Se você não está conseguindo visualizar este e-mail, clique aqui.

Informativo eletrônico - Edição 453

8 de fevereiro de 2010
Prezado leitor,

Você está recebendo o Macro Visão. Veja os destaques desta edição:

Economia Brasileira

  • Relatório Focus: mercado eleva estimativa para a produção industrial em 2010

    Economia Internacional

  • Estados Unidos perdem 20 mil empregos em janeiro, mas taxa de desemprego
    cai 0,3 ponto percentual


  •  Economia Brasileira  

    Relatório Focus: mercado eleva estimativa para a produção industrial em 2010

    De acordo com o Relatório Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central, a perspectiva para a produção industrial neste ano passou de 8,30% há sete dias para 8,61% hoje (8). Com relação ao PIB em 2010, o mercado não alterou suas expectativas entre as duas últimas semanas, mantendo-as inalteradas em um crescimento de 5,35%. Para 2011, os analistas projetam um crescimento de 4,85% da produção industrial (frente a 4,75% na semana passada) e de 4,50% do PIB (mesmo valor estimado há sete dias).

    A previsão para a taxa Selic no final deste ano ficou constante em 11,25% ao ano. Para 2011, o mercado também não alterou suas expectativas, mantendo-as em 11,00% ao ano. Já o prognóstico da taxa de câmbio para 2010 sofreu alterações entre as duas últimas semanas, passando de US$ 1,76 para US$ 1,80. Para 2011, a taxa de cambio permanece estável em US$ 1,85.

    Por fim, o mercado espera que o IPCA feche 2010 em 4,78% (frente a 4,62% na semana passada) e o IGP-DI em 5,13% (ante a 4,60% na ultima semana). Para 2011, as perspectivas se mantêm estáveis em 4,50% para os dois índices.

    IPC-S sofre alta de 1,33% na primeira semana de fevereiro

    De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (8) pela FGV, o IPC-S variou 1,33% na 1ª semana de fevereiro, contra 1,29% na semana anterior.

    Os itens de maior contribuição para a elevação do índice foram os grupos Transportes, que passou de 3,45% para 3,81%, Alimentação, que sofreu alta de 1,69%, contra 1,57% na semana anterior. No sentido contrário, os grupos Educação, Leitura e Recreação (de 3,09% para 2,63%) e Despesas Diversas (de 0,76% para 0,45%) tiveram os maiores decréscimos em suas variações.

    Pesquisa Serasa: demanda do consumidor por crédito caiu 1,1% em janeiro

    De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (8) pela Serasa Experian, a demanda do consumidor brasileiro por crédito caiu 1,1% na passagem de dezembro de 2009 para janeiro de 2010.

    Já na comparação entre janeiro deste ano com igual período do ano passado, o índice registra crescimento de 14,0%. Segundo analistas da instituição, este resultado decorre da base de comparação reduzida, uma vez que, no 1º trimestre de 2009, o mercado de crédito estava retraído, a confiança dos consumidores estava baixa e a economia brasileira em recessão.

    Na análise do indicador por classe pessoal de renda mensal, todas as classes apresentaram retração da demanda por crédito entre dezembro e janeiro. A exceção fica por conta das pessoas com renda mensal entre R$ 1.000,00 e R$2.000,00, cuja procura cresceu 0,4% no período.

    Por outro lado, em termos anuais, todos os estratos apresentaram crescimento. Os destaques de alta foram as classes com renda entre R$ 1.000,00 e R$ 2.000,00 por mês (19,4%) e superior a R$ 10.000,00 por mês (18,7%).


     Economia Internacional  

    Estados Unidos perdem 20 mil empregos em janeiro,
    mas taxa de desemprego cai 0,3 ponto percentual

    Segundo dados divulgados pelo Departamento de Trabalho dos EUA nesta sexta-feira (5), a economia norte-americana perdeu 20.000 postos de trabalho no mês de janeiro. Apesar do resultado negativo, o valor representa uma forte melhora ante os 150.000 perdidos em dezembro. Assim, a taxa de desemprego dos EUA recuou de 10% em dezembro de 2009 para 9,7% em janeiro deste ano.

    A queda na taxa de desemprego, apesar das 20 mil demissões, se explica pela metodologia utilizada. O Departamento de Trabalho divulga dois estudos, um mede o número de empregos nas empresas, e o outro número de empregos das pessoas, que podem ter mais de um. Então, o que aconteceu foi que o número de pessoas empregadas em empresas aumentou (metodologia que pesa mais na taxa de desemprego), enquanto o número daquelas que tinham mais de um emprego diminuiu.

    O governo ainda vê sinais positivos para o futuro. No estudo ainda se constatou um crescimento de funcionários temporários e de horas trabalhadas, considerados passos fundamentais para a volta das contratações no futuro.

    EUA: crédito ao consumidor cai em dezembro e
    acumula queda de US$ 102,3 bilhões em 2009

    De acordo com dados publicados nesta sexta-feira (5) pelo Fed (Banco Central dos EUA), o crédito ao consumidor nos EUA sofreu sua 11ª queda consecutiva em dezembro de 2009, ao recuar US$ 1,7 bilhão em relação a novembro, saindo de um total de US$ 2,458 trilhões para US$ 2,456 trilhões. No mês anterior, o crédito total apresentou recuo de US$ 21,8 bilhões, o maior declínio da série histórica iniciada em 1943.

    Apesar do resultado negativo, dezembro registrou a menor queda dos últimos 11 meses, influenciada principalmente pela recuperação do montante de empréstimos excluindo o uso de cartão de crédito, que cresceu US$ 6,8 bilhões. Já a modalidade de cartão de crédito apresentou declínio de US$ 8,5 bilhões.

    No acumulado de 2009, o crédito ao consumidor recuou US$ 102,3 bilhões, novamente pressionado pela forte queda do uso de cartão de crédito, que apresentou baixa de US$ 91,4 bilhões. Excluindo esta modalidade, o crédito total caiu US$ 10,9 bilhões.


     Projeções de Mercado 

    Relatório divulgado em 05/02/2010
    Mediana - Agregado 2010 2011
    Há 4 semanas Há 1 semana   Hoje   Comp. Semanal Há 4 semanas Há 1 semana   Hoje   Comp. Semanal
    IPCA (%)
    4,50
    4,62
    4,78
    (3)
    4,50
    4,50
    4,50
    =
    (84)
    IGP-DI (%)
    4,44
    4,60
    5,13
    (4)
    4,50
    4,50
    4,50
    =
    (75)
    IGP-M (%)
    4,41
    4,80
    4,84
    (4)
    4,50
    4,50
    4,50
    =
    (86)
    IPC-Fipe (%)
    4,42
    4,50
    5,04
    (1)
    4,40
    4,50
    4,50
    =
    (3)
    Taxa de Câmbio - fim de período (R$/US$)
    1,75
    1,76
    1,80
    (2)
    1,80
    1,85
    1,85
    =
    (1)
    Taxa de Câmbio - média do período (R$/US$)
    1,74

    1,78

    1,79

    (2)
    1,78
    1,80
    1,81
    (1)
    Meta da Taxa Selic - fim de período (% a a)
    11,00
    11,25
    11,25
    =
    (3)
    10,75
    11,00
    11,00
    =
    (3)
    Meta da Taxa Selic - média do período (% a a)
    9,88
    10,00
    10,00
    =
    (1)
    10,77
    11,10
    11,10
    =
    (1)
    Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB)
    42,85
    42,00
    41,70
    (3)

    41,00

    40,50

    40,70

    (1)
    PIB (% do crescimento)
    5,20
    5,35
    5,35
    =
    (1)
    4,50
    4,50
    4,50
    =
    (9)
    Produção Industrial (% do crescimento)
    8,00
    8,30
    8,61
    (1)
    4,50
    4,75
    4,85

    (1)

    Conta Corrente (US$ bilhões)

    -41,30

    -49,30
    -48,00
    (1)
    -47,00
    -59,74
    -58,99
    (1)
    Balança Comercial (US$ bilhões)
    11,20
    10,00

    10,00

    =
    (2)
    4,75
    4,50
    3,75
    (1)
    Invest. Estrangeiro Direto (US$ bilhões)
    37,50

    38,00

    38,00

    =
    (2)
    39,20
    40,00
    40,00
    =
    (2)
    Preços Administrados (%)
    3,50
    3,50
    3,50
    =
    (26)
    4,50
    4,30
    4,30
    =
    (1)

    *comportamento dos indicadores desde o último Relatório de Mercado; os valores entre parênteses expressam o número de semanas em que vem ocorrendo o último comportamento ( aumento, diminuição ou = estabilidade)

    Fonte: Banco Central do Brasil - Relatório de Mercado/Focus.

    O Boletim Focus é uma pesquisa realizada pelo Banco Central do Brasil com as principais instituições financeiras do país. Todas as estimativas ali apresentadas devem ser examinadas com bastante cautela, pois não significam compromisso do BACEN nem expressam a opinião da FIESP/CIESP.


    Economia Brasileira
    INDICADORES
    Efetivo
    Projeções
    2006
    2007
    2008
    2009
    2010
      Crescimento do PIB (%)
    4,0
    6,1
    5,1
    -0,4
    6,0
    PIB Indústria (%)
    2,3
    5,3
    4,3
    -6,2
    8,2
    Extrativa Mineral (%)
    4,4
    3,7
    4,3
    0,0
    5,5
    Transformação (%)
    1,0
    5,6
    3,2
    -7,5
    9,0
    Construção Civil (%)
    4,7
    4,9
    8,0
    -6,9
    9,3
    Serv. Ind. Utilidade Públ. (SIUP) (%)
    3,5
    5,9
    4,5
    -3,3
    5,5
    PIB Agropecuária (%)
    5,5
    5,6
    5,8
    -5,6
    3,9
    PIB Serviços (%)
    4,2
    6,1
    4,8
    2,8
    4,5
    Impostos Líquidos sobre Produtos (%)
    5,7
    8,4
    7,4
    -1,8
    8,8
    Consumo das Famílias (%)
    5,3
    6,3
    5,4
    2,9
    5,8
    Consumo do Governo (%)
    2,6
    5,1
    5,6
    2,8
    4,9
    Formação Bruta de Capital Fixo (%)
    9,8
    13,9
    13,8
    -10,2
    19,6
    Exportações de Bens e Serviços (%)
    5,0
    6,2
    -0,6
    -11,1
    7,1
    Importações de Bens e Serviços (%)
    18,4
    19,9
    18,5
    -12,0
    22,6
    Setor
    Externo
    Exportações (US$ bilhões)
    137,8
    160,6
    197,9
    153,0
    177,8
    Importações (US$ bilhões)
    91,4
    120,6
    173,0
    127,6
    172,3
    Saldo da Balança Com. (US$ bilhões)
    46,5
    40,0
    24,9
    25,4
    5,5
    Exportações (%)
    16,3
    16,6
    23,2
    -22,7
    16,2
    Importações (%)
    24,1
    32,0
    43,4
    -26,3
    35,1
    Saldo da Balança Comercial (%)
    3,4
    -13,8
    -37,7
    2,0
    -78,4
    Produção Industrial (%)
    2,8
    6,0
    3,1
    -7,4
    12,0
    INA - FIESP/CIESP (%)
    2,6
    6,1
    4,2
    -8,5
    13,5
    Emprego Industrial SP- FIESP/CIESP (%)
    -0,1
    4,6
    -0,3
    -4,3
    6,2
    Emprego Industrial Brasil - IBGE (%)
    0,8
    3,3
    -1,2
    -2,5
    5,3

    Elaboração FIESP/CIESP
    Com exceção dos indicadores marcados com *, os dados de 2005 a 2007 foram revisados pelo IBGE.

     Copyright © 2008 Fiesp. Todos os direitos reservados Dúvidas e sugestões, clique aqui
    Se você não deseja mais receber esse informativo, clique aqui.

    Macro Visão é uma publicação da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e
    do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP)

    Av. Paulista, 1313 - 12º andar - Cep 01311-923 - Tel.: 11 3549-4550

    Diretor Titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos: Paulo Francini
    Gerente: André Rebelo
    Textos: Bárbara Moraes da Silva, Bruna Crevelario de Melo, Bruno Battaglia, Cleomar Gomes, Denilson Lopes, Fabiana Fontana, Guilherme Moreira, Jeferson Celestino, Luiz Fernando Castelli e Victor Alves - DEPECON

    www.fiesp.com.br - www.ciesp.com.br - ccm@ciesp.org.br

    Jornalista Responsável: Ricardo Viveiros (Mtb 18.141) - rviveiros@fiesp.org.br
    Edição: Luiz Voltolini - luiz.voltolini@fiesp.org.br
    Assistente: Edgar Marcel - edgar.santos@fiesp.org.br
    Coordenadora web: Aurilene Santos - Webdesigner: Claudia Ventura e Michel Avelar