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Informativo eletrônico - Edição - 163

22 de Outubro de 2008
Prezado leitor,

Você está recebendo o Macro Visão. Nesta edição, abordamos os seguintes temas:

Economia Brasileira:

  • Presidente Lula admite corte no orçamento
  • Governo já utilizou US$ 22,9 bilhões para conter volatilidade cambial

Economia Internacional:

  • Resultados corporativos sacodem os mercados mundiais
Desejamos uma boa leitura.

 Economia Brasileira  

Presidente Lula admite corte no orçamento

O avanço da crise financeira global levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a admitir uma possível revisão dos investimentos da União previstos no orçamento de 2009. Depois de reiteradas afirmações de que a crise não afetaria o ritmo de investimentos, o presidente mudou o discurso e admitiu o contingenciamento de recursos dos ministérios, caso a receita estimada para o próximo ano não seja alcançada.

Governo já utilizou US$ 22,9 bilhões para conter volatilidade cambial

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou, na tarde de ontem (21), que o governo brasileiro tem atuado de forma ativa para impedir uma desvalorização ainda mais forte do real frente ao dólar. Segundo Meirelles, a autoridade monetária já interveio no mercado cambial utilizando US$ 22,8 bilhões desde o início da crise financeira. Deste montante, US$ 12,9 bilhões foram gastos em contratos de swap cambial, outro US$ 1,5 bilhão em swap cambial reverso foi retirado do mercado, US$ 3,2 bilhões foram vendidos diretamente das reservas internacionais do país, US$ 3,7 bilhões foram vendidos com compromisso de recompra e mais US$ 1,6 bilhão foi vendido em leilão direcionado ao comércio exterior na forma de ACC.

Entende a swap cambial

É um contrato de troca de rentabilidade com data de vencimento futura, no qual o BC assume o pagamento da variação (acumulada até o vencimento) cambial mais uma taxa de juros prefixada, em troca do recebimento da taxa de juros efetiva (acumulada até o vencimento) dos depósitos interfinanceiros.

Na swap cambial reversa, o BC assume o pagamento da taxa de juros efetiva dos depósitos financeiros e recebe da contraparte a variação cambial mais uma dada taxa de juros.

Setor de Construção Civil será capitalizado pelo Governo

O governo já concluiu um projeto que visa capitalizar o setor da construção civil, um dos mais afetados pela falta de crédito. A ajuda financeira será dada pelo BNDES (com participação acionária em empresas listadas na bolsa de valores) e pela Caixa Econômica (com financiamento de capital de giro). A previsão é que a ajuda financeira possa chegar a R$ 4 bilhões.

BB e Caixa poderão adquirir participações em instituições financeiras

Em medida provisória publicada nesta quarta-feira (21), o governo brasileiro autorizou a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil a adquirirem participações em instituições financeiras no país sem a necessidade de processos licitatórios. Em outras palavras, isso significa que instituições financeiras (empresas de capitalização, empresas previdenciárias, seguradoras, etc.) que estejam passando por dificuldades poderão ser estatizadas, tal como feito por muitos países para controlar a crise financeira. A mesma medida provisória autoriza a Caixa Econômica Federal a abrir uma empresa para “explorar atividades de banco de investimento, participações e demais operações previstas na legislação aplicável". A medida também autoriza o BC a fazer operações de trocas de moedas com bancos centrais de todo o mundo


 Economia internacional 

Mercado financeiro é marcado pelo pessimismo dos investidores

Nesta quarta-feira, os mercados mundiais foram marcados pelo pessimismo dos investidores, diante das divulgações trimestrais dos resultados coorporativos, o que intensificou os temores de que a desaceleração da economia mundial já começou a surtir os seus efeitos. Por volta de 15h (horário de Brasília) as bolsas dos EUA estava operando em queda: o índice S&P 500 estava em -3,24% e o índice Nasdaq estava em -1,80%.

No mesmo horário, na Europa, o índice CAC 40 da bolsa de Paris caía 5,10%, o DAX 30 da bolsa de Frankfurt estava em baixa de 4,46%, enquanto o FTSE 100 da bolsa de Londres desvalorizava-se 4,46%.

No mercado asiático o fechamento desta quarta-feira não se destoou do resto do mundo. O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, encerrou o pregão em forte baixa de 6,79%, a Bolsa de Hong Kong, apresentou desvalorização de 5,15% e o índice Shangai Composite, da Bolsa de Xangai, caiu 3,20%.

No Brasil, no mesmo horário, a Bovespa estava operando em queda de 7,13%, a 36.259 pontos. O dólar estava em alta de 5,85% , cotado a R$ /US$ 2,36.


 Projeções de Mercado 

Relatório divulgado em 17/10/2008
Mediana - Agregado
2008
2009
Atual
(17/10)
Há uma
semana
Há um
mês
Atual
(17/10)
Há uma
semana
Há um
mês
Produto
PIB (% do crescimento) 5,20 5,18 4,80 3,50 3,55 3,60
Produção Industrial (% do crescimento) 5,50 5,50 5,65 4,00 4,00 4,20
Inflação
IPCA (%) 6,14 6,14 6,27 4,85 4,90 5,00
IGP-DI (%)

9,77

9,74 10,27 5,33 5,21 5,20
IGP-M (%) 10,10 10,21 10,35 5,40 5,39 5,50
Preços Administrados (%) 3,70 3,70 3,79 5,10 5,10 5,10
Juros
Meta da Taxa Selic - média do período (% a a) 12,78 12,78 12,78 14,10 14,21 14,25
Meta da Taxa Selic - fim de período (% a a) 14,75 14,75 14,75 13,50 13,75 13,75
Câmbio
Taxa de Câmbio - média do período (R$/US$) 1,65 1,69 1,72 1,80 1,74 1,70
Taxa de Câmbio - fim de período (R$/US$) 1,80 1,70 1,65 1,82 1,77 1,75
DLSP
Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB) 40,50 40,50 40,50 39,00 39,20 39,50
Balanço de Pagamentos
Conta Corrente (US$ bilhões) -29,00 -28,05 -27,35 -34,00 -36,00 -34,80
Balança Comercial (US$ bilhões) 23,70 23,70 23,73 12,70 12,45 13,75
Invest. Estrangeiro Direto (US$ bilhões) 35,00 35,00 34,50 30,00 30,00 30,00
Fonte: Banco Central do Brasil - Relatório de Mercado/Focus.
O Boletim Focus é uma pesquisa realizada pelo Banco Central do Brasil com as principais instituições financeiras do país. Todas as estimativas ali apresentadas devem ser examinadas com bastante cautela, pois não significam compromisso do BACEN nem expressam a opinião da FIESP/CIESP.


Projeções
INDICADORES
Pesos (%PIB)
2005
2006
2007
2008
2009
Crescimento do PIB (%)
100
2.9
3.7
5.4
5.4
4.1
PIB Indústria (%)
25
2.1
2.9
4.9
5.8
4.4
Extrativa Mineral (%)
8
9.3
5.7
3.0
5.2
4.0
Transformação (%)
62
1.3
2.0
5.1
5.2
4.0
Construção Civil (%)
18
1.8
4.6
5.0
8.3
6.2
SIUP (%)
13
3.0
3.3
5.0
5.2
4.2
Agropecuária (%)
5
0.3
4.2
5.3
4.3
3.6
Serviços (%)
56
3.7
3.8
4.7
4.6
3.6
Impostos Líquidos sobre Produtos (%)
14
4.4
5.0
9.1
8.2
6.0
Consumo das Famílias (%)
60
4.5
4.6
6.5
6.0
4.8
Consumo do Governo (%)
20
2.3
2.8
3.1
3.7
3.5
FBCF (%)
18
3.6
10.0
13.4
14.0
9.0
Exportações de Bens e Serviços (%)
14
9.3
4.7
6.6
5.2
4.5
Importações de Bens e Serviços (%)
-12
8.5
18.3
20.7
19.0
15.2
Produção Industrial (%)
---
3.1
2.8
6.0
5.8
4.2
Exportações (US$ Bilhões)
---
118.3
137
160.6
204.6
227,9
Importações (US$ Bilhões)
---
73.6
91.4
120.6
179.9
213.7
Saldo da Balança Comercial (US$ Bilhões)
---
44.7
46.1
40.0
24.7
14.2
INA - FIESP/CIESP (%)
---
3.7
3.0
6.1
7.5
4.2
Emprego Industrial - FIESP/CIESP (%)
---
4.2
1.60
3.2
4.0
2.6
Elaboração FIESP/CIESP
Projeções em vermelho
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