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Informativo eletrônico - Edição 580

Segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Prezado leitor,

Você está recebendo o Macro Visão. Veja os destaques desta edição:

Economia Brasileira

  • Relatório Focus: expectativas para o PIB e a produção industrial em 2010 foram revisadas
    para baixo

    Economia Internacional

  • Japão: PIB desacelera no 2º trimestre de 2010 e perde para a China o posto de 2ª economia do mundo


  •  Economia Brasileira  

    Relatório Focus: expectativas para o PIB e a produção industrial em 2010 foram revisadas para baixo

    O Banco Central divulgou nesta segunda-feira (16) o Relatório Focus, que semanalmente mostra as expectativas do mercado sobre os principais dados da economia brasileira. Nesta semana, as perspectivas de crescimento do PIB para 2010 foram revisadas negativamente, passando de 7,12% há sete dias para 7,09% hoje. O mesmo ocorreu com a previsão do crescimento da produção industrial que, seguindo a mesma tendência, passou de 11,70% para 11,57%. Para 2011, no entanto, os prognósticos de ambas as variáveis ficou inalterado, com aumento de 4,50% e 5,00%, respectivamente.

    A expectativa para a taxa Selic ao final de 2010 também se manteve com o mesmo resultado da semana anterior (11,00% ao ano). Mas para o próximo ano, foi revisada para baixo, para 11,50%, ante 11,63% no relatório da semana passada. Já as perspectivas para a taxa de câmbio permaneceram estáveis em R$1,80/US$ para o fim de 2010 e R$1,85/US$ para o fim de 2011.

    O relatório também mostrou que os prognósticos para os principais índices de inflação calculados no país mostraram tendências diferentes. O IPCA em 2010 ficou estável em 5,19% nas duas semanas mais recentes, enquanto o IGP-DI apresentou leve alta, passando de 8,43% para 8,46%. Para o próximo ano, as previsões para ambos foram mantidas estáveis, com aumento de 4,80% e 5,00%, respectivamente.

    Pesquisa do Dieese aponta cesta básica mais barata em 16 das 17 capitais pesquisadas

    Nesta segunda-feira (16), o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos (Dieese) divulgou o resultado de julho da pesquisa mensal referente ao custo da cesta básica em 17 capitais brasileiras. No mês, apenas Belém (0,05%) apresentou leve variação positiva, enquanto as outras 16 capitais registraram queda no preço da cesta básica.

    Os destaques foram Rio de Janeiro (-6,60%) e Belo Horizonte (-5,86%), que apresentaram os maiores recuos. A cesta nestas cidades custa R$ 213,10 e R$ 217,97, respectivamente. A cesta básica em São Paulo ficou 3,89% mais barata na passagem de junho a julho, mas ainda é a mais cara do país, com um custo de R$ 239,38. A cesta mais barata, de acordo com a pesquisa, é encontrada em Aracaju a um custo de R$ 181,04.

    O Dieese ainda calcula quanto tempo é necessário para que um trabalhador que recebe o salário mínimo possa comprar a cesta. Neste ranking, São Paulo também apresenta o pior resultado. Na cidade, são necessárias 103 horas e 16 minutos de trabalho para a compra da cesta. Em sentido oposto, em Aracaju, onde a cesta é mais barata, são necessárias 78 horas e 6 minutos de trabalho.

    Com oitava variação negativa consecutiva, IPC-S registra variação de -0,19% na 2ª semana de agosto

    A FGV divulgou nesta segunda-feira (16) o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) referente à 2ª semana de agosto. No período, o índice registrou variação de -0,19%, desacelerando 0,01 ponto percentual no comparativo com o resultado da semana anterior (-0,18%). Esta foi a oitava queda consecutiva do índice.

    Dentre os grupos pesquisados, Alimentação (-1,09%), apesar de acelerar em relação à divulgação anterior (-1,20%), ainda foi o grupo que mais pressionou para baixo o IPC-S, seguido por Vestuário (-0,90%) e Educação (-0,10%). Já Despesas Diversas (0,73%) e Saúde (0,35%) foram responsáveis por pressioná-lo para cima.


     Economia Internacional  

    Japão: PIB desacelera no 2º trimestre de 2010 e perde para a China o posto de 2ª economia do mundo

    Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (16) pelo Gabinete Oficial de Estatísticas do Japão, o PIB real do país cresceu 0,4% no 2º trimestre de 2010, na comparação com igual período de 2009. Apesar da expansão, o resultado apurado é inferior o crescimento de 4,4% contabilizado no 1º trimestre do ano, nos mesmos termos.

    Na passagem do 1º para o 2º trimestre deste ano, a economia japonesa cresceu 0,1%, resultado também inferior à expansão de 1,1% verificada entre o 4º trimestre de 2009 e o 1º de 2010.

    Com estes resultados, o PIB japonês ficou abaixo do PIB chinês no período de abril a junho de 2010, o que tornou a China a 2ª maior economia do mundo no período, depois dos EUA. Em termos nominais, o PIB japonês atingiu US$ 1,29 trilhão, contra um PIB de US$ 1,34 trilhão da China. Tais valores sugerem que a economia chinesa pode superar a japonesa já em 2010, fechando o ano com um PIB superior ao verificado na ilha.

    Zona do Euro: preços ao consumidor passam ao terreno negativo em julho

    De acordo com dados divulgados pela Eurostat nesta segunda-feira (16), o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da Zona do Euro registrou recuo de 0,3% na passagem de junho a julho. O grupo a apresentar maior deflação foi Vestuário (-9,7%), enquanto Cultura e Recreação (1,2%) foi o destaque de alta, puxado pelo período de férias na região.

    Dentre os principais países, a Itália (-0,9%) apresentou a maior deflação, enquanto Alemanha (0,3%) e Portugal (0,4%) apresentaram as maiores inflações. Grécia e Espanha, envoltas em problemas fiscais, registraram deflação de 0,4% em julho, na passagem mensal.

    O acumulado em 12 meses acelerou de 1,4% em junho para 1,7% em julho. Com o resultado divulgado, a inflação ao consumidor acumulada em 2010 já soma 0,7%, ante 1,0% registrado em junho.


     Projeções de Mercado 

    Relatório divulgado em 13/8/2010
    Mediana - Agregado 2010 2011
    Há 4 semanas Há 1 semana   Hoje   Comp. Semanal Há 4 semanas Há 1 semana   Hoje   Comp. Semanal
    IPCA (%)
    5,42
    5,19
    5,19

    =

    (1)
    4,80
    4,80
    4,80
    =
    (18)
    IGP-DI (%)

    8,58

    8,43
    8,46

    (2)
    5,00
    5,00
    5,00
    =
    (15)
    IGP-M (%)
    8,79
    8,50
    8,51
    (2)
    5,04
    5,00
    5,00
    =
    (3)
    IPC-Fipe (%)
    5,12
    5,04
    5,00
    (3)
    4,50
    4,50
    4,52
    (1)
    Taxa de Câmbio - fim de período (R$/US$)
    1,80
    1,80
    1,80
    =
    (21)
    1,85
    1,85
    1,85
    =
    (5)
    Taxa de Câmbio - média do período (R$/US$)
    1,80

    1,80

    1,79

    (1)
    1,82
    1,83
    1,83
    =
    (3)
    Meta da Taxa Selic - fim de período (% a a)
    12,00
    11,00
    11,00
    =
    (1)
    11,75
    11,63
    11,50
    (2)
    Meta da Taxa Selic - média do período (% a a)
    10,47
    10,13
    10,13
    =
    (1)
    12,00
    11,79
    11,75
    (3)
    Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB)
    40,90
    40,73
    40,77
    (1)

    39,70

    39,50

    39,50

    =
    (3)
    PIB (% do crescimento)
    7,20
    7,12
    7,09
    (2)
    4,50
    4,50
    4,50
    =
    (36)
    Produção Industrial (% do crescimento)
    12,12
    11,70
    11,57
    (4)
    5,00
    5,00
    5,00
    =

    (1)

    Conta Corrente (US$ bilhões)

    -47,46

    -49,00
    -49,00
    =
    (1)
    -60,00
    -58,00
    -58,00
    =
    (1)
    Balança Comercial (US$ bilhões)
    16,00
    15,00

    15,00

    =
    (1)
    7,81
    9,11
    8,68
    (1)
    Invest. Estrangeiro Direto (US$ bilhões)
    34,30

    32,00

    32,00

    =
    (2)
    40,00
    39,25
    38,50
    (1)
    Preços Administrados (%)
    3,50
    3,60
    3,60
    =
    (2)
    4,76
    4,73
    4,76
    (1)

    *comportamento dos indicadores desde o último Relatório de Mercado; os valores entre parênteses expressam o número de semanas em que vem ocorrendo o último comportamento ( aumento, diminuição ou = estabilidade)

    Fonte: Banco Central do Brasil - Relatório de Mercado/Focus.

    O Boletim Focus é uma pesquisa realizada pelo Banco Central do Brasil com as principais instituições financeiras do país. Todas as estimativas ali apresentadas devem ser examinadas com bastante cautela, pois não significam compromisso do BACEN nem expressam a opinião da FIESP/CIESP.


    Economia Brasileira
    INDICADORES
    Efetivo
    Projeções
    2006
    2007
    2008
    2009
    2010
      Crescimento do PIB (%)
    4,0
    6,1
    5,1
    -0,2
    7,5
    PIB Indústria (%)
    2,3
    5,3
    4,3
    -5,5
    11,7
    Extrativa Mineral (%)
    4,4
    3,7
    4,3
    -0,2
    11,8
    Transformação (%)
    1,0
    5,6
    3,2
    -7,0
    11,3
    Construção Civil (%)
    4,7
    4,9
    8,0
    -6,3
    12,6
    Serv. Ind. Utilidade Públ. (SIUP) (%)
    3,5
    5,9
    4,5
    -2,4
    12,5
    PIB Agropecuária (%)
    5,5
    5,6
    5,8
    -5,2
    5,7
    PIB Serviços (%)
    4,2
    6,1
    4,8
    2,6
    5,2
    Impostos Líquidos sobre Produtos (%)
    5,7
    8,4
    7,4
    -0,8
    14,2
    Consumo das Famílias (%)
    5,3
    6,3
    5,4
    4,1
    7,4
    Consumo do Governo (%)
    2,6
    5,1
    5,6
    3,7
    2,8
    Formação Bruta de Capital Fixo (%)
    9,8
    13,9
    13,8
    -9,9
    21,2
    Exportações de Bens e Serviços (%)
    5,0
    6,2
    -0,6
    -10,3
    7,1
    Importações de Bens e Serviços (%)
    18,4
    19,9
    18,5
    -11,4
    30,5
    Setor
    Externo
    Exportações (US$ bilhões)
    137,8
    160,6
    197,9
    153,0
    189,5
    Importações (US$ bilhões)
    91,4
    120,6
    173,0
    127,6
    177,6
    Saldo da Balança Com. (US$ bilhões)
    46,5
    40,0
    24,9
    25,4
    11,9
    Exportações (%)
    16,3
    16,6
    23,2
    -22,7
    23,9
    Importações (%)
    24,1
    32,0
    43,4
    -26,3
    39,2
    Saldo da Balança Comercial (%)
    3,4
    -13,8
    -37,7
    2,0
    -53,0
    Produção Industrial (%)
    2,8
    6,0
    3,1
    -7,4
    15,0
    INA - FIESP/CIESP (%)
    2,6
    6,1
    4,2
    -8,5
    13,5
    Emprego Industrial SP- FIESP/CIESP (%)
    -0,1
    4,6
    -0,3
    -4,3
    5,6
    Emprego Industrial Brasil - IBGE (%)
    0,8
    3,3
    -1,2
    -2,7
    5,7

    Elaboração FIESP/CIESP
    Com exceção dos indicadores marcados com *, os dados de 2005 a 2007 foram revisados pelo IBGE.

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