APL São José do Rio Preto (jóias)


O intenso trabalho promovido no Arranjo Produtivo Local (APL) de São José do Rio Preto, em seus primeiros meses, levou as empresas participantes do programa a um aumento de 42,5% no nível de produtividade.

Já a oferta de emprego cresceu 25% nesse período. Polo pioneiro do programa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em parceria com o Sebrae e o Bradesco, São José do Rio Preto está agora numa etapa mais avançada, em que o foco é a implantação de estratégias para garantir o seu desenvolvimento a longo prazo.

Veja como o trabalho começou:

Resumo da implantação do projeto: 

  • Transformar o pólo de São José do Rio Preto em referência no mercado mundial de jóias foi o desafio que motivou a Fiesp, a Confederação Nacional da Indústria, o Sebrae e a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo a desenvolverem um projeto piloto de competitividade nesse pólo industrial. Os resultados foram tão positivos que, alguns meses depois, a Fiesp e outros parceiros passaram a atuar em outras regiões por meio do Programa de Arranjos Produtivos Locais (APLs).
  • Não foi por acaso que São José do Rio Preto foi o local escolhido para o projeto piloto. Lá, diferentemente do que vem acontecendo com a economia do País de um modo geral, entre 1997 e 2001, o número de estabelecimentos e empregos aumentou em 49% e 32%, respectivamente. A predominância de empresas de pequeno porte, a existência de diferentes agentes da cadeia produtiva e o fato de o setor ter sido eleito como prioritário no âmbito do Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade foram outros fatores relevantes para a escolha.
  • Mas, embora o pólo apresentasse um bom potencial de crescimento, alguns aspectos dificultavam o desenvolvimento das empresas locais, como, por exemplo, o aproveitamento parcial das oportunidades, dos recursos do design, de controles de qualidade, de gestões financeiras e de planejamento.
  • Na lista de prioridades, estabelecida em janeiro de 2003, quando o projeto teve início, foram definidas as diretrizes capazes de dar força à marca local, conferindo a ela maior visibilidade e reputação. As 15 empresas participantes seguiram um plano de ação que envolvia design, capital humano, gestão e processos, inovação tecnológica e incremento das áreas de mercado. Também contavam com assessoria individual e atividades coletivas, o que possibilitou a capacitação de 280 pessoas, entre funcionários e empresários.
  • Sete meses depois da implementação do projeto, o saldo dos participantes era o aumento do número de clientes, a atuação em novos canais e regiões, o atendimento a compradores mais sofisticados e produtos adequados aos canais atendidos. Além disso, os empresários conseguiram diferenciar suas coleções, passaram a realizar vendas conjuntas e a participar de importantes feiras do setor.
  • De acordo com o levantamento feito pelos técnicos do projeto, o faturamento dessas empresas aumentou em 24%, enquanto  a eficiência cresceu 28,7% e a produtividade 42,2%. Resultados que justificam a pesquisa de opinião realizada junto aos participantes no fim do programa: 100% deles disseram que o recomendariam para outros empresários, enquanto 92% afirmaram que continuariam no projeto.
  • Em maio deste ano, teve início a segunda fase do trabalho, com a adesão de mais dez empresas, além das 15 iniciais. Neste momento, ampliar o programa, promover a participação nos mercados externos e criar condições para o crescimento autossustentado da competividade são os principais objetivos.
  • Atualmente, estão sendo realizados diagnósticos de gestão empresarial e pesquisas de mercado consumidor de joias e de canais de distribuição. Dessa forma, serão dadas as diretrizes estratégicas de atuação das empresas participantes do Projeto.

Opinião dos empresários

“Conseguimos adequar a nossa linha de produção e mostrar aos funcionários quanto isso é importante. Antes, os outros empresários nos viam como concorrentes. Agora, eles percebem a necessidade de uma parceria.” José Pinto, da Jomar e presidente Ajoresp


“Antes do APL, eu me via como um simples prestador de serviços, vendendo só a mão de obra. Agora, sinto a produção com um caráter mais industrial, voltado para a comercialização. Também passei a me preocupar com o design. A partir da assessoria que tivemos e dos cursos, conseguimos detectar falhas na área de produção e nos custos e implantamos sistemas que ainda não tínhamos, como um banco de dados.” Rivair Vieira Neto, da Vitharis