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Informativo eletrônico - Edição 579

Sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Prezado leitor,

Você está recebendo o Macro Visão. Veja os destaques desta edição:

Economia Brasileira

  • Banco Central: Rentabilidade das reservas internacionais tem pior resultado desde 2005

    Economia Internacional

  • Zona do Euro: PIB da região cresce 1,0% no 2º trimestre de 2010
  • EUA: Após três meses, inflação volta a subir em julho. Vendas no varejo apresentam crescimento


  •  Economia Brasileira  

    Banco Central: Rentabilidade das reservas internacionais tem pior resultado desde 2005

    De acordo com o Relatório de Gestão das Reservas Internacionais, divulgado na quinta-feira (12) pelo Banco Central, a rentabilidade das reservas internacionais no ano de 2009 foi de 0,83%, inferior à taxa de 9,33% verificada em 2008 e a menor taxa de remuneração desde 2005 (-3,58%). Durante o período de 2002 a 2009, a média da rentabilidade das divisas brasileiras foi
    de 5,61%.

    Ainda de acordo com a publicação, o Brasil encerrou o ano passado com a 9ª maior reserva internacional, possuindo um montante de US$ 239,1 bilhões. Os países que detinham as maiores reservas eram China (US$ 2,4 trilhões), Japão (US$ 1,0 trilhão) e Rússia (US$ 439,5 bilhões).


     Economia Internacional  

    Zona do Euro: PIB da região cresce 1,0% no 2º trimestre de 2010

    A Eurostat (órgão oficial de estatísticas da Zona do Euro) divulgou nesta sexta-feira (13) os dados preliminares sobre o PIB da região no 2º trimestre de 2010. No período, o crescimento estimado foi de 1,0% sobre o primeiro trimestre deste ano, mostrando forte expansão da atividade, pois o crescimento registrado no trimestre anterior foi de 0,2%. Os países que registraram maior expansão trimestral foram Alemanha (2,2%) e Eslováquia (1,2%), enquanto os piores resultados foram registrados na Grécia (-1,5%) e Portugal e Espanha, ambos com crescimento de 0,2%.

    Já no comparativo anual, no 2º trimestre, o PIB da Zona do Euro cresceu 1,7% sobre o mesmo período do ano anterior, mostrando também um resultado positivo, porque o resultado do mesmo comparativo no trimestre imediatamente anterior mostrava crescimento de 0,6%. Os países que mostram melhor resultado são Eslováquia (4,9%) e Alemanha (3,7%), enquanto os piores resultados são observados na Grécia (-3,5%) e Espanha e Chipre (-0,2% para ambos).

    EUA: Após três meses, inflação volta a subir em julho. Vendas no varejo apresentam crescimento

    Nesta sexta-feira (13) foram divulgados indicadores importantes da economia americana. O índice de preços ao consumidor (CPI na sigla em inglês) avançou 0,3% na passagem de junho a julho, voltando a registrar inflação após três meses consecutivos de deflação. O resultado foi puxado pelo aumento de 2,6% nos preços dos combustíveis, especialmente a gasolina (4,6%) e também pelos preços dos automóveis, os novos ficaram 0,8% mais caros, enquanto os usados tiveram seus preços reajustados em 0,6%. Os dados foram divulgados pelo Departamento de Estatísticas do Trabalho.

    As vendas no varejo também mostraram resultado positivo com o aumento de 0,4% nas vendas em julho em relação a junho, na série já ajustada. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, as vendas cresceram 5,9%. O resultado foi fortemente influenciado pelo setor de veículos e partes, que cresceu 1,6% na passagem mensal. Por outro lado, as lojas de departamento venderam 1,0% menos em julho na comparação com junho.

    Zona do Euro: Em junho, balança comercial do bloco registra superávit de 2,4 bilhões
    de euros

    Também nesta sexta-feira (13), a Eurostat divulgou os dados sobre a primeira estimativa da balança comercial da Zona do Euro em junho. No mês, os 16 países que compõem o grupo registraram superávit de 2,4 bilhões de euros, após déficit de 3,3 bilhões de euros em maio. O resultado de junho mostra crescimento do saldo positivo de 5,2% sobre junho de 2009.

    Já nos resultados consolidados entre janeiro e maio de 2010, a Alemanha é o país com maior superávit comercial do bloco (€60,2 bilhões), seguido pela Holanda (€17,0 bilhões), enquanto França (-€25,6 bilhões) e Espanha (-€21,3 bilhões) foram os maiores déficits registrados no bloco. Outro dado relevante é o crescimento do Brasil como parceiro da União Européia, com o aumento 51% nas exportações da região para o país, entre janeiro e maio de 2010, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

    Zona do Euro: Produção industrial recua 0,1% em junho

    Na quinta-feira (12), a Eurostat divulgou os dados sobre a produção industrial de junho na Zona do Euro. No mês, a produção registrou queda de 0,1% na comparação com o resultado de maio, após nesse registrar expansão de 1,1% na atividade (resultado com ajuste sazonal em ambos). Os países do bloco que registraram maior expansão na atividade industrial em junho foram Irlanda (1,3%) e Itália (0,6%), enquanto as maiores quedas foram registradas na Holanda (-3,1%) e na França (-1,6%).

    No resultado anual, a indústria da Zona do Euro mostrou 8,2% de aumento na produção entre junho de 2009 e junho de 2010, mas mostra resultado menos expressivo do que o mesmo comparativo do maio (crescimento de 9,9%). Eslováquia (23,9%) e Alemanha (11,5%) obtiveram os melhores resultados anuais, enquanto Grécia (-5,5%) e Espanha (3,0%) os piores resultados.


     Agenda Semanal 


     Projeções de Mercado 

    Relatório divulgado em 6/8/2010
    Mediana - Agregado 2010 2011
    Há 4 semanas Há 1 semana   Hoje   Comp. Semanal Há 4 semanas Há 1 semana   Hoje   Comp. Semanal
    IPCA (%)
    5,45
    5,27
    5,19

    (5)
    4,80
    4,80
    4,80
    =
    (17)
    IGP-DI (%)

    8,68

    8,36
    8,43

    (1)
    5,00
    5,00
    5,00
    =
    (14)
    IGP-M (%)
    8,89
    8,47
    8,50
    (1)
    5,01
    5,00
    5,00
    =
    (2)
    IPC-Fipe (%)
    5,15
    5,12
    5,04
    (2)
    4,50
    4,53
    4,50
    (1)
    Taxa de Câmbio - fim de período (R$/US$)
    1,80
    1,80
    1,80
    =
    (20)
    1,85
    1,85
    1,85
    =
    (4)
    Taxa de Câmbio - média do período (R$/US$)
    1,80

    1,80

    1,80

    =
    (4)
    1,83
    1,83
    1,83
    =
    (2)
    Meta da Taxa Selic - fim de período (% a a)
    12,00
    11,50
    11,00
    (3)
    11,75
    11,75
    11,63
    (1)
    Meta da Taxa Selic - média do período (% a a)
    10,47
    10,28
    10,13
    (3)
    12,06
    11,96
    11,79
    (2)
    Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB)
    40,85
    40,85
    40,73
    (2)

    39,50

    39,50

    39,50

    =
    (2)
    PIB (% do crescimento)
    7,20
    7,20
    7,12
    (1)
    4,50
    4,50
    4,50
    =
    (35)
    Produção Industrial (% do crescimento)
    11,91
    11,98
    11,70
    (3)
    5,00
    5,05
    5,00

    (1)

    Conta Corrente (US$ bilhões)

    -47,23

    -48,00
    -49,00
    (1)
    -58,00
    -57,87
    -58,00
    v
    (1)
    Balança Comercial (US$ bilhões)
    15,71
    15,10

    15,00

    (3)
    7,83
    8,50
    9,11
    (3)
    Invest. Estrangeiro Direto (US$ bilhões)
    34,65

    32,00

    32,00

    =
    (1)
    40,00
    39,25
    39,25
    =
    (1)
    Preços Administrados (%)
    3,60
    3,60
    3,60
    =
    (1)
    4,78
    4,73
    4,73
    =
    (1)

    *comportamento dos indicadores desde o último Relatório de Mercado; os valores entre parênteses expressam o número de semanas em que vem ocorrendo o último comportamento ( aumento, diminuição ou = estabilidade)

    Fonte: Banco Central do Brasil - Relatório de Mercado/Focus.

    O Boletim Focus é uma pesquisa realizada pelo Banco Central do Brasil com as principais instituições financeiras do país. Todas as estimativas ali apresentadas devem ser examinadas com bastante cautela, pois não significam compromisso do BACEN nem expressam a opinião da FIESP/CIESP.


    Economia Brasileira
    INDICADORES
    Efetivo
    Projeções
    2006
    2007
    2008
    2009
    2010
      Crescimento do PIB (%)
    4,0
    6,1
    5,1
    -0,2
    7,5
    PIB Indústria (%)
    2,3
    5,3
    4,3
    -5,5
    11,7
    Extrativa Mineral (%)
    4,4
    3,7
    4,3
    -0,2
    11,8
    Transformação (%)
    1,0
    5,6
    3,2
    -7,0
    11,3
    Construção Civil (%)
    4,7
    4,9
    8,0
    -6,3
    12,6
    Serv. Ind. Utilidade Públ. (SIUP) (%)
    3,5
    5,9
    4,5
    -2,4
    12,5
    PIB Agropecuária (%)
    5,5
    5,6
    5,8
    -5,2
    5,7
    PIB Serviços (%)
    4,2
    6,1
    4,8
    2,6
    5,2
    Impostos Líquidos sobre Produtos (%)
    5,7
    8,4
    7,4
    -0,8
    14,2
    Consumo das Famílias (%)
    5,3
    6,3
    5,4
    4,1
    7,4
    Consumo do Governo (%)
    2,6
    5,1
    5,6
    3,7
    2,8
    Formação Bruta de Capital Fixo (%)
    9,8
    13,9
    13,8
    -9,9
    21,2
    Exportações de Bens e Serviços (%)
    5,0
    6,2
    -0,6
    -10,3
    7,1
    Importações de Bens e Serviços (%)
    18,4
    19,9
    18,5
    -11,4
    30,5
    Setor
    Externo
    Exportações (US$ bilhões)
    137,8
    160,6
    197,9
    153,0
    189,5
    Importações (US$ bilhões)
    91,4
    120,6
    173,0
    127,6
    177,6
    Saldo da Balança Com. (US$ bilhões)
    46,5
    40,0
    24,9
    25,4
    11,9
    Exportações (%)
    16,3
    16,6
    23,2
    -22,7
    23,9
    Importações (%)
    24,1
    32,0
    43,4
    -26,3
    39,2
    Saldo da Balança Comercial (%)
    3,4
    -13,8
    -37,7
    2,0
    -53,0
    Produção Industrial (%)
    2,8
    6,0
    3,1
    -7,4
    15,0
    INA - FIESP/CIESP (%)
    2,6
    6,1
    4,2
    -8,5
    13,5
    Emprego Industrial SP- FIESP/CIESP (%)
    -0,1
    4,6
    -0,3
    -4,3
    5,6
    Emprego Industrial Brasil - IBGE (%)
    0,8
    3,3
    -1,2
    -2,7
    5,7

    Elaboração FIESP/CIESP
    Com exceção dos indicadores marcados com *, os dados de 2005 a 2007 foram revisados pelo IBGE.

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