INICIATIVAS SUSTENTÁVEIS: TELEFÔNICA VIVO – EDUCAÇÃO DISRUPTIVA

Indústria de telecomunicações aposta em educação disruptiva, personalizada e em linha com os avanços tecnológicos para elevar o nível educacional do País

Por Karen Pegorari Silveira

O setor educacional é um dos que mais receberam aporte de Investimento Social Privado. Dados da pesquisa BISC 2016, que tem como objetivo fazer o acompanhamento anual dos investimentos sociais privados no Brasil, revelam que a educação recebeu mais de 800 milhões no ano de 2015, período base da pesquisa. Esta informação vai ao encontro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, especificamente a meta 4, que promove o aumento do acesso à Educação de Qualidade.

A Fundação Telefônica Vivo também apostou seus investimentos na educação, especialmente em modelos inovadores, com o objetivo de incentivar o uso de tecnologias digitais de aprendizagem através do programa Inova Escola. A Fundação acompanha seis escolas públicas no país, que integram o restrito grupo de 4% das unidades escolares com conexão do país – EMEF Desembargador Amorim Lima (SP), Presidente Campos Salles (SP), EM André Urani (RJ), EMEF Zeferino Lopes (RS), EM Manoel Domingos (PE) e a EMEF Maria Luiza Fornasier Franzin (SP).

Desde 2012, o Inova Escola visa impulsionar processos educacionais diferenciados nas escolas do campo, disponibilizando infraestrutura tecnológica, formação docente, metodologias inovadoras de ensino e aprendizagem, além de conteúdo diversificado sobre e para a educação do campo. O programa conta com duas grandes frentes de atuação: a oferta de cursos para os professores do campo na plataforma Escolas Conectadas; e a implementação de escolas laboratório para a experimentação de tecnologias digitais, que utilizam novas tecnologias em diferentes formatos e contextos educacionais. Entre os diferenciais do projeto, destacam-se a formação de professores “sob medida” e co-criada de acordo com as necessidades do contexto de cada escola com o objetivo de inovar práticas pedagógicas antenadas com o século XXI, com uso de tecnologias e plataformas de aprendizagem; encontros bimestrais de integração entre docentes dessas escolas para troca de experiências; e avaliação externa em parceria com a UNESCO. O projeto proporciona ainda upgrade na infraestrutura tecnológica das escolas acompanhada de formação para professores para uso qualificado; escolas com práticas mais inovadoras, com trabalho colaborativo; novo papel do professor; trabalho por projetos; menos aulas expositivas; avaliação formativa, entre outros; sistematização das experiências dessas escolas para inspirar outras escolas e redes de ensino a inovarem; desenvolvimento de competências do século XXI em estudantes e professores como, por exemplo, comunicação, colaboração e criatividade; além das competências básicas de língua portuguesa e matemática.

A Fundação tem, ainda, a publicação Inova Escola com práticas inovadoras de educação, voltado para professores, educadores e gestores escolares. O material, que conta com o apoio do Instituto Natura, e parceria com o LABi (Laboratório de Inovação Educacional), apresenta uma coletânea de casos bem-sucedidos de inovação educacional, além de orientações e evidências de transformações em mais de 30 escolas nacionais e internacionais, incluindo as que integram o projeto Inova Escola. A publicação traz seis conceitos principais, identificados após a análise dos casos pesquisados: Personalização – o cada estudante é único e merece a chance de traçar o próprio caminho de aprendizagem; Projeto de vida – o estudante deve ter espaço e apoio para dedicar-se aos seus interesses e objetivos de vida; Papel do professor – o professor é uma das inúmeras fontes de conhecimento dos alunos e seu papel precisa ser repensado; Recursos tecnológicos – a tecnologia já é parte da realidade dos alunos e nosso papel é trazê-la como aliada e ferramenta para a aprendizagem; Espaços diferenciados – a sala de aula não precisa estar organizada ao redor do professor, mas ser repensada de forma a facilitar a aprendizagem; Gestão inovadora – os profissionais da escola não são os únicos responsáveis pela aprendizagem dos jovens.

Outro projeto da empresa, é a Escola Digital, uma plataforma gratuita voltada para alunos, educadores e redes de ensino, acessada por redes estaduais, municipais, escolas públicas e privadas de todas as regiões do Brasil desde 2013. Iniciativa do Instituto Inspirare, Instituto Natura e Fundação Telefônica Vivo, é um projeto que coloca a tecnologia como aliada do aprendizado e da igualdade de oportunidades na educação.  São 18 mil conteúdos pedagógicos digitais, com indicações de vídeos, games, animações, videoaulas, infográficos e mapas categorizados por disciplina, série, tema, tipo de mídia e idioma. Na plataforma, as disciplinas da educação básica são passadas por meio de vídeos, infográficos, mapas, jogos, simuladores e e-books, separados por série escolar, tema, idioma e nível de acessibilidade para pessoas com deficiência. A Fundação Telefônica Vivo também tem parceria com secretarias estaduais e municipais de educação, para que a rede pública customize a plataforma e a iniciativa funcione como apoio das práticas pedagógicas. Hoje, o Escola Digital já foi customizado por 31 Secretarias de Educação, entre elas os Estados de Acre, Alagoas, Amazonas, Espírito Santo, Pará, Paraíba Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

O Profuturo Aula Digital, lançado em abril deste ano em parceria com a prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed) da cidade é uma iniciativa global da Fundação Telefônica, que visa melhorar as oportunidades das crianças na África, Ásia e América Latina, incorporando a inovação nas escolas por meio da tecnologia e de novas metodologias de ensino e aprendizagem. Desenvolvido no Brasil exclusivamente pela Fundação Telefônica Vivo, o projeto é baseado em quatro pilares: Formação de professores, Conteúdos Pedagógicos Digitais, Equipamento Tecnológico e Acompanhamento na escola. O ProFuturo Aula Digital visa formar e acompanhar 700 educadores da rede municipal de ensino, desenvolver conteúdos educativos digitais e oferece às unidades de ensino dispositivos tecnológicos, com o objetivo de facilitar o acesso de crianças de entornos vulneráveis à tecnologia e à uma educação mais inovadora. A ação é pioneira no Brasil, mas já acontece em outros países. Mais de 30 mil alunos, do 1° ao 3° ano do Ensino Fundamental, de 140 escolas municipais de Manaus, serão beneficiados com o Profuturo Aula Digital. Há também o Escolas Conectadas, um programa de formação online que oferece cursos certificados a educadores de todo o país. Desenvolvido pela Fundação Telefônica Vivo, a plataforma oferece cursos gratuitos com conteúdo e metodologias inovadoras, além de cultura digital, praticas pedagógicas diferenciadas e o auxílio da tecnologia nas atividades em sala de aula. O projeto contempla cursos com carga horária variáveis (de 5h a 40h), formações mediadas por especialistas, flexibilidade para o educador escolhe o melhor dia e horário para estudar e certificação – a partir de 30 horas cursadas, o professor recebe certificação da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul – UERGS. Em 2016, foram certificados cerca de 7.913 mil educadores, impactando indiretamente a mais de 174 mil estudantes da rede pública de escolas do Brasil. Exemplos de cursos oferecidos: “Educação para Todos: promovendo uma educação antirracista”, “Resolução de problemas para além das aulas de matemática”; “Escola para todos: inclusão de pessoas com deficiência”, “Escola na nuvem: ferramentas gratuitas de produção online”.

De acordo com Americo Mattar, diretor presidente da Fundação Telefônica Vivo, “O objetivo da Fundação Telefônica Vivo ao desenvolver os projetos é romper as barreiras do ensino tradicional e permitir uma educação mais disruptiva, personalizada e em linha com os avanços tecnológicos para elevar o nível educacional do País. Por isso, desenvolvemos projetos com foco nos professores e alunos, presenciais e a distância, para o público do campo e da cidade, além de diferentes vídeos e publicações gratuitas que mostram o que temos aprendido com essas experiências e podem ser replicadas em escolas com diferentes perfis”, afirma.

Sobre a Telefônica Vivo

Um dos maiores grupos de comunicação, informação e entretenimento do mundo, presente em 21 países com mais de 125 mil colaboradores. No Brasil suas atividades começaram em 1998, e hoje oferece serviços como banda larga fixa e móvel, voz, ultra banda larga, TV e TI.