Iniciativas Sustentáveis: Dow – Parceiros da Diversidade

Indústria química apostou em parceria para fomentar a diversidade racial na empresa e a inclusão de mais pessoas negras no mercado de trabalho

Por Karen Pegorari Silveira

Embora os negros representem mais da metade da população brasileira e ocupem vagas de início de carreira como aprendizes (57,5%) e trainees (58,2%), nos cargos de gerência e quadro executivo eles ainda são minoria, 6,3% na gerência e 4,7% no executivo, de acordo com pesquisa realizada pelo Instituo Ethos em 2016. As mulheres negras têm ainda menos representatividade no mercado de trabalho, apenas 1,6% na gerência e 0,4% no quadro executivo.

Para fomentar uma mudança neste cenário, empresas estão mobilizando uma aliança, desde agosto deste ano, para acelerar a inclusão de profissionais negros no mercado. A Aliança Toda Cor nasceu de uma parceria entre a Dow, Boticário, Bradesco, KPMG, Microsoft e Unilever.

Alinhadas com a meta 10 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que recomenda reduzir as desigualdades, as empresas foram escolhidas por serem parceiras e clientes da Dow, e por representarem uma diversidade de segmentos de mercados. Segundo eles, a ideia é influenciar diferentes indústrias, parceiros e clientes na discussão do tema da questão racial.

Inicialmente o objetivo das empresas com este projeto é compartilhar experiências sobre como estão trabalhando em ações que ajudem a promover a efetiva inclusão e desenvolvimento de negros. Como benefícios as empresas esperam o engajamento de funcionários na causa da diversidade racial, a criação de parcerias externas com associações, instituições e universidades, além do fomento e aumento da inclusão do negro no mercado de trabalho em diferentes indústrias.

Para o presidente da Dow na América Latina, Fabian Gil, “a sociedade deve estar refletida nas empresas – não apenas por uma questão de vantagem competitiva, mas principalmente por uma questão moral. A diversidade é uma questão que transcende raça, credo, gênero ou orientação sexual, é uma questão de liberdade de opinião e de pensamento”, declara.

Ainda segundo ele, a grande chave da inovação está na diversidade e na inclusão. “No passado, inovação era um negócio de pesquisa e desenvolvimento. Não é mais. Ela começa com pessoas. Para ter gente inovadora, em todos os sentidos, temos de criar uma cultura de diversidade e inclusão. Por isso, queremos que toda a sociedade brasileira esteja representada em nossos espaços”, conta Fabian.

A Dow mantém ainda, globalmente, redes de colaboradores formadas por funcionários voluntários que se reúnem para discutir temas relacionados à diversidade e à promoção da cidadania e dos direitos humanos. São elas:

WIN (Women Innovation Network): criada globalmente há mais de 25 anos, e no Brasil desde 2000, para estimular uma cultura organizacional que promove a igualdade de gêneros no ambiente de trabalho e valoriza a contribuição das mulheres, para que elas possam exercer todas suas potencialidades.

GLAD: rede LGBT que comemora, em 2017, cinco anos de atuação no Brasil. O GLAD tem como objetivo promover um ambiente de trabalho inclusivo para todos os funcionários, independentemente de sua orientação sexual, identidade de gênero ou expressão de gênero.

DEN (Disability Employee Network): grupo que lidera esforços para quebrar os estereótipos e paradigmas sobre pessoas com deficiência, facilitando e promovendo uma rápida integração dos portadores de deficiência no ambiente de trabalho.

African American Network (AAN): é focado na inclusão de profissionais afrodescendentes no mercado de trabalho, contribuindo com a educação e qualificação do público-alvo, promovendo assim a equiparação de oportunidades e presença de etnias diversas em todos os ambientes.

Sobre a Dow

Hoje, a população de negros na companhia é de 22%, incluindo a sede Rochaverá, em São Paulo, e as fábricas – enquanto o número de negros nas empresas, em geral é de 3%, segundo dados do mercado.