APL Limeira (jóias folheadas )

Resultados chamam a atenção de outras empresas
É do pólo de Limeira, a 154 km da capital paulista, que sai a maior parte das joias folheadas produzidas no Brasil. A cidade responde por 60% de toda a produção nacional no segmento e exporta suas mercadorias para países da América Latina, América do Norte, África e Europa. São anéis, brincos, pingentes, pulseiras e colares que fazem do setor um dos mais fortes da cidade, responsável pela geração de aproximadamente 20 mil empregos.

Um diferencial do pólo é que ele abriga todas as etapas da cadeia produtiva de folheados. Das 500 empresas ali instaladas, 300 são produtoras de peças brutas (base do folheado) e 200 fazem o tratamento de superfície (banho de ouro, prata, ródio), sendo a maioria delas de pequeno porte.

Mas, embora tenham alcançado uma posição importante no cenário nacional, os fabricantes locais têm potencial para se desenvolver ainda mais. A constatação veio de um estudo realizado pela Fiesp e motivou a inclusão de Limeira no projeto de Arranjos Produtivos Locais (APL´s). Assim, em agosto de 2003, teve início um plano de ação imediata, denominado PAI. Nessa fase, os empresários da cidade tiveram acesso a ferramentas de aperfeiçoamento em vendas, gestão de produção e finanças, tudo por meio dos treinamentos, cursos e consultorias, que colaboraram para o aumento da produtividade do setor.

Além disso, os participantes do APL de Limeira receberam consultoria em controle de processos industriais, capacitação produtiva, custos industriais. Também são ministradas palestras sobre exportação, carga tributária, contratação de terceiros, técnicas de participação em feiras, galvanoplastia e qualidade.

Quando surgiram os resultados positivos dos cursos e treinamentos oferecidos às 16 empresas do programa, alguns produtores não associados manifestaram interesse em participar das turmas – o que mostra o efeito multiplicador que o APL é capaz de gerar no pólo.

As empresas encerraram a primeira fase do projeto, ao final de 2004, com um ganho de produtividade de 2%, descontados os efeitos da inflação.