Economia Brasileira
IGP-DI desacelera em julho, encerrando o mês com inflação
de 0,22%
A FGV divulgou nesta quinta-feira (5) o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) referente ao mês de julho. No período, a inflação registrada foi de 0,22%, mostrando desaceleração na comparação com o resultado de 0,34% apurado em junho. Assim, a variação de 2010 está em 6,54%, enquanto a inflação acumulada nos últimos 12 meses está em 6,49%.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) – que tem peso de 60% no índice geral – registrou variação de 0,34% em julho, também desacelerando em relação a junho, quando marcou inflação de 0,43%. Mais uma vez, o produto com maior aceleração inflacionária foi o minério de ferro (cujos preços cresceram 7,60% no mês), que acabou pressionando ligeiramente os preços dos produtos industriais, que aceleraram de 0,42% em junho para 0,48% em julho.
Por outro lado o preço dos produtos agropecuários caiu 0,10% em julho, desacelerando significativamente frente à inflação de 0,46% verificada em junho.
Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) – peso de 30% no IGP – manteve, em julho, o mesmo resultado do mês imediatamente anterior, fechando período com variação de -0,21%. Os grupos Alimentação (-1,19%), Vestuário (-0,70%) e Educação (-0,10%) apresentaram variação negativa no mês, enquanto Despesas Diversas (0,95%) e Saúde (0,42%) foram os grupos que impediram uma deflação maior do IPC.
Por fim, o Índice Nacional de Custos da Construção (INCC), que possui peso de 10% no IGP, encerrou o mês com 0,44%, registrando a maior desaceleração dos índices que compõem o geral, uma vez que havia variado 1,09% em junho.
Pesquisa CNI: maioria dos indicadores industriais recuou em junho
A Confederação Nacional das Indústrias (CNI) divulgou, nesta quarta-feira (5), o resultado dos principais indicadores da indústria brasileira em junho de 2010. O documento mostrou que, dentre as seis principais variáveis estudadas, apenas o nível de emprego cresceu em relação a maio (0,4% na série com ajuste sazonal).
Após realizados os ajustes sazonais, o faturamento real das indústrias sofreu a maior queda na passagem de maio para junho (-0,6%), seguido das horas trabalhadas (-0,3%) e da utilização da capacidade instalada (-0,2 ponto percentual, ao passar de 82,7% para 82,5%, respectivamente). Na série sem ajuste sazonal, a massa salarial real (-0,6%) e o rendimento médio real na indústria (-1,0%) também caíram no período.
Por outro lado, na comparação entre junho de 2010 e junho de 2009, todos os índices apresentaram expansão. Os maiores destaques ficaram por conta do faturamento real das indústrias, que cresceu 10,0%, e do número de horas trabalhadas, com expansão de 8,6%.
Porém, é preciso levar em conta que boa parte do crescimento nestes termos se deve à base de comparação baixa, uma vez que, em junho do ano passado, o País estava no início do processo de recuperação frente à crise deflagrada em setembro de 2008.
Em julho, preço da cesta básica registra queda em 16 das 17 capitais pesquisadas
pelo Dieese
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos (Dieese) divulgou, na quarta-feira (4), o preço dos cestas básicas nas principais capitais do País em julho. No mês, 16 dos 17 locais pesquisados registraram queda nos preços em comparação com junho, sendo Belém a única exceção (com inflação de 0,05%).
Em julho, Rio de Janeiro (-6,60%), Belo Horizonte (-5,86%) e Curitiba (-4,86%) registraram as maiores deflações na cesta básica. Nos sete primeiros meses do ano, duas capitais acumulam queda nos preços da cesta básica, são elas: Rio de Janeiro (-0,12%) e Brasília (-0,47%).
A capital onde a cesta possui o maior preço é São Paulo (R$239,38), apesar da queda de 3,89% verificada na passagem de junho para julho. Logo em seguido vêm Porto Alegre (R$237,67) e Manaus (R$233,00). Pro outro lado, os menores preços são observados em Aracaju (R$181,04), Fortaleza (R$181,73) e João Pessoa (R$191,17).
Pesquisa Serasa Experian: dos 177 pedidos de falência feitos em julho, 112 foram de micro e pequenas empresas
De acordo com pesquisa divulgada nesta quinta-feira (5) pela Serasa Experian, 177 empresas entraram com pedido de falência juntos aos órgãos responsáveis em julho de 2010. Este valor denota aumento na comparação com os requerimentos feitos em junho (149), mas redução na comparação com julho de 2009 (216).
Na desagregação do indicador de julho por porte, observa-se que a grande maioria das empresas insolventes era micro ou pequena (112), seguida das médias (36) e grandes empresas (29).
O documento ainda mostrou que o número de empresas que efetivamente decretaram falência em julho chegou a 53, contra 61 decretos feitos em junho e 67 em julho do ano passado. Na abertura do resultado do mês passado, verifica-se que, do total de empresas que tiveram a falência decretada, 50 eram micro ou pequena, duas eram média e, apenas uma, grande.
Brasil deverá ter safra de grãos recorde em 2010
Nesta quinta-feira (5), foi divulgado pelo IBGE o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de julho. A estimativa feita pelo órgão é de uma safra de 146,4 milhões de toneladas em 2010, valor que, se confirmado, será o maior da série histórica. Já a área a ser colhida estimada para o ano de 2010 é de 46,8 milhões de hectares, e representa uma redução de 0,8% frente ao total de 2009.
O valor projetado em julho para a safra 2010 é 0,3% superior ao projetado em junho, quando o IBGE havia divulgado uma safra de 145,9 milhões para o acumulado no ano. Na comparação com a safra de 2009, na qual se colheu 134,0 milhões de toneladas, deverá haver um crescimento de 9,2%.
Do total a ser colhido, o Sul se mostra como região mais importante, e deverá contribuir com 63,1 milhões de toneladas. Em seguida está o Centro-Oeste (50,9 milhões de toneladas). Já o Norte deverá ser a região com menor colheita (3,9 milhões de toneladas).
Economia Internacional
Bancos centrais da Europa e da Inglaterra não alteram taxa básica de juros
O Banco Central Europeu, autoridade monetária da Zona do Euro, decidiu nesta quinta-feira (5) pela manutenção da taxa básica de juros na região em 1% ao ano. Vale lembrar que os juros estão neste patamar desde abril de 2009, quando a o comitê de política monetária do BC optou pelo corte de 0,25 ponto percentual.
Em nota divulgada também nesta quinta-feira, o Banco da Inglaterra, a exemplo do BC Europeu, decidiu pela manutenção da taxa básica de juros no Reino Unido. Atualmente em 0,50% ao ano, este é o menor patamar de toda a história da autoridade monetária. O BC inglês também anunciou a manutenção do programa de recompra de ativos no valor de 200 bilhões de libras para tentar recolocar a economia regional na rota de recuperação.
Projeções de Mercado
Relatório divulgado em 30/7/2010
| Mediana - Agregado |
2010 |
2011 |
| Há 4 semanas |
Há 1 semana |
Hoje |
Comp. Semanal |
Há 4 semanas |
Há 1 semana |
Hoje |
Comp. Semanal |
| IPCA (%) |
5,55 |
5,35 |
5,27 |
|
(4) |
4,80 |
4,80 |
4,80 |
|
|
| IGP-DI (%) |
|
8,36 |
8,36 |
|
(1) |
5,00 |
5,00 |
5,00 |
= |
(13) |
| IGP-M (%) |
9,00 |
8,57 |
8,47 |
|
(5) |
5,00 |
5,00 |
5,00 |
= |
(1) |
| IPC-Fipe (%) |
5,24 |
5,15 |
5,12 |
|
(1) |
4,50 |
4,53 |
4,53 |
= |
(1) |
| Taxa de Câmbio - fim de período (R$/US$) |
1,80 |
1,80 |
1,80 |
= |
(19) |
1,90 |
1,85 |
1,85 |
|
(3) |
| Taxa de Câmbio - média do período (R$/US$) |
1,81 |
|
|
= |
(3) |
1,83 |
1,83 |
1,83 |
= |
(1) |
| Meta da Taxa Selic - fim de período (% a a) |
12,13 |
11,75 |
11,50 |
|
(2) |
11,75 |
11,75 |
11,75 |
= |
(7) |
| Meta da Taxa Selic - média do período (% a a) |
10,52 |
10,41 |
10,28 |
|
(2) |
12,10 |
12,00 |
11,96 |
|
(1) |
| Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB) |
41,00 |
41,00 |
40,85 |
|
(1) |
|
39,50 |
|
= |
(1) |
| PIB (% do crescimento) |
7,20 |
7,20 |
7,20 |
|
(4) |
4,50 |
4,50 |
4,50 |
= |
(34) |
| Produção Industrial (% do crescimento) |
11,91 |
12,10 |
11,98 |
|
(2) |
5,00 |
5,00 |
5,05 |
|
|
| Conta Corrente (US$ bilhões) |
|
-48,00 |
-48,00 |
= |
(1) |
-57,00 |
-57,93 |
-57,87 |
|
(2) |
| Balança Comercial (US$ bilhões) |
15,72 |
15,41 |
|
|
(2) |
7,83 |
8,00 |
8,50 |
|
(2) |
| Invest. Estrangeiro Direto (US$ bilhões) |
35,00 |
|
|
|
(4) |
40,00 |
40,00 |
39,25 |
|
(1) |
| Preços Administrados (%) |
3,60 |
3,56 |
3,60 |
|
(2) |
4,80 |
4,76 |
4,73 |
|
(1) |
*comportamento dos indicadores desde o último Relatório de Mercado; os valores entre parênteses expressam o número de semanas em que vem ocorrendo o último comportamento ( aumento, diminuição ou = estabilidade)
Fonte: Banco Central do Brasil - Relatório de Mercado/Focus.
O Boletim Focus é uma pesquisa realizada pelo
Banco Central do Brasil com as principais instituições
financeiras do país. Todas as estimativas ali
apresentadas devem ser examinadas com bastante cautela,
pois não significam compromisso do BACEN nem
expressam a opinião da FIESP/CIESP.
| Economia
Brasileira |
INDICADORES |
Efetivo |
Projeções |
2006 |
2007 |
2008 |
2009 |
2010 |
| |
Crescimento do PIB (%) |
4,0 |
6,1 |
5,1 |
-0,2 |
7,5 |
|
PIB Indústria (%) |
2,3 |
5,3 |
4,3 |
-5,5 |
11,7 |
| Extrativa Mineral (%) |
4,4 |
3,7 |
4,3 |
-0,2 |
11,8 |
| Transformação (%) |
1,0 |
5,6 |
3,2 |
-7,0 |
11,3 |
| Construção Civil (%) |
4,7 |
4,9 |
8,0 |
-6,3 |
12,6 |
| Serv. Ind. Utilidade Públ. (SIUP) (%) |
3,5 |
5,9 |
4,5 |
-2,4 |
12,5 |
| PIB Agropecuária (%) |
5,5 |
5,6 |
5,8 |
-5,2 |
5,7 |
| PIB Serviços (%) |
4,2 |
6,1 |
4,8 |
2,6 |
5,2 |
| Impostos Líquidos sobre Produtos (%) |
5,7 |
8,4 |
7,4 |
-0,8 |
14,2 |
|
Consumo das Famílias (%) |
5,3 |
6,3 |
5,4 |
4,1 |
7,4 |
| Consumo do Governo (%) |
2,6 |
5,1 |
5,6 |
3,7 |
2,8 |
| Formação Bruta de Capital Fixo (%) |
9,8 |
13,9 |
13,8 |
-9,9 |
21,2 |
| Exportações de Bens e Serviços (%) |
5,0 |
6,2 |
-0,6 |
-10,3 |
7,1 |
| Importações de Bens e Serviços (%) |
18,4 |
19,9 |
18,5 |
-11,4 |
30,5 |
Setor Externo |
Exportações (US$ bilhões) |
137,8 |
160,6 |
197,9 |
153,0 |
189,5 |
| Importações (US$ bilhões) |
91,4 |
120,6 |
173,0 |
127,6 |
177,6 |
| Saldo da Balança Com. (US$ bilhões) |
46,5 |
40,0 |
24,9 |
25,4 |
11,9 |
| Exportações (%) |
16,3 |
16,6 |
23,2 |
-22,7 |
23,9 |
| Importações (%) |
24,1 |
32,0 |
43,4 |
-26,3 |
39,2 |
| Saldo da Balança Comercial (%) |
3,4 |
-13,8 |
-37,7 |
2,0 |
-53,0 |
| Produção Industrial (%) |
2,8 |
6,0 |
3,1 |
-7,4 |
15,0 |
| INA - FIESP/CIESP (%) |
2,6 |
6,1 |
4,2 |
-8,5 |
13,5 |
| Emprego Industrial SP- FIESP/CIESP (%) |
-0,1 |
4,6 |
-0,3 |
-4,3 |
5,6 |
| Emprego Industrial Brasil - IBGE (%) |
0,8 |
3,3 |
-1,2 |
-2,7 |
5,7 |
Elaboração FIESP/CIESP
Com exceção dos indicadores marcados com *, os dados de 2005 a 2007 foram revisados pelo IBGE.
|