indústria (-0,5%) e os serviços (-0,1%) registraram queda na procura por crédito, enquanto o setor comercial (1,0%) apresentou aumento na passagem de junho para julho.
Apesar das variações supracitadas, a demanda das empresas por crédito acumula crescimento de 7,7% nos setes primeiros meses deste ano, frente a igual período de 2009.
Economia Internacional
EUA: produção industrial veio acima das expectativas do mercado e cresceu 1,0% em julho
De acordo com dados divulgados pelo Federal Reserve (O Banco Central dos EUA) nesta terça-feira (17), a produção industrial do país cresceu 1,0% na passagem de junho a julho (com ajuste sazonal). Este resultado - além de ser superior ao dado revisado de junho, que apontou contração de 0,1% - veio bem acima das expectativas do mercado, que orbitavam em 0,5%. Na comparação com o sétimo mês de 2009, o crescimento chegou a 7,7%.
Os destaques positivos na comparação mensal foram os bens finais (1,3%.), puxados pela produção de bens para empresas (1,8%) e as manufaturas (1,1%). Não houve contração em nenhum setor da economia.
Evidenciando a recuperação, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) passou de 74,1% em junho para 74,8% em julho, uma alta de 0,7 ponto percentual. Há 12 meses este nível estava em 69,1%. No entanto, o resultado do Nuci ainda permanece abaixo da média histórica, que é de 80,6%.
Reino Unido: em julho, preços ao consumidor caíram 0,2%, enquanto preços ao produtor subiram 0,1%
O órgão oficial de estatísticas do Reino Unido (UK National Statistics) divulgou, nesta terça-feira (17), os dados referentes aos índices de preço da região em julho de 2010. A publicação mostra os resultados dos preços ao produtor, ao consumidor e no varejo para o período.
O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) mostrou leve desaceleração no resultado dos últimos 12 meses, passando de um aumento de 3,2% em junho para 3,1% em julho. Na variação mensal, a queda nos preços foi de 0,2%. Se não fosse a incidência de impostos, a inflação ao consumidor do Reino Unido seria de 1,4% nos últimos 12 meses, ante 1,6% em junho. No resultado mensal, haveria deflação de 0,3% no mês passado.
Dentro os grupos pesquisados para os preços ao consumidor, Vestuário (-4,9%) e Objetos Domésticos (-1,9%) pressionaram o índice para baixo, enquanto Saúde (0,8%) e Transporte (0,7%) o pressionaram para cima.
Já o Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) foi em sentido contrário aos preços ao consumidor, e registrou inflação de 0,1% em julho. Porém, no resultado dos últimos 12 meses, houve leve desaceleração entre junho (5,1%) e julho, que encerrou o mês com aumento anual de 5,0%. Desagregando o resultado, os itens com maior participação nesses 5,0% de aumento foram: Derivados de Petróleo (1,31 ponto percentual), Produtos Diversos (1,19 ponto percentual) e Produtos Químicos (0,55 ponto percentual).
Por último, o Índice de Preços do Varejo (RPI, na sigla em inglês) mostrou queda de 0,22% em julho, fazendo com que o resultado dos últimos 12 meses desacelerasse para um aumento 4,8%, ante 5,0% no mês anterior.
EUA: construção de novas casas subiu 1,7% em julho
De acordo com dados do Departamento de Comércio dos EUA, o número de construção de novas casas no país subiu 1,7% na passagem de junho para julho deste ano. Tal resultado reflete o início de 546 mil novas construções (série com ajuste sazonal e anualizada) no mês passado, ante 536 mil no mês de junho.
Por outro lado, o número de permissões de novas construções recuou 3,1%, ao passar de 583 mil em junho para 565 mil em julho (série com ajuste sazonal e anualizada). Os resultados foram divulgados nesta terça-feira (17).
Projeções de Mercado
Relatório divulgado em 13/8/2010
| Mediana - Agregado |
2010 |
2011 |
| Há 4 semanas |
Há 1 semana |
Hoje |
Comp. Semanal |
Há 4 semanas |
Há 1 semana |
Hoje |
Comp. Semanal |
| IPCA (%) |
5,42 |
5,19 |
5,19 |
|
(1) |
4,80 |
4,80 |
4,80 |
|
|
| IGP-DI (%) |
|
8,43 |
8,46 |
|
(2) |
5,00 |
5,00 |
5,00 |
= |
(15) |
| IGP-M (%) |
8,79 |
8,50 |
8,51 |
|
(2) |
5,04 |
5,00 |
5,00 |
= |
(3) |
| IPC-Fipe (%) |
5,12 |
5,04 |
5,00 |
|
(3) |
4,50 |
4,50 |
4,52 |
|
(1) |
| Taxa de Câmbio - fim de período (R$/US$) |
1,80 |
1,80 |
1,80 |
= |
(21) |
1,85 |
1,85 |
1,85 |
|
(5) |
| Taxa de Câmbio - média do período (R$/US$) |
1,80 |
|
|
|
(1) |
1,82 |
1,83 |
1,83 |
= |
(3) |
| Meta da Taxa Selic - fim de período (% a a) |
12,00 |
11,00 |
11,00 |
= |
(1) |
11,75 |
11,63 |
11,50 |
|
(2) |
| Meta da Taxa Selic - média do período (% a a) |
10,47 |
10,13 |
10,13 |
|
(1) |
12,00 |
11,79 |
11,75 |
|
(3) |
| Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB) |
40,90 |
40,73 |
40,77 |
|
(1) |
|
39,50 |
|
= |
(3) |
| PIB (% do crescimento) |
7,20 |
7,12 |
7,09 |
|
(2) |
4,50 |
4,50 |
4,50 |
= |
(36) |
| Produção Industrial (% do crescimento) |
12,12 |
11,70 |
11,57 |
|
(4) |
5,00 |
5,00 |
5,00 |
|
|
| Conta Corrente (US$ bilhões) |
|
-49,00 |
-49,00 |
= |
(1) |
-60,00 |
-58,00 |
-58,00 |
= |
(1) |
| Balança Comercial (US$ bilhões) |
16,00 |
15,00 |
|
= |
(1) |
7,81 |
9,11 |
8,68 |
|
(1) |
| Invest. Estrangeiro Direto (US$ bilhões) |
34,30 |
|
|
= |
(2) |
40,00 |
39,25 |
38,50 |
|
(1) |
| Preços Administrados (%) |
3,50 |
3,60 |
3,60 |
|
(2) |
4,76 |
4,73 |
4,76 |
|
(1) |
*comportamento dos indicadores desde o último Relatório de Mercado; os valores entre parênteses expressam o número de semanas em que vem ocorrendo o último comportamento ( aumento, diminuição ou = estabilidade)
Fonte: Banco Central do Brasil - Relatório de Mercado/Focus.
O Boletim Focus é uma pesquisa realizada pelo
Banco Central do Brasil com as principais instituições
financeiras do país. Todas as estimativas ali
apresentadas devem ser examinadas com bastante cautela,
pois não significam compromisso do BACEN nem
expressam a opinião da FIESP/CIESP.
| Economia
Brasileira |
INDICADORES |
Efetivo |
Projeções |
2006 |
2007 |
2008 |
2009 |
2010 |
| |
Crescimento do PIB (%) |
4,0 |
6,1 |
5,1 |
-0,2 |
7,5 |
|
PIB Indústria (%) |
2,3 |
5,3 |
4,3 |
-5,5 |
11,7 |
| Extrativa Mineral (%) |
4,4 |
3,7 |
4,3 |
-0,2 |
11,8 |
| Transformação (%) |
1,0 |
5,6 |
3,2 |
-7,0 |
11,3 |
| Construção Civil (%) |
4,7 |
4,9 |
8,0 |
-6,3 |
12,6 |
| Serv. Ind. Utilidade Públ. (SIUP) (%) |
3,5 |
5,9 |
4,5 |
-2,4 |
12,5 |
| PIB Agropecuária (%) |
5,5 |
5,6 |
5,8 |
-5,2 |
5,7 |
| PIB Serviços (%) |
4,2 |
6,1 |
4,8 |
2,6 |
5,2 |
| Impostos Líquidos sobre Produtos (%) |
5,7 |
8,4 |
7,4 |
-0,8 |
14,2 |
|
Consumo das Famílias (%) |
5,3 |
6,3 |
5,4 |
4,1 |
7,4 |
| Consumo do Governo (%) |
2,6 |
5,1 |
5,6 |
3,7 |
2,8 |
| Formação Bruta de Capital Fixo (%) |
9,8 |
13,9 |
13,8 |
-9,9 |
21,2 |
| Exportações de Bens e Serviços (%) |
5,0 |
6,2 |
-0,6 |
-10,3 |
7,1 |
| Importações de Bens e Serviços (%) |
18,4 |
19,9 |
18,5 |
-11,4 |
30,5 |
Setor Externo |
Exportações (US$ bilhões) |
137,8 |
160,6 |
197,9 |
153,0 |
189,5 |
| Importações (US$ bilhões) |
91,4 |
120,6 |
173,0 |
127,6 |
177,6 |
| Saldo da Balança Com. (US$ bilhões) |
46,5 |
40,0 |
24,9 |
25,4 |
11,9 |
| Exportações (%) |
16,3 |
16,6 |
23,2 |
-22,7 |
23,9 |
| Importações (%) |
24,1 |
32,0 |
43,4 |
-26,3 |
39,2 |
| Saldo da Balança Comercial (%) |
3,4 |
-13,8 |
-37,7 |
2,0 |
-53,0 |
| Produção Industrial (%) |
2,8 |
6,0 |
3,1 |
-7,4 |
15,0 |
| INA - FIESP/CIESP (%) |
2,6 |
6,1 |
4,2 |
-8,5 |
13,5 |
| Emprego Industrial SP- FIESP/CIESP (%) |
-0,1 |
4,6 |
-0,3 |
-4,3 |
5,6 |
| Emprego Industrial Brasil - IBGE (%) |
0,8 |
3,3 |
-1,2 |
-2,7 |
5,7 |
Elaboração FIESP/CIESP
Com exceção dos indicadores marcados com *, os dados de 2005 a 2007 foram revisados pelo IBGE.
|