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Informativo eletrônico - Edição - 181

17 de Novembro de 2008
Prezado leitor,

Você está recebendo o Macro Visão. Nesta edição, abordamos os seguintes temas:

Economia Brasileira:

  • Após 5 semanas, previsão para o IPCA em 2008 sofre queda
  • Balança Comercial acumula US$ 22 bilhões até a metade de novembro

Economia Internacional:

  • Recessão nos EUA já começou, afirmam analistas econômicos
  • G-20 defende reforma financeira e medidas para aquecer as economias

Desejamos uma boa leitura.


 Economia Brasileira  

Após 5 semanas de aumento, previsão
para o IPCA em 2008 sofre queda

De acordo com o Relatório de Mercado Focus (publicação semanal), divulgado nesta manhã (17) pelo BC, o mercado revisou para baixo as expectativas para o IPCA no final de 2008. Após 5 semanas consecutivas de alta, a previsão para o principal indicador de inflação nacional passou de 6,40% para 6,39% entre a semana passada e a atual. O mercado também prevê um saldo menor para a Balança Comercial ao final deste ano, a expectativa passou de US$ 23,82 bilhões para US$ 23,78 bilhões nos últimos 7 dias.

Já as previsões para a produção industrial e para a taxa de câmbio em 2008 foram revistas para cima, passando de R$ 2,05/US$$ e 5,77%, para R$ 2,10/US$ e 5,8%. Por último, o mercado não alterou, nesta semana, suas previsões para o PIB e para a Selic ao final de 2008, mantendo-as em 5,23% e 13,75%, respectivamente.

IGP-M apresenta recuo na 2ª prévia de novembro

A 2ª prévia do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) teve variação de 0,49%, em novembro, um recuo em relação ao 0,89% apurado no mesmo período do mês de outubro. A 2ª prévia compreende o intervalo entre os dias 21 de outubro e 10 de novembro. No ano, o índice tem alta de 10,06% e, em 12 meses, de 12%.

O Índice de Preços por Atacado (IPA), com peso de 60% no IGP-M, foi o maior responsável pelo recuo apresentado e caiu de 1,11% em outubro para 0,48% em novembro. Já Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que representa 30% do total do IGP, passou de 0,13% em outubro para 0,41% em novembro, enquanto o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC) recuou para 0,71% após variação de 0,89% em outubro.

IPC-S tem alta de 0,56% na 2ª semana de novembro

O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S), divulgado hoje pela FGV, teve alta de 0,56% na 2ª quadrissemana de novembro, bem próxima à alta de 0,58% registrada na quadrissemana anterior.

Dentre os componentes do índice, o maior aumento foi o do grupo alimentação que teve acréscimo de 1,06% nesta medição. Esse acréscimo, entretanto, foi menor que o verificado na semana anterior, de 1,16%. Os demais grupos do índice não apresentaram grandes variações em relação à 1ª semana de novembro. Os dados estão na tabela abaixo:

Grupo 1ª prévia de novembro (%) 2ª prévia de novembro (%)
Geral
0,58
0,56
Alimentação
1,16
1,06
Habitação
0,39
0,41
Vestuário
0,98
0,95
Saúde e Cuidados Pessoais
0,49
0,42
Educação, Leitura e Recreação
0,21
0,39
Transportes
0,14
0,13
Despesas Diversas
-0,21
-0,17

Entende o IPC-S

O IPC-S mede a variação de preços no período de 30 dias encerrados na metade da semana imediatamente anterior à data de divulgação. Por exemplo, a taxa de inflação divulgada na 2ª semana de novembro refere-se ao período de 30 dias terminados na 1ª semana do mês. A FGV utiliza dados ponderados de 12 capitais brasileiras para aproximadamente 450 itens relativos à Alimentação, Habitação, Vestuário, Saúde e Cuidados Pessoais, Educação, Leitura e Recreação, Transportes e Despesas Diversas. Os pesos dos produtos no índice refletem sua importância no orçamento de famílias com renda mensal de até 33 salários mínimos.

Balança Comercial acumula US$ 22 bilhões até a metade de novembro

Segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a Balança Comercial brasileira registrou um superávit de US$ 734 milhões na 2ª semana de novembro. Este número é conseqüência de um total de exportações de US$ 4,356 bilhões e importações de US$ 3,622 bilhões. Com este último resultado de novembro, a Balança Comercial acumula um superávit de US$ 22,031 bilhões no ano, de janeiro até a 2º semana do presente mês. Este valor se deve a um total de US$ 177,892 bilhões em exportações e US$ 155,861 bilhões em importações.

Por último, de janeiro até a 2º semana de novembro de 2008 (221 dias úteis), a média diária do superávit comercial (US$ 99,7 milhões) está 38,7% abaixo da média diária registrada durante o mesmo período de 2007 (US$ 162,5 milhões). O superávit comercial no ano somou US$ 22,031 bilhões (média diária de US$ 99,7 milhões), um decréscimo de 38,7% em relação ao saldo médio diário apresentado no mesmo período do ano passado (US$ 162,5 milhões).


 Economia internacional 

Recessão nos EUA já começou,
afirmam analistas econômicos

Em estudo divulgado nesta segunda-feira (17), a Associação Nacional de Economistas de Negócios (NABE) dos EUA divulgou que 96% de um total de 50 entrevistados acreditam que a recessão já começou nos EUA. 50% dos entrevistados acreditam que a recessão tenha se iniciado no último trimestre de 2007 ou no primeiro de 2008.

Os mesmos analistas acreditam que o PIB dos EUA cairá 2,6% no último trimestre de 2008. Com a continuidade da recessão em 2009, a expectativa é um crescimento econômico em torno de 0,7% no ano que vem. Como conseqüência, a taxa de desemprego deve chegar a 7,5% no final de 2009.

Por último, os analistas acreditam que o FED manterá a taxa de juros em 1% até o terceiro trimestre de 2009. Um aumento de 25 pontos percentuais está previsto somente para o último trimestre de 2009.

G-20 defende reforma financeira e medidas para aquecer as economias

Os principais líderes mundiais, reunidos nesse fim de semana em reunião do G-20, grupo que engloba os países desenvolvidos e os emergentes, comprometeram-se a trabalhar conjuntamente em duas vias principais. A 1ª visa a restauração do crescimento da economia mundial com a utilização cautelosa de medidas orçamentárias para estimular a demanda. A 2ª visa a reforma do sistema financeiro internacional, mas sem regulações excessivas.

Além disso, ficou decidida a garantia ao FMI e ao Banco Mundial de recursos necessários para a atuação dessas organizações na superação da crise. Foi marcada para o dia 30 de abril de 2009 outra reunião para novas deliberações.

Atividade industrial em Nova Iorque sofre forte retração em novembro

O NY Empire State Index, que mede a atividade econômica da indústria no estado de Nova Iorque, teve sua maior queda desde o início da medição em 2001. Em novembro o índice ficou em -25,4 pontos, seguindo queda de 24,6 pontos em outubro. Indicadores abaixo de zero significam contração da indústria no período. A queda em novembro foi impulsionada principalmente pela redução nas vendas.

Japão entra em recessão após 7 anos

O Departamento de Estatísticas do Japão divulgou o resultado do PIB no 3º trimestre de 2008. De acordo com a publicação, o PIB anualizado do país sofreu retração de 0,4% em relação ao mesmo período de 2007. Como já havia registrado queda de 3,7% (dados revisados) no trimestre anterior, em relação ao 2º trimestre de 2007, o país entrou oficialmente em recessão.


 Projeções de Mercado 

Relatório divulgado em 14/11/2008
Mediana - Agregado Há 4 semanas Há 1 semana Hoje Comp. Semanal Há 4 semans Há 1 semana Hoje Comp. Semanal
IPCA (%)
6,23
6,40
6,39
(1)
4,90
5,20
5,20
=
(1)
IGP-DI (%)
10,55
10,95
10,97
(7)
5,5
5,8
5,8
=
(1)
IGP-M (%)
10,53
11,07
11,07
=
(1)
5,5
5,85
6
(2)
IPC-Fipe (%)
6,40
6,54
6,56
(2)
4,7
4,7
4,72
(1)
Taxa de Câmbio - fim de período (R$/US$)
1,90
2,05
2,10
(7)
1,9
2,01
2,10
(3)
Taxa de Câmbio - média do período (R$/US$)
1,75
1,79
1,79
=
(1)
1,87
2,00
2,05
(7)
Meta da Taxa Selic - fim de período (% a a)
14,50
13,75
13,75
=
(2)
13,5
13,25
13,31
(1)
Meta da Taxa Selic - média do período (% a a)
12,75
12,59
12,59
=
(2)
14
13,75
13,75
=
(2)
Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB)
40,45
39,50
39,04
(2)
38,9
38,50
38
(2)
PIB (% do crescimento)
5,22
5,23
5,23
=
(3)
3,35
3
3
=
(2)
Produção Industrial (% do crescimento)
5,45
5,77
5,80
(2)
4
3,7
3,16
(3)
Conta Corrente (US$ bilhões)
-29
-30
-30
=
(2)
-33,23
-32,65
-31,65
=
(1)
Balança Comercial (US$ bilhões)
24
23,82
23,78
(2)
12,70
13,03
13,32
(1)
Invest. Estrangeiro Direto (US$ bilhões)
35
35
35
=
(8)
30
26
25
(2)
Preços Administrativos (%)
3,7
3,7
3,7
=
(7)
5,1
5,30
5,38
(3)

*comportamento dos indicadores desde o último Relatório de Mercado; os valores entre parênteses expressam o número de semanas em que vem ocorrendo o último comportamento ( aumento, diminuição ou = estabilidade)

Fonte: Banco Central do Brasil - Relatório de Mercado/Focus.

O Boletim Focus é uma pesquisa realizada pelo Banco Central do Brasil com as principais instituições financeiras do país. Todas as estimativas ali apresentadas devem ser examinadas com bastante cautela, pois não significam compromisso do BACEN nem expressam a opinião da FIESP/CIESP.


Projeções
INDICADORES
Pesos (%PIB)
2005
2006
2007
2008
2009
Crescimento do PIB (%)
100
2.9
3.7
5.4
5.4
4.1
PIB Indústria (%)
25
2.1
2.9
4.9
5.8
4.4
Extrativa Mineral (%)
8
9.3
5.7
3.0
5.2
4.0
Transformação (%)
62
1.3
2.0
5.1
5.2
4.0
Construção Civil (%)
18
1.8
4.6
5.0
8.3
6.2
SIUP (%)
13
3.0
3.3
5.0
5.2
4.2
Agropecuária (%)
5
0.3
4.2
5.3
4.3
3.6
Serviços (%)
56
3.7
3.8
4.7
4.6
3.6
Impostos Líquidos sobre Produtos (%)
14
4.4
5.0
9.1
8.2
6.0
Consumo das Famílias (%)
60
4.5
4.6
6.5
6.0
4.8
Consumo do Governo (%)
20
2.3
2.8
3.1
3.7
3.5
FBCF (%)
18
3.6
10.0
13.4
14.0
9.0
Exportações de Bens e Serviços (%)
14
9.3
4.7
6.6
5.2
4.5
Importações de Bens e Serviços (%)
-12
8.5
18.3
20.7
19.0
15.2
Produção Industrial (%)
---
3.1
2.8
6.0
5.8
4.2
Exportações (US$ Bilhões)
---
118.3
137
160.6
204.6
227,9
Importações (US$ Bilhões)
---
73.6
91.4
120.6
179.9
213.7
Saldo da Balança Comercial (US$ Bilhões)
---
44.7
46.1
40.0
24.7
14.2
INA - FIESP/CIESP (%)
---
3.7
3.0
6.1
7.5
4.2
Emprego Industrial - FIESP/CIESP (%)
---
4.2
1.60
3.2
4.0
2.6
Elaboração FIESP/CIESP
Projeções em vermelho
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