Se você não está conseguindo visualizar este e-mail, clique aqui.

Informativo eletrônico - Edição 574

Sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Prezado leitor,

Você está recebendo o Macro Visão. Veja os destaques desta edição:

Economia Brasileira

  • Pesquisa IBGE: em junho, produção industrial caiu em nove das 14 regiões pesquisadas. Resultado de São Paulo veio em linha com o divulgado pela Fiesp/Ciesp
  • IPCA fica praticamente estável e encerra julho com inflação de 0,01%. INPC fecha o mês com deflação de 0,07%

    Economia Internacional

  • Pesquisa OCDE: Brasil pode ter atingido pico de crescimento em junho


  •  Economia Brasileira  

    Pesquisa IBGE: em junho, produção industrial caiu em nove das 14 regiões pesquisadas. Resultado de São Paulo veio em linha com o divulgado pela Fiesp/Ciesp

    De acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (6) pelo IBGE, a produção industrial caiu em nove das 14 regiões pesquisadas pelo instituto na passagem de maio para junho (na série com ajuste sazonal). Os destaques negativos ficaram por conta de Goiás (-9,2%) e Bahia (-6,0%). Dentre as regiões com expansão da indústria em junho, os melhores resultados foram obtidos no Espírito Santo (4,9%) e no Amazonas (2,4%). No período, a produção industrial média do Brasil caiu 1,0%.

    Vale destacar que o resultado de São Paulo no período em questão veio de acordo com o previamente divulgado pela Fiesp/Ciesp. A queda de 0,6% apurada na indústria local já havia sido anunciada por meio do Indicador de Nível de Atividade (INA), que também antecipou a variação de 9,9% entre junho de 2010 e junho de 2009 anunciada hoje pelo IBGE.

    O documento do IBGE ainda mostrou que, em termos anuais, todos os locais analisados apresentaram expansão no volume de produção industrial. Paraná (41,3%), Espírito Santo (35,2%) e Amazonas (22,8%) apresentaram os melhores desempenhos na comparação entre junho de 2010 e o mesmo mês do ano passado.

    O mesmo resultado ocorreu no 1º semestre de 2010, quando todas as regiões analisadas registraram expansão do volume produzido pelas indústrias locais em relação a igual período de 2009. Nestes termos, destacaram-se Espírito Santo (36,%), Amazonas (28,2%) e Minas Gerais (22,4%).

    IPCA fica praticamente estável e encerra julho com inflação de 0,01%. INPC fecha o mês com deflação de 0,07%

    O IBGE divulgou, nesta sexta-feira (6), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente ao mês de julho de 2010. No período, a variação geral dos preços foi de 0,01%, resultado muito próximo ao de junho, quando não houve variação (0,00%). Assim, o indicador acumulado em 2010 agora está em 3,10%, enquanto o IPCA acumulado dos últimos 12 meses está em 4,60%, abaixo dos 4,84% registrados em julho, nos mesmos termos.

    Dentre os grupos pesquisados, três registraram variação negativa no mês de julho, sendo eles Alimentação e Bebidas (-0,76%), Vestuário (-0,04%) e Educação (-0,03%). Já Habitação (0,54%), Despesas Pessoais (0,54%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,31%) foram os grupos que mais pressionaram o índice para cima.

    De acordo com os dados regionais, Rio de Janeiro (-0,16%), Salvador (-0,15%) e Belo Horizonte (-0,06%) foram as capitais que registraram maior queda relativa dos preços no mês, enquanto Curitiba (0,31%), Brasília (0,19%) e Porto Alegre (0,18%) foram as cidades em que a inflação foi maior. Em São Paulo, o resultado do mês foi de -0,01%.

    Concomitantemente, o IBGE divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que se refere à variação de preços na cesta de bens média adquirida por famílias com renda entre um e seis salários mínimos. Em julho, houve queda de 0,07% no índice, após registrar resultado de -0,11% em junho. Com isto, o INPC acumula inflação de 3,30% em 2010 e de 4,43% nos últimos 12 meses.

    Os produtos alimentícios marcaram variação de -0,92% no mês passado, ante -1,05% apurados em junho, enquanto os produtos não alimentícios registraram praticamente a mesma inflação em ambos os meses, com 0,30% em junho e 0,29% em julho.

    IPC-C1 registra desaceleração pelo 2º mês consecutivo, fechando julho com variação
    de -0,56%

    A FGV divulgou nesta sexta-feira (6) o Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1), que leva em consideração a variação no preço da cesta de bens média adquirida por famílias com renda entre 1 e 2,5 salários mínimos. Em julho, o índice registrou queda de 0,56%, mostrando desaceleração no comparativo com junho, quando o resultado foi de -0,38%. Assim, o resultado dos sete primeiros meses de 2010 mostra inflação de 4,20%, enquanto o acumulado dos últimos 12 meses está em 4,65%.

    Dentre os grupos pesquisados, Alimentação registrou a maior variação negativa do mês (-1,54%), também mostrando desaceleração no comparativo com o resultado de junho (-1,31%). O outro grupo a registrar variação negativa foi Vestuário (-1,11%), mostrando significativa desaceleração contra junho, quando houve aumento foi de 0,78%. Já os grupos Despesas Diversas (1,58%) e Educação (0,35%) impediram uma queda ainda maior do IPC-C1 em julho.

    Índice Nacional da Construção Civil cresceu 0,74% em julho

    De acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (6) pelo IBGE, o Índice Nacional da Construção Civil registrou um crescimento de 0,74% em junho, na comparação com o mês anterior. Este resultado representa uma aceleração de 0,08 ponto percentual frente à variação de 0,66% apurada em junho, nos mesmos termos. Com este resultado, o indicador acumula crescimento de 5,10% em 2010 e de 6,79% nos últimos 12 meses.

    Em termos monetários, o custo nacional da construção por metro quadrado foi de R$ 752,86 no mês passado, sendo R$ 424,66 relativos aos materiais e R$ 328,20 à mão de obra. Em abril, o custo total havia sido de R$ 747,36.

    Na desagregação do indicador por região, a Centro-Oeste verificou a maior aceleração no custo da construção na passagem de junho para julho (2,26%). Na contramão, a região Sudeste contabilizou a menor variação no período (0,24%).


     Economia Internacional  

    Pesquisa OCDE: Brasil pode ter atingido pico de crescimento
    em junho

    A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou, nesta sexta-feira (6), o Indicador Antecedente da economia do grupo de países que a compõem. A publicação mostrou que, em junho de 2010, o índice da OCDE fechou em 103,4 pontos, marcando uma ligeira queda de 0,1 ponto frente ao resultado de maio (103,5). Tal resultado pode significar que o grupo já tenha atingindo o pico de expansão econômica.

    Por outro lado, há países da OCDE que continuam em pleno crescimento econômico, a exemplo de Zona do Euro (que passou de 104,3 pontos em maio para 104,4 pontos em junho), Alemanha (106,2 para 106,8) e Japão (103,0 para 103,1). Já os indicadores de França (103,3 para 102,7) e Itália (104,2 para 104,1) vão no sentido contrário, e mostram que a economia dos países está em declínio.

    O documento da OCDE também divulgou o resultado do Indicador Antecedente de alguns países que não fazem parte do grupo. Entre eles está o Brasil, cujo índice passou de 101,0 pontos em maio para 100,9 pontos em junho, mostrando que a economia do País pode já ter atingido o pico de crescimento e tende a se expandir a taxas menores nos próximos meses.

    Reino Unido: indústria de transformação cresce 0,3% em junho

    De acordo com dados do Escritório para Estatísticas Oficiais do Reino Unido, divulgados nesta sexta-feira (06), a produção industrial da região recuou 0,5% na passagem de maio para junho desde ano (série com ajuste sazonal). Este resultado foi fortemente influenciado pela queda de 5,7% da indústria extrativa. Por outro lado, a indústria de transformação apresentou elevação de 0,3% no período, a mesma taxa de crescimento mensal observada em maio.

    No 1º semestre de 2010, as indústrias do Reino Unido expandiram a sua produção em 1,1%, com destaque novamente para a indústria de transformação (3,2%). Já no acumulado em 12 meses, a produção industrial da região aponta queda de 3,8%, menor do que o resultado acumulado até maio deste ano, quando o recuou foi de 4,7%.

    A mesma instituição divulgou simultaneamente o índice de preços pagos ao produtor industrial no mês de julho. Após recuar 0,3% em junho, a inflação deste segmento avançou 0,1% no mês passado, e acumula alta de 5,0% nos últimos 12 meses.


     Agenda Semanal 


     Projeções de Mercado 

    Relatório divulgado em 30/7/2010
    Mediana - Agregado 2010 2011
    Há 4 semanas Há 1 semana   Hoje   Comp. Semanal Há 4 semanas Há 1 semana   Hoje   Comp. Semanal
    IPCA (%)
    5,55
    5,35
    5,27

    (4)
    4,80
    4,80
    4,80
    =
    (16)
    IGP-DI (%)

    9,03

    8,36
    8,36

    =

    (1)
    5,00
    5,00
    5,00
    =
    (13)
    IGP-M (%)
    9,00
    8,57
    8,47
    (5)
    5,00
    5,00
    5,00
    =
    (1)
    IPC-Fipe (%)
    5,24
    5,15
    5,12
    (1)
    4,50
    4,53
    4,53
    =
    (1)
    Taxa de Câmbio - fim de período (R$/US$)
    1,80
    1,80
    1,80
    =
    (19)
    1,90
    1,85
    1,85
    =
    (3)
    Taxa de Câmbio - média do período (R$/US$)
    1,81

    1,80

    1,80

    =
    (3)
    1,83
    1,83
    1,83
    =
    (1)
    Meta da Taxa Selic - fim de período (% a a)
    12,13
    11,75
    11,50
    (2)
    11,75
    11,75
    11,75
    =
    (7)
    Meta da Taxa Selic - média do período (% a a)
    10,52
    10,41
    10,28
    (2)
    12,10
    12,00
    11,96
    (1)
    Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB)
    41,00
    41,00
    40,85
    (1)

    39,50

    39,50

    39,50

    =
    (1)
    PIB (% do crescimento)
    7,20
    7,20
    7,20
    =
    (4)
    4,50
    4,50
    4,50
    =
    (34)
    Produção Industrial (% do crescimento)
    11,91
    12,10
    11,98
    (2)
    5,00
    5,00
    5,05

    (1)

    Conta Corrente (US$ bilhões)

    -47,00

    -48,00
    -48,00
    =
    (1)
    -57,00
    -57,93
    -57,87
    (2)
    Balança Comercial (US$ bilhões)
    15,72
    15,41

    15,10

    (2)
    7,83
    8,00
    8,50
    (2)
    Invest. Estrangeiro Direto (US$ bilhões)
    35,00

    33,65

    32,00

    (4)
    40,00
    40,00
    39,25
    (1)
    Preços Administrados (%)
    3,60
    3,56
    3,60
    (2)
    4,80
    4,76
    4,73
    (1)

    *comportamento dos indicadores desde o último Relatório de Mercado; os valores entre parênteses expressam o número de semanas em que vem ocorrendo o último comportamento ( aumento, diminuição ou = estabilidade)

    Fonte: Banco Central do Brasil - Relatório de Mercado/Focus.

    O Boletim Focus é uma pesquisa realizada pelo Banco Central do Brasil com as principais instituições financeiras do país. Todas as estimativas ali apresentadas devem ser examinadas com bastante cautela, pois não significam compromisso do BACEN nem expressam a opinião da FIESP/CIESP.


    Economia Brasileira
    INDICADORES
    Efetivo
    Projeções
    2006
    2007
    2008
    2009
    2010
      Crescimento do PIB (%)
    4,0
    6,1
    5,1
    -0,2
    7,5
    PIB Indústria (%)
    2,3
    5,3
    4,3
    -5,5
    11,7
    Extrativa Mineral (%)
    4,4
    3,7
    4,3
    -0,2
    11,8
    Transformação (%)
    1,0
    5,6
    3,2
    -7,0
    11,3
    Construção Civil (%)
    4,7
    4,9
    8,0
    -6,3
    12,6
    Serv. Ind. Utilidade Públ. (SIUP) (%)
    3,5
    5,9
    4,5
    -2,4
    12,5
    PIB Agropecuária (%)
    5,5
    5,6
    5,8
    -5,2
    5,7
    PIB Serviços (%)
    4,2
    6,1
    4,8
    2,6
    5,2
    Impostos Líquidos sobre Produtos (%)
    5,7
    8,4
    7,4
    -0,8
    14,2
    Consumo das Famílias (%)
    5,3
    6,3
    5,4
    4,1
    7,4
    Consumo do Governo (%)
    2,6
    5,1
    5,6
    3,7
    2,8
    Formação Bruta de Capital Fixo (%)
    9,8
    13,9
    13,8
    -9,9
    21,2
    Exportações de Bens e Serviços (%)
    5,0
    6,2
    -0,6
    -10,3
    7,1
    Importações de Bens e Serviços (%)
    18,4
    19,9
    18,5
    -11,4
    30,5
    Setor
    Externo
    Exportações (US$ bilhões)
    137,8
    160,6
    197,9
    153,0
    189,5
    Importações (US$ bilhões)
    91,4
    120,6
    173,0
    127,6
    177,6
    Saldo da Balança Com. (US$ bilhões)
    46,5
    40,0
    24,9
    25,4
    11,9
    Exportações (%)
    16,3
    16,6
    23,2
    -22,7
    23,9
    Importações (%)
    24,1
    32,0
    43,4
    -26,3
    39,2
    Saldo da Balança Comercial (%)
    3,4
    -13,8
    -37,7
    2,0
    -53,0
    Produção Industrial (%)
    2,8
    6,0
    3,1
    -7,4
    15,0
    INA - FIESP/CIESP (%)
    2,6
    6,1
    4,2
    -8,5
    13,5
    Emprego Industrial SP- FIESP/CIESP (%)
    -0,1
    4,6
    -0,3
    -4,3
    5,6
    Emprego Industrial Brasil - IBGE (%)
    0,8
    3,3
    -1,2
    -2,7
    5,7

    Elaboração FIESP/CIESP
    Com exceção dos indicadores marcados com *, os dados de 2005 a 2007 foram revisados pelo IBGE.

     Copyright © 2008 Fiesp. Todos os direitos reservados Dúvidas e sugestões, clique aqui
    Se você não deseja mais receber esse informativo, clique aqui.

    Macro Visão é uma publicação da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e
    do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP)

    Av. Paulista, 1313 - 12º andar - Cep 01311-923 - Tel.: 11 3549-4550

    Diretor Titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos: Paulo Francini
    Gerente: André Rebelo
    Textos: Bárbara Moraes da Silva, Bruna Crevelario de Melo, Bruno Battaglia, Cleomar Gomes, Denilson Lopes,
    Fabiana Fontana, Fernando Coutinho, Guilherme Moreira, Jeferson Celestino e Victor Alves - DEPECON

    www.fiesp.com.br - www.ciesp.com.br - ccm@ciesp.org.br

    Jornalista Responsável: Ricardo Viveiros (Mtb 18.141) - rviveiros@fiesp.org.br
    Edição: Luiz Voltolini - luiz.voltolini@fiesp.org.br
    Assistente: Edgar Marcel - edgar.santos@fiesp.org.br
    Coordenadora web: Aurilene Santos - Webdesigner: Claudia Ventura e Michel Avelar