Experiência britânica em gestão de água e resíduos sólidos é apresentada em seminário internacional

Saídas encontradas nos Jogos Olímpicos, em Londres, podem ajudar Brasil nos grandes eventos de 2014 e 2016


O Brasil pode aprender com a experiência de outros países por ter dois grandes desafios à frente: a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, exigindo estratégia de baixo carbono e resíduo zero; e o fato de sediar grandes eventos esportivos, como os Jogos Olímpicos (2016) e a Copa Mundial (2014). Os desafios a serem enfrentados são proporcionais às oportunidades que surgem.

Por isso, no dia 30, a Fiesp traz convidados internacionais a fim de compartilhar a experiência britânica em gestão de água, resíduos sólidos e tecnologias ambientais sustentáveis. O Reino Unido tornou-se o quarto maior investidor estrangeiro no Brasil, em 2011, e também detém conhecimento quanto à geração de energia a partir de resíduos. Muitas de suas ações se realizam por meio de parcerias público-privadas. Dinâmico, o evento terá painéis com dez minutos de duração cada.

O ponto principal a ser debatido, no encontro, passa pela solução londrina para o abastecimento e a destinação de resíduos durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, em 2012.

Destaque para o Parque Olímpico de Londres e a remediação sustentável de terrenos com Jan Hellings (presidente e ex-coordenador de projetos da Olympic Delivery Authority/ODA), que garantiu a execução das obras no prazo, incluindo a gestão de águas subterrâneas, processos de tratamento e recuperação de materiais após os eventos. E, ainda, a solução para as margens fluviais das Olimpíadas de Londres, com Mike Vaughan (engenheiro-chefe de água e meio ambiente na Atkins), que trabalhou para incorporar a rede fluvial ao Parque. Ele é especialista em recuperação de rios e prevenção de enchentes.

Na abertura, a contribuição de John Doddrell, cônsul-geral britânico em São Paulo e diretor do UKTI Brasil, organização governamental que apoia o desenvolvimento internacional das empresas britânicas, e Richard Benyon, ministro de Estado para o Meio Ambiente, Água e Assuntos Rurais.

O evento foi dividido em dois momentos, o primeiro dedicado à gestão de água e o segundo aos resíduos sólidos. Da Universidade de Manchester vem o exemplo de soluções em materiais para o fornecimento de água potável. Empresas britânicas apresentarão cases apontando as dificuldades enfrentadas e as soluções possíveis, como a Modern Water Monitoring, líder mundial em tecnologia para monitoramento de toxicidade, alerta precoce de eventos tóxicos e proteção contra poluição ambiental.

Também participam a CDEnviro (fornecedora de provedores de águas residuais do Reino Unido), Syrinix (detecção automatizada e contínua de perda de água) e Arup (gerenciamento de risco de estratégia e programas de resíduos).

No segundo painel, como é possível reduzir o impacto e trabalhar o potencial econômico dos resíduos (WRAP) e as soluções estéticas de alto valor e performance em contêineres de resíduos (Taylor). Outras discussões passam por legislação (EcoDepo), soluções para resíduos de alimentos, incluindo compostagem e geração de energia (Tidy Planet) e o tratamento de resíduos como energia (GreenMech).

 

SERVIÇO:
Seminário Internacional sobre a experiência britânica em gestão de água e resíduos sólidos
Dia: 30 de setembro (segunda-feira), das 14h às 18h, 15º andar
Local: Av. Paulista, 1313
Saiba mais: http://www.fiesp.com.br/agenda/gestao-de-agua-e-residuos/

 

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