PIB do setor de construção caiu 5,3% no primeiro semestre do ano, mostra estudo da Fiesp

Para a entidade o cenário é preocupante e deve piorar até o final do ano

De acordo com o estudo, os setores que mais contribuíram para esta retração foram indústria de máquinas e equipamentos, indústria de materiais e construtoras, com queda 19,2%, 9,6% e 6,3%, respectivamente. Além disso, temos o setor de autoconstrução com retração de 4,3%, e comércio de materiais, com queda de 4,7%.O PIB (Produto Interno Bruto) da cadeia da construção registrou queda de 5,3% no primeiro semestre deste ano se comparado ao mesmo período de 2014, segundo levantamento feito pelo Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O estudo mostra estimativas do investimento em obras, do PIB e do emprego na cadeia produtiva no primeiro semestre de 2015.

A cadeia produtiva da construção civil ocupava 13,2% de toda a força de trabalho do país no primeiro semestre de 2015, tendo adicionado valor (o PIB do setor) de R$ 234,3 bilhões à economia. Deste total, 64,7% estão associados às atividades da construção civil, 10,6% à indústria de materiais e equipamentos para construção, 9,2% são referentes às atividades de comercialização e materiais e 15,5% são destinados aos serviços.

O levantamento mostra que os investimentos em obras no primeiro semestre de 2015 registraram queda de R$ 17 bilhões se comparado ao mesmo período de 2014. “Esse valor é muito para o setor. Nós estamos saindo de uma participação do PIB nacional de 10,9% para 9,9%, ou seja, estamos caindo quase um ponto percentual”, disse Auricchio.

Segundo o diretor, esta queda representa a perda de 4,8% das pessoas ocupadas na cadeia produtiva da construção. Isso equivale ao fechamento de 614 mil postos de trabalho em todo os elos da cadeia. “Os setores que mais contribuíram foram autoconstrução, com 355 mil vagas, e construtoras com 244 mil vagas fechadas.”

Para Auricchio, o cenário é preocupante, e a expectativa até o final do ano é de piora. “Com a paralisia do governo em definir políticas públicas para o setor e a taxa de juros aumentando, eu não tenho dúvida que vai aumentar o nível de desemprego. Em 2012/2013 nós encerramos um ciclo de investimento em obra muito importante, por meio do Minha Casa Minha Vida e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que deu um avanço no setor. De lá pra cá, vem perdendo energia. O governo já teve dois anos para reorientar e lançar os novos programas, como a fase dois do Programa de Investimento em Logística (PIL2) e o Minha Casa Minha Vida 3. O que o setor mais precisa é de segurança para a retomada dos investimentos”, concluiu.

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