Artigo: Trabalhando em prol do Desenvolvimento Sustentável

Os artigos assinados não necessariamente expressam a visão das entidades da indústria (Fiesp/Ciesp/Sesi/Senai). As opiniões expressas no texto são de inteira responsabilidade do autor

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Por Tânia Cosentino*

Eficiência energética e baixa emissão de carbono. Estão aí duas questões urgentes que precisam ser endereçadas tanto pelo poder público quanto pela iniciativa privada. Sustentabilidade, mais do que nunca, deve fazer parte da estratégia de negócios. E nós, da Schneider Electric, temos orgulho de ajudar nossos clientes a repensar e reinventar seus processos, num movimento que impacta a sociedade e assegura o futuro das próximas gerações.

Ao longo de toda nossa trajetória – em 2017, completamos 70 anos no Brasil -, desenvolvemos produtos e serviços que, em suma, possibilitam às companhias produzir mais com menos. É desse modo que nossos parceiros reforçam sua atuação sustentável e fortalecem seus negócios. E nossa plataforma EcoStruxure simboliza bem tal propósito. Essa tecnologia promove automação e conectividade entre as máquinas e os dispositivos móveis, possibilitando o acesso remoto, otimizando o desempenho e melhorando a eficiência da operação, a gestão de processos e a agilidade na tomada de decisões. Só no Brasil, nossas soluções permitiram que, em 2016, nossos clientes economizassem 3TWh de energia, o equivalente a 11 dias de geração de energia da Itaipu Binacional (fonte: Itaipu Binacional) ou então ao abastecimento mensal de energia da região Norte do país (fonte: EPE).

Impactos ambiental e social sempre estiveram na agenda da Schneider Electric. Outra prova disso é que, desde 2002, trabalhamos mundialmente com o Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) e, sem sobressaltos ou solavancos, incorporamos suas iniciativas em nossos negócios, envolvendo, inclusive, nossa cadeia de suprimentos. Não foi diferente quando a entidade lançou, em 2015, os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e suas 169 metas a serem alcançadas até 2030.

Fizemos, assim, uma avaliação profunda de nossas ações e nossos projetos, relacionando-os com os tais objetivos. Concluímos que impactamos diretamente 12 dos 17 ODS estabelecidos: erradicação da pobreza (ODS 1); educação de qualidade (ODS 4); igualdade de gênero (ODS 5); água potável e saneamento (ODS 6); energia limpa e acessível (ODS 7); emprego digno e crescimento econômico (ODS 8); indústria, inovação e infraestrutura (ODS 9); cidades e comunidades sustentáveis (ODS 11); consumo e produção responsáveis (ODS 12); combate às alterações climáticas (ODS 13); paz, justiça e instituições eficazes (ODS 16); e, por fim, parcerias e meios de implementação (ODS 17).

Na América do Sul, endereçamos fortemente o ODS 5 e, claro, o ODS 7, que, afinal, é nosso core business. Mas, desta vez, aproveito a oportunidade para falar de forma mais profunda sobre o ODS 17. São as parcerias firmadas com instituições sérias que nos garantem dar passos cada vez mais largos e transversais em direção ao cumprimento das metas traçadas.

Trabalhamos junto a ONGs como World Wide Fund for Nature (WWF) e Instituto Socioambiental (ISA), experientes em ações e relacionamento com comunidades isoladas que possuem baixo ou nenhum acesso à energia renovável. Nesses casos, geramos eletricidade em espaços de convivência (escolas e unidades de saúde) e aqueles destinados a atividades produtivas – pimenta, mel, castanha –, e ainda promovemos treinamentos para que os próprios moradores possam cuidar da manutenção elétrica. Agora com energia a um custo justo, essas pessoas podem, finalmente, melhorar seus processos produtivos (refrigeração, por exemplo), com impacto direto na geração de renda.

As mulheres ganham atenção especial. Junto ao ISA e ao Instituto Consulado da Mulher, valorizamos o empreendedorismo feminino, oferecendo treinamento e apoio às trabalhadoras envolvidas com a cadeia de produção de pimenta. E mais: em parceria com o ISA, levamos soluções e treinamentos para cerca de 30 aldeias do Parque Indígena do Xingu.

Ainda dentro do programa de acesso à energia, pudemos, em conjunto com a Fundação Amazônia Sustentável (FAS), eletrificar comunidades remotas da região, como Tumbira e Rio Negro. Além disso, lado a lado com a FAS e a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), apoiamos a iniciativa Star Energy, incentivando a pesquisa científica sobre sistemas de energia sustentáveis, renováveis, replicáveis e autônomos para a Amazônia.

Também atuamos em parceria com organizações educacionais em diferentes localidades do Brasil e até de outros países, como Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Centro Universitário de Lins (Unilins) e Instituto Dom Bosco. Doamos soluções de iluminação e eletrificação solar, além de material didático, para que tais entidades possam estruturar e ofertar treinamentos de elétrica básica e energia fotovoltaica. O objetivo é beneficiar pessoas de baixa renda, ajudando-as a entrar no mercado de trabalho ou a avançar no empreendedorismo e, portanto, a sair da condição de vulnerabilidade social a que estão submetidas. Na América do Sul, em cinco anos, foram treinadas 30 mil pessoas, incluindo mulheres, elevando a renda média da comunidade piloto em 52%.

Há outros tantos parceiros fundamentais quando o objetivo é trabalhar em prol do desenvolvimento social e econômico: a ONU e seu Pacto Global, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a Câmara Americana de Comércio (Amcham), a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds – cujo principal intuito é influenciar políticas públicas nas esferas municipal, estadual e federal), a Plataforma Liderança Sustentável (organizada pelo consultor Ricardo Voltolini), etc.

As associações criam guias de boas práticas, fomentando e orientando ações por parte da iniciativa privada. Por meio da ONU Mulheres, por exemplo, nós firmamos compromisso com o HeForShe e com o Women Empowerment Principles (WEP) – iniciativas que visam, em linhas gerais, à eliminação das disparidades entre homens e mulheres na sociedade e ao empoderamento feminino no ambiente corporativo.

Estamos atravessando um momento bastante difícil em nosso país e no mundo. Precisamos mudar e com urgência. O planeta nem a sociedade podem esperar. E o setor privado pode e deve ajudar! Para tanto, os ODS são cruciais, porque norteiam as ações empresariais. Faço o que acredito e fico feliz de trabalhar numa empresa que me dá espaço para executar esses projetos e de ter um time apaixonado que também abraça causas tão importantes. Sou uma ativista pela inovação para a sustentabilidade. Essa é minha contribuição como executiva e como indivíduo.

*Tania Cosentino é presidente da Schneider Electric para América do Sul, foi reconhecida pela ONU como um dos 10 Pioneiros nos ODS – indivíduos de todo o mundo que estão de fato defendendo a sustentabilidade em suas companhias e mobilizando toda a comunidade de negócios para o cumprimento dos tais objetivos.