Atividade
Indústria
paulista cria 7 mil vagas em agosto
Pesquisa de emprego da Fiesp e do Ciesp verificou que a indústria paulista
de transformação gerou 7 mil posto de
trabalho em agosto. A registrada foi de 0,46%, na série
com ajuste sazonal, e de 0,32%, sem ajuste.
No ano, o emprego industrial cresceu 7,14%, com 156
mil empregos criados. Em 12 meses, o indicador acumula
expansão de 4,64%, com 104 mil vagas abertas.
Com este resultado e em função da alta
base de comparação com o segundo semestre
de 2007, o crescimento em 12 meses mantêm-se praticamente
estável desde junho.
Dos 21 setores pesquisados, 16 variaram positivamente,
com destaque para: máquinas de escritório
e equipamentos de informática (4,14%), móveis
e indústrias diversas (2,72%) e couro e calçados
(3,96%) – segmentos estimulados pela indústria
calçadista, que inicia contratações
para atendimento dos pedidos de fim de ano.
Contudo, houve redução de pessoal nos
setores de borracha e plástico (0,8%), devido
ao encerramento das atividades de uma empresa da amostra.
Coque, refino de petróleo, combustíveis
nucleares e álcool também registraram
queda 2,27%, em função de fatores sazonais
relacionados à cultura da cana-de-açúcar.
Economia
dos EUA 895
mil novas casas começaram a serem
construídas no mês de agosto
De acordo com o Departamento de Comércio dos EUA, 895 mil novas residências
começaram a ser construídas no mês
de agosto no país - série com ajuste sazonal.
Com isso, verificou-se redução de 6,2%
em relação as 954 mil casas iniciadas
em julho (número revisado). Na comparação
entre agosto de 2008 e agosto de 2007, a queda foi de
33,1%, uma vez que no 8º mês do ano passado
1.337 milhão de novas moradias eram construídas.
O relatório também mostrou dados referentes
ao número de permissões concedidas para
a construção de novas residências
em agosto de 2008. 854 mil permissões foram outorgadas
(série com ajuste sazonal), quantidade 8,9% menor
do que o registrado em julho (937 mil) e 36,4% abaixo
do número revisado de agosto de 2007 (1.343 milhão).
Déficit em conta corrente
dos EUA aumenta para US$ 183,1 bilhões
O Departamento de Comércio dos EUA informou
também que o déficit em conta corrente
da economia norte-americana aumentou para US$ 183,1
bilhões (5,1% do PIB) no segundo trimestre de
2008. No primeiro trimestre deste ano, o déficit
foi de US$ 175,6 bilhões. O saldo negativo da
balança comercial foi o maior responsável
pela piora nas contas correntes, que incluem, além
da comercialização de bens, os serviços
e as transações financeiras.
Especial:
A relação da taxa de câmbio com o descompasso entre oferta
e demanda O
Descompasso é Cambial1
Após a divulgação do resultado
do PIB do segundo semestre, na última quarta-feira
(10), continuou repercutindo a discussão do descompasso
entre oferta e demanda da economia brasileira, verificado
na diferença de crescimento anual de 6% da oferta
agregada (PIB) e o crescimento anual 8% da demanda doméstica
(consumo das famílias + investimentos + consumo
do governo). Para o Banco Central, este descompasso
alimenta processos inflacionários e, desta forma,
justificam-se os recentes aumentos da taxa de juros
Selic.
Em nossa avaliação, o grande responsável
por essa diferença nas taxas de crescimento é
o “descompasso cambial”, ou seja, a valorização
da taxa de câmbio gera desequilíbrio entre
oferta e demanda internas. A taxa de câmbio valorizada
estimula a importação e restringe a exportação,
diminuindo o saldo comercial. Em conseqüência
do estímulo cambial às importações,
há maior dificuldade para que a produção
nacional acompanhe o crescimento da demanda.

Fonte: IBGE, IPEADATA e FUNCEX. Elaborado por FIESP.
O gráfico abaixo deixa claro que, até
2005, o PIB crescia acima da demanda doméstica.
A partir de então, inicia-se o processo de forte
valorização cambial e a demanda doméstica
passa a crescer mais rapidamente que o PIB. O ponto
A do Gráfico 1 mostra que a taxa de câmbio
estava valorizada em 2000. Este processo de valorização
fez com que as curvas de crescimento do PIB e da demanda
doméstica se tocassem em 2001 (ponto B). Isso
já demonstra que qualquer processo mais intenso
de valorização cambial causa distorções
entre oferta e a demanda agregadas. O ponto C marca
o início do processo de valorização
cambial que, alguns trimestres adiante, levou a reversão
das curvas do PIB e da demanda doméstica (Ponto
D). Em outras palavras, se antes daquele período
o crescimento do PIB era maior que o crescimento da
demanda interna (e por isso havia maiores condições
de exportar e elevar a conta corrente), após
2005 a valorização da taxa de câmbio
real fez com que a demanda doméstica ficasse
maior que a oferta agregada do país. Sendo assim,
a questão central não é se a capacidade
produtiva interna tem ou não condições
de atender a demanda. Na verdade, a valorização
cambial retira artificialmente a competitividade do
setor produtivo nacional, restringindo a capacidade
de crescimento da oferta doméstica.
Com o intuito de verificar a influência da taxa
de câmbio sobre a diferença de crescimento
entre o PIB e a demanda doméstica, realizamos
um teste econométrico em que se verificou que
50% da diferença entre as taxas pode ser atribuído
à variação cambial. A outra metade
é fruto de fatores como, por exemplo, gastos
do governo, rendimento real, crédito, etc.
Em suma, o descompasso cambial é fato gerador
dos presentes déficits em conta corrente e futuro
déficit comercial. Caso nada seja feito para
corrigir o desalinhamento da taxa de câmbio, o
equilíbrio da demanda doméstica será
sempre compensado pelo crescimento das importações,
o que restringe o crescimento da produção
nacional e gera instabilidade no setor externo da economia.
1Síntese dos principais pontos do artigo “O
DESCOMPASSO É CAMBIAL”, publicado na íntegra
no www.fiesp.org.br
Projeções de Mercado
Relatório
divulgado em 12/09/2008
Mediana - Agregado |
2008 |
2009 |
Atual
(12/09) |
Há uma
semana |
Há um
mês |
Atual
(12/09) |
Há uma
semana |
Há um
mês |
| Produto |
|
|
|
|
|
|
| PIB (% do crescimento) |
5,01 |
4,80 |
4,80 |
3,60 |
3,60 |
3,70 |
| Produção Industrial (% do crescimento) |
5,65 |
5,65 |
5,50 |
4,20 |
4,20 |
4,23 |
| Inflação |
|
|
|
|
|
|
| IPCA (%) |
6,26 |
6,27 |
6,44 |
4,99 |
5,00 |
5,00 |
| IGP-DI (%) |
10,00 |
10,27 |
10,86 |
5,20 |
5,20 |
5,32 |
| IGP-M (%) |
10,20 |
10,35 |
10,96 |
5,40 |
5,50 |
5,50 |
| Preços Administrados (%) |
3,72 |
3,79 |
3,80 |
5,13 |
5,10 |
5,13 |
| Juros |
|
|
|
|
|
|
| Meta da Taxa Selic - média do período (% a a) |
12,78 |
12,78 |
12,78 |
14,25 |
14,25 |
14,15 |
| Meta da Taxa Selic - fim de período (% a a) |
14,75 |
14,75 |
14,75 |
13,75 |
13,75 |
14,00 |
| Câmbio |
|
|
|
|
|
|
| Taxa de Câmbio - média do período (R$/US$) |
1,66 |
1,65 |
1,65 |
1,70 |
1,68 |
1,68 |
| Taxa de Câmbio - fim de período (R$/US$) |
1,65 |
1,65 |
1,61 |
1,75 |
1,75 |
1,72 |
| DLSP |
|
|
|
|
|
|
| Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB) |
40,55 |
40,50 |
40,50 |
39,10 |
39,50 |
39,25 |
| Balanço de Pagamentos |
|
|
|
|
|
|
| Conta Corrente (US$ bilhões) |
-28,00 |
-27,35 |
-28,00 |
-34,00 |
-34,80 |
-33,42 |
| Balança Comercial (US$ bilhões) |
23,60 |
23,73 |
23,30 |
13,00 |
13,75 |
15,00 |
| Invest. Estrangeiro Direto (US$ bilhões) |
34,60 |
34,50 |
34,65 |
30,37 |
30,00 |
30,00 |
Fonte: Banco Central do Brasil - Relatório de Mercado/Focus.
| Projeções Depecon - Fiesp/Ciesp |
| INDICADORES |
|
2005 |
2006 |
2007 |
2008
|
2009
|
| Crescimento do PIB |
% |
2.9 |
3.7 |
5.4 |
5.4
|
4.1
|
| PIB Indústria |
% |
2.1 |
2.9 |
4.9 |
5.8
|
4.4
|
| Extrativa Mineral |
% |
9.3 |
5.7 |
3.0 |
5.2
|
4.0
|
| Transformação |
% |
1.3 |
2.0 |
5.1 |
5.2
|
4.0
|
| Construção Civil |
% |
1.8 |
4.6 |
5.0 |
8.3
|
6.2
|
| SIUP |
% |
3.0 |
3.3 |
5.0 |
5.2
|
4.2
|
| Agropecuária |
% |
0.3 |
4.2 |
5.3 |
4.3
|
3.6
|
| Serviços |
% |
3.7 |
3.8 |
4.7 |
4.6
|
3.6
|
| Impostos Líquidos sobre Produtos |
% |
4.4 |
5.0 |
9.1 |
8.2
|
6.0
|
| Consumo das Famílias |
% |
4.5 |
4.6 |
6.5 |
6.0
|
4.8
|
| Consumo do Governo |
% |
2.3 |
2.8 |
3.1 |
3.7
|
3.5
|
| FBCF |
% |
3.6 |
10.0 |
13.4 |
14.0
|
9.0
|
| Exportações de Bens e Serviços |
% |
9.3 |
4.7 |
6.6 |
5.2
|
4.5
|
| Importações de Bens e Serviços |
% |
8.5 |
18.3 |
20.7 |
19.0
|
15.2
|
| Produção Industrial |
% |
3.1 |
2.8 |
6.0 |
5.8
|
4.2
|
| Exportações |
US$ Bilhões |
118.3 |
137 |
160.6 |
204.6
|
227,9
|
| Importações |
US$ Bilhões |
73.6 |
91.4 |
120.6 |
179.9
|
213.7
|
| Saldo da Balança Comercial |
US$ Bilhões |
44.7 |
46.1 |
40.0 |
24.7
|
14.2
|
| INA - FIESP/CIESP |
% |
3.7 |
3.0 |
6.1 |
7.5
|
4.2
|
| Emprego Industrial - FIESP/CIESP |
% |
2.9 |
-0.10 |
5.1 |
4.0
|
2.6
|
Elaboração FIESP/CIESP
Projeções em vermelho
|