Fiesp: É fundamental combater as principais causas da desindustrialização e reindustrializar o Brasil urgentemente

Segundo diretor titular do Decomtec, José Ricardo Roriz Coelho, o País precisa de uma política industrial robusta em um horizonte de médio e longo prazo


Com o objetivo de discutir políticas para reindustrializar o Brasil e dinamizar a economia, o Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), promove o Seminário Reindustrialização do Brasil: chave para um projeto nacional de desenvolvimento, no dia 26 de agosto. O evento terá quatro painéis e contará com a presença de 32 renomados especialistas.

Um dos painéis discutirá os “Instrumentos de política industrial e tecnológica para incentivar a reindustrialização do Brasil”. Durante o painel serão tratadas de questões como: é viável a política de Conteúdo Local (CL) para desenvolver fornecedores nacionais competitivos internacionalmente? É possível expandir a política de compras governamentais brasileira para todas as compras públicas? As margens de preferências estão adequadas? O uso da regulação setorial pode ser um instrumento de política industrial mais bem aproveitado no Brasil? Existem setores que são dinamizadores/vetores, como o setor de petróleo e gás, químico e infraestrutura, entre outros. É viável incentivar os setores dinamizadores? A desoneração dos insumos básicos industriais aumentaria a competitividade das principais cadeias produtivas? Como aumentar os investimentos em P&D e inovação no Brasil?

Segundo diretor titular do Decomtec, José Ricardo Roriz Coelho, o contexto econômico não tem sido favorável aos investimentos em tecnologia, por isso, o Brasil precisa ser mais agressivo nas políticas de P&D e inovação a exemplo do que fazem os países desenvolvidos.

O terceiro painel acontecerá das 14h às 16h30. Confira programação abaixo.
 

CREDENCIAMENTO
Os jornalistas interessados em realizar a cobertura do evento deverão solicitar credenciamento, até dia (22/8), às 17h, pelos e-mails: patrícia.ribeiro@fiesp.org.br e amanda.santos@fiesp.org.br




PROGRAMAÇÃO
8h30 – 9h: Credenciamento
9h – 9h30: Abertura
• Paulo Skaf, Presidente FIESP/CIESP
• Guido Mantega, Ministro da Fazenda – a confirmar
9h30 – 10h15: 1º Painel - A Reindustrialização no Contexto de um Projeto Nacional de Desenvolvimento
• José Ricardo Roriz Coelho (Diretor Titular do Decomtec/FIESP)
• Ricardo Bielschowsky (UFRJ)
10h15 – 12h30: 2º Painel - Entraves estruturais e macroeconômicos à competitividade da economia brasileira: impactos na indústria
• Qual política macroeconômica seria viável para favorecer o crescimento e o papel protagonista da indústria no desenvolvimento brasileiro?
• Dado que há consenso quanto à sobrevalorização cambial, como desvalorizar a taxa de câmbio? Haveria um nível de taxa de câmbio de equilíbrio/competitiva?
• Em 2012, a indústria de transformação brasileira representou 13,3% do PIB, mas contribuiu com cerca 1/3 de toda a arrecadação de tributos do país. Desse modo, como reduzir a carga tributária na indústria de transformação?
• O Brasil possui uma das maiores taxas de juros reais do mundo, especialmente se consideradas as taxas para capital de giro. Diante disso, como reduzir a taxa de juros SELIC e os spreads bancários a fim de reduzir os custos dos empréstimos, especialmente de capital de giro?
Moderador:
Luiz Carlos Bresser-Pereira (FGV)
Expositores/debatedores:
Bernard Appy (LCA)
Edmar Bacha (IEPE/CDG)
Luiz Gonzaga Belluzzo (UNICAMP)
Sérgio Nobre (CUT)
Yoshiaki Nakano (FGV-SP)
Comentaristas:
Julio Sergio Gomes de Almeida (UNICAMP)
Paulo Francini (Diretor Titular do Depecon/FIESP)
José Ricardo Roriz Coelho (Diretor Titular do Decomtec/FIESP)
14h – 16h30: 3º Painel - Instrumentos de política industrial e tecnológica para incentivar a reindustrialização do Brasil
• É viável a política de Conteúdo Local (CL) para desenvolver fornecedores nacionais competitivos internacionalmente? É viável expandir a política de Compras Governamentais brasileira para todas as compras públicas? As margens de preferências estão adequadas? O uso da regulação setorial pode ser um instrumento de política industrial mais bem aproveitado no Brasil?
• Existem setores que são dinamizadores/vetores, como o setor de petróleo e gás, químico e infraestrutura, entre outros. É viável incentivar os setores dinamizadores? Como?
• O regime automotivo é a melhor alternativa à competitividade do setor? Políticas como o regime automotivo se encaixam em outros setores/cadeias? Quais?
• A desoneração dos insumos básicos industriais aumentaria a competitividade das principais cadeias produtivas? Essa desoneração é vital? É possível estimular a agregação de valor por meio da tributação?
• As práticas de concorrência estão aquém do necessário? Os oligopólios estão prejudicando a competitividade da indústria brasileira? Em que setores ou segmentos os oligopólios mais se destacam?
• É viável integrar o Brasil nas cadeias produtivas globais? Como? É possível utilizar as tarifas aduaneiras para incentivar a reindustrialização? Qual a estratégia para realizar acordos comerciais?
• No Brasil, os gastos empresariais em P&D representaram 0,55% do PIB em 2010, enquanto nos países desenvolvidos, eles representaram cerca de 2% do PIB. Além disso, a taxa de inovação no Brasil é baixa quando comparada com a dos países desenvolvidos. Como aumentar os investimentos em P&D e inovação no Brasil?
• Em muitas cadeias produtivas, a produção industrial se realiza por meio da simples montagem, pois perdemos ou nunca tivemos os elos-chaves dessas cadeias. É vital (re)industrializar os elos-chaves dessas cadeias? Como?
Moderador:
Mauro Borges Lemos (ABDI)
Expositores/debatedores:
Alexandre Comin (MDIC)
Antonio Fernandes dos Santos Neto (CSB)
Carlos Américo Pacheco (ITA)
José Roberto Mendonça de Barros (MB Associados)
Mansueto de Almeida (IPEA)
Mariano Laplane (CGEE)
Mario Bernardini (ABIMAQ)
Paulo Pereira da Silva (Força Sindical)
Comentaristas:
David Kupfer (UFRJ)
Roberto Giannetti da Fonseca (Diretor Titular do Derex/FIESP)
José Ricardo Roriz Coelho (Diretor Titular do Decomtec/FIESP)
16h30 – 16h45: Break
16h45 – 18h30: 4º Painel - Investimento Privado, Público e Mercado de Capitais no Brasil
• O câmbio atual e o elevado Custo Brasil (alta carga tributária, juros elevados, infraestrutura deficiente, entre outros) são obstáculos ao investimento produtivo?
• O Brasil possui uma baixa taxa de investimento privado e público se comparado aos países que apresentaram taxas de crescimento do PIB elevadas nas últimas décadas, especialmente China, Índia e Coréia do Sul, entre outros. Como destravar os investimentos no Brasil, sobretudo os investimentos públicos?
• O mercado de capitais e o de crédito privado para investimento são fontes importantes para o financiamento produtivo em vários países, enquanto no Brasil eles desempenham um papel secundário. Como desenvolver o mercado de capitais e o de crédito privado no Brasil?
• Além dessas fontes e do BNDES, quais alternativas de funding são viáveis?
• É possível aprimorar os financiamentos do BNDES, especialmente aqueles destinados às empresas de menor porte? É viável exigir contrapartidas em empréstimos volumosos? Como?
• É viável utilizar o Compulsório Bancário como forma de alavancar os investimentos na indústria? Como?
Moderador:
José Ricardo Roriz Coelho (Diretor Titular do Decomtec/FIESP)
Expositores/debatedores:
Antonio Corrêa de Lacerda (PUC-SP)
Carlos Antonio Rocca (IBMEC)
Carlos Umberto Martins (CTB)
Claudio Frischtak (Inter.B Consultoria)
Ernani Torres Filho (UFRJ)
Ubiraci Dantas de Oliveira (CGTB)
Comentaristas:
Fernando Sarti (UNICAMP)
João Carlos Ferraz (BNDES)


SERVIÇO:
Seminário Reindustrialização do Brasil: chave para um projeto nacional de desenvolvimento
Data: 26 de agosto
Horário: 8h30 às 18h30
Local: Edifício-sede da Fiesp, em São Paulo - Av. Paulista, 1313






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