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Você está recebendo mais uma edição do informativo eletrônico diário Análise Iedi, resultado de convênio de cooperação firmado pela Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP/CIESP) com o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI).

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03 de julho de 2008

Indústria
Novas tendências

  

Combinados com os dados do IBGE sobre a produção industrial divulgados na última terça-feira, as informações de hoje da CNI deixam claro o que muitos insistem em não querer ver: há uma nítida tendência de desaceleração da atividade da indústria, assim como há uma flagrante paralisação do aumento do grau de utilização da capacidade produtiva no setor. O primeiro ponto informa que não ocorreu a explosão do crescimento econômico que muitos temiam na entrada de 2008; o segundo não confirma o descompasso entre os ritmos de crescimento de oferta e demanda, tão insistentemente apontado por tantos analistas como indicador do perigo iminente de inflação de demanda.

Segundo a CNI, o faturamento real da indústria em maio último cresceu 5,3% sobre maio de 2007, mas nos meses anteriores o crescimento fora maior. Manteve-se o crescimento, porém, a um ritmo menor, como registra a instituição. A propósito, no período janeiro-abril o faturamento real do setor industrial cresceu em média 8,7% com relação ao mesmo período de 2007. Quanto ao número de horas trabalhadas, indicador que, como esclarece a CNI, é o que mais diretamente se associa à produção industrial, dois resultados merecem destaque para mostrar que a desaceleração que ocorre neste caso já se aproxima de uma estagnação na margem. A variação ocorrida na comparação maio de 2008 com maio de 2007 foi de 2,7%, um índice muito abaixo da variação de 6,7% ocorrida na média do período de janeiro-abril de 2008 com relação a janeiro-abril de 2007. Por outro lado, há três meses não há crescimento no número de horas trabalhadas na comparação com o mês anterior na série com ajuste sazonal.

Finalmente, a utilização de capacidade na indústria de transformação mostra estabilidade há nada menos do que nove meses, como sublinha a CNI. Em maio deste ano com dados já ajustados sazonalmente, a utilização de capacidade foi 82,8%, contra 82,9% em abril, sendo que em setembro de 2007 o mesmo índice de 82,8% era registrado. Com relação a maio do ano passado praticamente não houve variaç??????ão do índice de utilização. Este, sem ajuste sazonal, era de 83,2% no primeiro caso, tendo sido de 83,1% no mesmo mês de 2007. Vários e importantes setores reduziram o grau de utilização, denotando que os investimentos incorporados ao parque produtivo cresceram em ritmo superior à demanda. Por outro lado, poucos foram os casos de aumento significativo: Couros e calçados, Borracha e plástico, Minerais não metálicos e Móveis e indústrias diversas e, sobretudo, Veículos automotores, caso em que o grau de utilização subiu de 85,7% para 89,6% entre maio de 2007 e maio de 2008. Ou seja, se há um “excesso de demanda” que está tornando excessivamente alto o grau de utilização na indústria brasileira, este é o caso de veículos automotores, o que por si só não justificaria elevações pronunciadas da taxa de juros básica, mas, se tanto, um maior controle do crédito, que é a variável que mais alimenta a demanda do setor.

Leia aqui o texto completo desta Análise

  

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