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INICIATIVAS SUSTENTÁVEIS: FIBRIA – COMPARTILHANDO VALOR COM A SOCIEDADE


Indústria de celulose apostou no desenvolvimento das comunidades e do meio ambiente para gerar valor e tornar-se mais rentável

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Por Karen Pegorari Silveira

publicado em 06 de março de 2018

Segundo os renomados professores da Universidade de Harvard (EUA) e estudiosos sobre a relação entre economia e impacto social, Michael Porter e Mark Kramer, o princípio do valor compartilhado envolve a geração de valor econômico de forma a criar também valor para a sociedade. Para eles, valor compartilhado não é responsabilidade social, filantropia ou mesmo sustentabilidade, mas uma nova forma de obter sucesso econômico.

Alinhadas com este pensamento, diversas empresas líderes globais estão começando a reconhecer a ligação entre o seu sucesso financeiro e a prosperidade da sociedade, assim como a indústria Fibria, produtora de celulose de eucalipto, que vem desenvolvendo programas e iniciativas para criar valor em conjunto com a sociedade.

Em 2009, o furto de madeira representou para a Fibria a perda de 650.000 metros cúbicos de eucalipto (cerca de R$ 50 milhões), e criou tensões com as comunidades vizinhas. Isso acontecia por causa da falta de alternativas econômicas. Para solucionar o problema e auxiliar as comunidades do entorno foi criado o Programa de Desenvolvimento Rural Territorial (PDRT).

A pedido dos moradores da comunidade Espora Gato, na Bahia, uma das beneficiadas atualmente pelo PDRT, a empresa auxiliou a implantação da agricultura para substituir o trabalho com carvão.

Atualmente o PDRT inclui aproximadamente 5.000 famílias. Hoje, a média de renda mensal dessas famílias é de R$ 4.700. A atuação do Programa é diferente para as comunidades do entorno de cada uma das três fábricas da Fibria, localizadas em Jacareí (SP), Aracruz (ES) e Três Lagoas (MS). “Não temos uma receita de bolo, não levamos nada pronto. As realidades e as necessidades dessas populações são diferentes. São eles que nos ajudam a co-criar, a encontrar as melhores alternativas”, diz Malu Pinto e Paiva, diretora de Sustentabilidade, Comunicação e Relações Corporativas da Fibria.

Assim como para a comunidade, os resultados para a Fibria são claros. Em 2016, o PDRT estava presente em mais de 50 comunidades e o furto de madeira havia caído 90% em comparação com os níveis de 2009. “Vimos uma oportunidade de reestruturar o relacionamento entre a empresa e a comunidade. Conversamos, cedemos de lado a lado e construímos uma solução conjunta”, diz Marcelo Castelli, presidente da Fibria.

Outro programa da companhia que faz parte de suas iniciativas de valor compartilhado é o Poupança Florestal, que auxilia agricultores a cultivar eucalipto em suas propriedades como uma forma de diversificação de cultura e renda. Um dos moradores locais, Florisberto José dos Santos, de Itaúnas, no município de Conceição da Barra (ES), declara “Graças ao eucalipto, hoje tenho uma casa e aumentei a minha propriedade”.

O Programa Poupança Florestal atua na conservação e recuperação ambiental. A Fibria exige que os fomentados estejam em conformidade com o Código Florestal Brasileiro em toda a extensão da propriedade. Além disso, fornecem assistência com relação a técnicas de manejo sustentável da terra.

O Poupança Florestal começou com o objetivo de atender 5% das necessidades de madeira da fábrica de Aracruz, mas sua contribuição cresceu para uma média de 20% desse abastecimento. Atualmente, 2.000 famílias participam do Programa. Em 2016, a Fibria economizou mais de R$ 100 milhões ao integrar os agricultores em sua cadeia de abastecimento. “Os agricultores locais fazem parte da nossa cadeia de suprimentos. Não conseguimos prosperar sem eles”, diz Carlos Alberto Nassur, gerente geral Florestal de Aracruz.

“Estamos muito orgulhosos do que conquistamos com as nossas iniciativas de valor compartilhado”, ressalta Castelli. “Conseguimos promover a melhoria na vida de centenas de famílias e também para o meio ambiente e, com isso, tornamos a nossa companhia mais rentável. E sei que este é apenas o começo. Há muito ainda o que ser feito”, completa.

Sobre a Fibria

Líder mundial na produção de celulose de eucalipto, com capacidade produtiva de 7,25 milhões de toneladas de celulose por ano, a companhia conta com unidades industriais localizadas em Aracruz (ES), Jacareí (SP) e Três Lagoas (MS), além de Eunápolis (BA), onde mantém a Veracel em joint-operation com a Stora Enso. A companhia possui 1,056 milhão de hectares de florestas, sendo 633 mil hectares de florestas plantadas, 364 mil hectares de áreas de preservação e de conservação ambiental e 59 mil hectares destinados a outros usos.