CPFL: Empresa ensina gestão e zera inadimplência de hospitais filantrópicos

Empresa de distribuição de energia cria programa para revitalização de hospitais filantrópicos e diminui inadimplência desse setor de 12% para 3% em três anos.

CPFL em Campinas

Um projeto, criado pela distribuidora de energia CPFL, no interior de São Paulo, conseguiu elevar o desempenho administrativo de 101 hospitais filantrópicos em 83 municípios da área de atuação da companhia e diminuir significativamente a inadimplência desses hospitais.

Alinhado com a missão da empresa de prover soluções energéticas sustentáveis, com excelência e competitividade, atuando de forma integrada à comunidade, o projeto tem o objetivo de profissionalizar a gestão desses hospitais, permitindo que seus recursos financeiros sejam melhores investidos no atendimento aos pacientes.

Com parceira do Centro de Estudos da Santa Casa de São Paulo (Cealag), da Federação dos Hospitais Filantrópicos de São Paulo (Fehosp), da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo e Compromisso pela Qualidade Hospitalar (CQH), o programa já permitiu a capacitação de mais de 30 mil profissionais direta e indiretamente.

Santa Casa de Miséricórdia beneficiada pelo projeto

O programa nesse formato de apoio à gestão é pioneiro no Brasil e aplica os fundamentos e critérios de excelência sistematizados e difundidos pela Fundação Nacional da Qualidade (MEG-FNQ), entre eles: Estratégias e Planos, Gestão de Pessoas, Relação com a Sociedade e Gestão por Processos e Resultados. Cada hospital participante recebe o programa com duração de 2 anos e uma consultoria da Cealag.

“Desde 2005, quando iniciamos o projeto, alcançamos ganhos significativos em tempo de espera dos pacientes desses hospitais e uma grande economia no valor de compra de materiais de uso diário, como a gaze e outros curativos, por exemplo, por realizar compras conjuntas com outras entidades do mesmo setor”, afirma Carlo Linkevieius, Gerente de Sustentabilidade da companhia energética.

Em quase dez anos, a companhia investiu cerca de R$ 13 milhões para capacitar 5 mil profissionais de 100 hospitais localizados no interior de São Paulo, cujo fornecimento de energia é realizado pela CPFL.

Os 60 primeiros hospitais que passaram pelo programa de capacitação, que dura dois anos, tiveram uma redução de 13% na taxa de mortalidade dos pacientes e no tempo de internação. Houve também uma queda de 21% no índice de infecção hospitalar e de 40% no tempo de espera no pronto-socorro.

Projetos dessa categoria, não beneficiam somente a comunidade atendida pelos hospitais, eles geram retorno para os profissionais dos hospitais que recebem uma capacitação, para a empresa que, com uma gestão mais profissionalizada dos hospitais e menor inadimplência, tem mais recursos para investir em novas tecnologias, melhoria dos serviços prestados e eficiência operacional. É um projeto ganha-ganha, onde a sustentabilidade é usada como alavanca de valor para a empresa.