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Você está recebendo mais uma edição do informativo eletrônico diário Análise Iedi, resultado de convênio de cooperação firmado pela Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP/CIESP) com o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI).

Desejamos uma boa leitura.

17 de setembro de 2008

Conjuntura
Desaceleração geral

  

O quadro para o qual alguns indicadores antecedentes da economia brasileira apontam é o de uma desaceleração geral da atividade econômica do país em agosto. O Sinalizador da Produção Industrial, SPI – elaborado pela Fundação Getulio Vargas e a AES Eletropaulo –, indica queda de 2% da produção física industrial no Estado de São Paulo nesse mês com relação a julho, com ajuste sazonal. Se esse resultado for confirmado, a produção paulista terá sofrido um arrefecimento em seu ritmo intenso de expansão. Como cabe notar, na passagem de maio para junho, a variação observada da produção da indústria chegou a 2,8% e entre junho e julho foi de 0,3%. Ao se incorporar essa estimativa do SPI, a produção cresceria 6,6% em agosto deste ano com relação ao mesmo mês de 2007, o que representa um desempenho bem mais tímido do grande centro industrial do país quando comparado ao perfil de evolução dos últimos dois meses: 10,3% e 11,0%, respectivamente, em junho e julho (sempre contra igual mês do ano anterior).

Quanto ao comércio, de acordo com os dados da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o número de consultas ao SCPC registrou queda de 4,9% em agosto com relação a julho, descontados os efeitos sazonais, após dois meses consecutivos de variações positivas (junho, 2,4% e julho, 3,0%). Em relação a agosto de 2007, a variação ficou em 3,7%, indicando desaceleração frente aos meses anteriores (12,6%, 4,8%, 7,7%, 11,4% de abril a julho, nessa ordem, sempre na comparação com o mesmo mês de 2007). Com relação ao sistema Usecheques (indicador de vendas à vista), houve redução de 4,2% das consultas em agosto frente a julho, na série com ajuste sazonal. Em julho, essa variação já havia sido negativa, porém mais suave (–0,2%). Frente ao mesmo mês do ano anterior, as consultas ao sistema Usecheques recuaram 0,2%, também apontando para um ritmo bem menor das vendas à vista quando se considera a evolução recente desse indicador (12,9%, 3,8%, 4,6%, 5,2% de abril a julho, nessa ordem, sempre na comparação com o mesmo mês de 2007).

Já a produção de autoveículos registrou queda de 5,0% em agosto contra o mês anterior, descontados os efeitos sazonais. De acordo com os dados da Anfavea, pode-se observar também que o aumento de 12,8% da produção da indústria automobilística em agosto deste ano com relação ao mesmo mês de 2007 foi o menor desde junho de 2007 (9,8%) nessa comparação. A evolução das taxas de variação da média móvel trimestral nos últimos meses fortalece o argumento de um menor ritmo da produção de autoveículos: 24,4%, 20,8%, 24,4%, 19,5% e 18,9%, nessa ordem, entre abril e agosto. Por fim, os dados divulgados pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) mostram que o fluxo total de veículos pesados nas rodovias pedagiadas caiu 3,2% em agosto contra julho na série com ajuste sazonal, a segunda variação negativa consecutiva (–0,3% em julho). Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o fluxo de ônibus e caminhões ficou estável, o que significa uma forte desaceleração no seu ritmo observado até julho (12,4%, 4,9%, 8,8%, 11,2% de abril a julho, nessa ordem, sempre na comparação com o mesmo mês de 2007).

Leia aqui o texto completo desta Análise

  

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