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Informativo eletrônico - Edição 470

Segunda-feira, 8 de março de 2010
Prezado leitor,

Você está recebendo o Macro Visão. Veja os destaques desta edição:

Economia Brasileira

  • Relatório Focus: mercado aumenta projeção de crescimento da produção industrial em 2010

    Economia Internacional

  • Grécia: FMI afirma que crise no país não deverá se espalhar pela Zona do Euro


  •  Economia Brasileira  

    Relatório Focus: mercado aumenta projeção de crescimento da produção industrial em 2010

    De acordo com o Relatório Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central do Brasil, a perspectiva do mercado em relação ao crescimento da produção industrial em 2010 foi revista para cima, passando de 8,60% há uma semana para 8,71% nesta segunda-feira (8). Para 2011, o prognóstico ficou inalterado em 5,00%. Já as expectativas com relação ao PIB ficaram constantes entre as duas últimas semanas: em 5,50% para este ano e em 4,50% para o próximo.

    O relatório também mostrou que o mercado prevê uma taxa de câmbio em R$ 1,81/US$ ao final de 2010, praticamente estável em relação ao R$ 1,80/US$ projetado há sete dias. Para o próximo ano, a previsão passou de R$ 1,87/US$ para R$1,85/US$. Os prognósticos para a Selic em 2010 não se alteraram entre as duas divulgações mais recentes, e ficaram constantes em 11,25% ao ano. Para 2011, houve uma ligeira mudança: de 11,25% ao ano para 11,23% ao ano.

    Com relação às perspectivas para os níveis de preços, o mercado acredita que o IPCA fechará este ano em 4,99%. Há uma semana, a previsão estava em 4,91%. Por outro lado, para 2011, as projeções caíram de 4,53% para 4,50%. Já o IGP-M deverá registrar inflação de 5,88% neste ano, há sete dias o mercado esperava inflação de 4,86%. Para o próximo ano, as projeções do IGP-M ficaram estáveis em 4,50%.

    IGP-DI fecha janeiro com inflação de 1,09%

    O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou inflação de 1,09% em fevereiro, contra variação de 1,01% observada em janeiro. Os dados, divulgados pela FGV nesta segunda-feira (8), mostraram que o índice acumula inflação de 0,77% nos últimos 12 meses e de 2,11% em 2010.

    Na desagregação do indicador cheio, o IPA (Índice de Preços ao Atacado, com peso de 60%) foi o único subíndice a acelerar entre janeiro e fevereiro: a inflação do IPA passou de 0,96% para 1,38%. Já o IPC (Índice de Preços ao Consumidor, com peso de 30%) e o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção, com peso de 10%) marcaram desaceleração no nível de inflação entre os dois primeiros meses de 2010. O primeiro passou de 1,29% em janeiro para 0,68% em fevereiro. Já o segundo passou de 0,64% para 0,36%.

    Segue tabela com os principais resultados observados em fevereiro:

    IPC-S varia 0,88% na primeira semana de março

    O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) variou 0,88% na semana encerrada em 7 de março. Na semana anterior, o índice registrou inflação de 0,68%. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (8) pela FGV.

    O principal responsável pela aceleração do IPC-S nas duas últimas medições foi o grupo Alimentação, cujo nível de preços passou de 1,16% na semana encerrada em 28 de fevereiro para 1,95% na semana subsequente. Em sentido contrário, destacou-se o grupo Transportes, cuja inflação passou de 1,74% para 1,38% no período.


     Economia Internacional  

    Grécia: FMI afirma que crise no país não deverá se espalhar pela Zona do Euro

    O diretor do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, afirmou que a crise fiscal da Grécia não deverá se espalhar pelos demais países membros da Zona do Euro. Segundo ele, nem mesmo as nações da região que também possuem altos níveis de déficit fiscal (como Portugal, Itália, Irlanda, e Espanha) deverão ser contaminadas.

    Kahn ainda disse acreditar que a própria Zona do Euro conseguirá tirar a Grécia da crise sem ajuda de outros órgãos internacionais. Mesmo assim, o economista fez questão de ressaltar que, caso seja necessário, o FMI está pronto para colaborar com o país e com a região.

    Porém, o presidente do Banco Central da Grécia, George Provopoulos, afirmou que o país não irá precisar de ajuda internacional. Segundo ele, a forte demanda pela emissão de bônus de 10 anos feita na semana passada, totalizando 5 bilhões de euros, mostra que a Grécia pode levantar o dinheiro necessário nos mercados financeiros. A autoridade ainda afirmou estar confiante na diminuição nos custos de emissão dos bônus.

    França: Banco Central do país rebaixa perspectiva de crescimento do PIB no 1º trimestre de 2010

    O Banco Central da França divulgou, nesta segunda-feira (8), um documento contendo as novas previsões da entidade para o PIB do país no 1º trimestre de 2010 e no fechamento do ano. A publicação mostrou que o prognóstico para o crescimento da economia francesa nos três primeiros meses deste ano ficou em 0,3%. O valor é 0,1 ponto percentual inferior ao previsto na divulgação anterior.

    Mesmo assim, o governo do país espera que o PIB francês cresça 1,4% em 2010, frente a 2009. Vale ainda destacar que a França cresceu 0,6% na passagem do 3º para o 4º trimestre de 2009, mas fechou 2009 com retração de 2,2%. A maior desde o final da 2ª Guerra Mundial, em 1945.


     Projeções de Mercado 

    Relatório divulgado em 5/3/2010
    Mediana - Agregado 2010 2011
    Há 4 semanas Há 1 semana   Hoje   Comp. Semanal Há 4 semanas Há 1 semana   Hoje   Comp. Semanal
    IPCA (%)
    4,78
    4,91
    4,99
    (7)
    4,50
    4,53
    4,50
    (1)
    IGP-DI (%)
    5,13
    5,70
    5,91
    (8)
    4,50
    4,50
    4,50
    =
    (79)
    IGP-M (%)
    4,84
    5,86
    5,88
    (8)
    4,50
    4,50
    4,50
    =
    (90)
    IPC-Fipe (%)
    5,04
    5,17
    5,40
    (1)
    4,50
    4,50
    4,50
    =
    (7)
    Taxa de Câmbio - fim de período (R$/US$)
    1,80
    1,80
    1,81
    (1)
    1,85
    1,87
    1,85
    (1)
    Taxa de Câmbio - média do período (R$/US$)
    1,79

    1,83

    1,83

    =
    (1)
    1,81
    1,84
    1,84
    =
    (1)
    Meta da Taxa Selic - fim de período (% a a)
    11,25
    11,25
    11,25
    =
    (7)
    11,00
    11,25
    11,23
    (1)
    Meta da Taxa Selic - média do período (% a a)
    10,00
    10,06
    10,06
    =
    (3)
    11,10
    11,25
    11,25
    =
    (1)
    Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB)
    41,70
    41,70
    41,50
    (1)

    40,70

    40,00

    39,50

    (4)
    PIB (% do crescimento)
    5,35
    5,50
    5,50
    =
    (2)
    4,50
    4,50
    4,50
    =
    (13)
    Produção Industrial (% do crescimento)
    8,61
    8,60
    8,71
    (2)
    4,85
    5,00
    5,00
    =

    (1)

    Conta Corrente (US$ bilhões)

    -48,00

    -50,00
    -52,00
    (1)
    -58,99
    -57,89
    -60,00
    (2)
    Balança Comercial (US$ bilhões)
    10,00
    10,00

    10,00

    =
    (6)
    3,75
    2,80
    3,00
    (2)
    Invest. Estrangeiro Direto (US$ bilhões)
    38,00

    38,00

    38,00

    =
    (6)
    40,00
    40,00
    40,00
    =
    (6)
    Preços Administrados (%)
    3,50
    3,60
    3,60
    =
    (2)
    4,30
    4,50
    4,50
    =
    (3)

    *comportamento dos indicadores desde o último Relatório de Mercado; os valores entre parênteses expressam o número de semanas em que vem ocorrendo o último comportamento ( aumento, diminuição ou = estabilidade)

    Fonte: Banco Central do Brasil - Relatório de Mercado/Focus.

    O Boletim Focus é uma pesquisa realizada pelo Banco Central do Brasil com as principais instituições financeiras do país. Todas as estimativas ali apresentadas devem ser examinadas com bastante cautela, pois não significam compromisso do BACEN nem expressam a opinião da FIESP/CIESP.


    Economia Brasileira
    INDICADORES
    Efetivo
    Projeções
    2006
    2007
    2008
    2009
    2010
      Crescimento do PIB (%)
    4,0
    6,1
    5,1
    -0,4
    6,0
    PIB Indústria (%)
    2,3
    5,3
    4,3
    -6,2
    8,2
    Extrativa Mineral (%)
    4,4
    3,7
    4,3
    0,0
    5,5
    Transformação (%)
    1,0
    5,6
    3,2
    -7,5
    9,0
    Construção Civil (%)
    4,7
    4,9
    8,0
    -6,9
    9,3
    Serv. Ind. Utilidade Públ. (SIUP) (%)
    3,5
    5,9
    4,5
    -3,3
    5,5
    PIB Agropecuária (%)
    5,5
    5,6
    5,8
    -5,6
    3,9
    PIB Serviços (%)
    4,2
    6,1
    4,8
    2,8
    4,5
    Impostos Líquidos sobre Produtos (%)
    5,7
    8,4
    7,4
    -1,8
    8,8
    Consumo das Famílias (%)
    5,3
    6,3
    5,4
    2,9
    5,8
    Consumo do Governo (%)
    2,6
    5,1
    5,6
    2,8
    4,9
    Formação Bruta de Capital Fixo (%)
    9,8
    13,9
    13,8
    -10,2
    19,6
    Exportações de Bens e Serviços (%)
    5,0
    6,2
    -0,6
    -11,1
    7,1
    Importações de Bens e Serviços (%)
    18,4
    19,9
    18,5
    -12,0
    22,6
    Setor
    Externo
    Exportações (US$ bilhões)
    137,8
    160,6
    197,9
    153,0
    177,8
    Importações (US$ bilhões)
    91,4
    120,6
    173,0
    127,6
    172,3
    Saldo da Balança Com. (US$ bilhões)
    46,5
    40,0
    24,9
    25,4
    5,5
    Exportações (%)
    16,3
    16,6
    23,2
    -22,7
    16,2
    Importações (%)
    24,1
    32,0
    43,4
    -26,3
    35,1
    Saldo da Balança Comercial (%)
    3,4
    -13,8
    -37,7
    2,0
    -78,4
    Produção Industrial (%)
    2,8
    6,0
    3,1
    -7,4
    12,0
    INA - FIESP/CIESP (%)
    2,6
    6,1
    4,2
    -8,5
    13,5
    Emprego Industrial SP- FIESP/CIESP (%)
    -0,1
    4,6
    -0,3
    -4,3
    6,2
    Emprego Industrial Brasil - IBGE (%)
    0,8
    3,3
    -1,2
    -2,5
    5,3

    Elaboração FIESP/CIESP
    Com exceção dos indicadores marcados com *, os dados de 2005 a 2007 foram revisados pelo IBGE.

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