APL Ibitinga (artigos de cama, mesa, banho e enxovais)



Ao longo da primeira fase do projeto, os empresários do Arranjo obtiveram uma série de conquistas, sendo a principal o resgate da marca do produto do pólo: os Bordados de Ibitinga.

Graças ao retorno à produção de bordados, com maior valor percebido pelo consumidor, houve um ganho de produtividade de 30,6%, medido em Valor Adicionado por Pessoal Ocupado. Isso foi responsável pelo aumento da relação ROL/CI de 25,3%, significando que, com o mesmo consumo de material devido ao uso de bordados, consegue-se vender um produto com valor 25% maior.

Além disso, foi a primeira vez que o setor teve contato com profissionais da área de criação de moda, inclusive com participantes da SP Fashion Week, que puderam expor o processo de planejamento de coleções.

Breve resumo da implantação do projeto:

  • O resgate da marca. Por algum tempo, a marca “Bordados de Ibitinga” deixou de representar os artigos de cama, mesa, banho e enxovais para bebês fabricados na cidade. Embora vendessem para todo o Brasil, os produtores locais não haviam registrado a marca em cartório e ela acabou sendo usada por um empresário de outra cidade, que se aproveitou da tradição em peças bordadas que aquele nome carregava para finalmente registrá-lo.
  • Quando o programa de Arranjos Produtivos Locais da Fiesp instalou-se no pólo, técnicos e consultores alertaram as empresas para a necessidade de agregar a seus produtos a forte marca que elas próprias construíram. Por meio da representação do Sindicato das Indústrias e Comércio do Bordado de Ibitinga, no fim de 2003 os produtores conseguiram resgatar na justiça a patente Bordados de Ibitinga.
  • A recuperação da marca era apenas um dos desafios a ser enfrentado para o desenvolvimento do Arranjo. Também era necessário aplicar melhores e mais eficazes ferramentas de gestão, focar num nicho de mercado específico e definir metas de produção. Foi o que detectou um estudo de campo feito pelos técnicos da Fiesp antes do lançamento oficial do programa.
  • Das 586 empresas do pólo, 19 integram o APL. Como o programa tem efeito multiplicador, a idéia  é que os avanços obtidos pelas participantes sejam disseminados entre as demais indústrias do pólo.
  • As integrantes do Arranjo recebem treinamentos e assessorias, atividades que fazem parte do plano de ação estratégico traçado. Consultores do Senai e do Sebrae aproveitam o bom nível educacional dos profissionais da região para melhorar a gestão da produtividade e aumentá-la em 15% nas empresas.
  • O resultado dessas ações veio rápido e os empresários já comemoram o aumento da demanda de seus produtos. Desde que o projeto começou, eles resgataram clientes que estavam inativos, melhoraram a qualidade de suas mercadorias, conquistando, assim, um público mais exigente (das classes C, B e A) e intensificaram a participação nas feiras nacionais e internacionais do setor.

OPINIÃO DOS EMPRESÁRIOS

“Na prática, a mudança na organização de fábrica foi a principal melhoria. Sem o auxílio da Fiesp nós não teríamos conseguido adotar um selo de qualidade.”
Aquiles Sina (Sina Enxovais)

“A Fiesp trouxe uma inter-relação entre as empresas. A pesquisa de mercado é o melhor serviço que ela nos presta. Através dos cursos oferecidos, vimos que é melhor produzir em menor quantidade mas com melhor qualidade. Assim, podemos agregar mais valor ao produto e conquistar um mercado menos concorrido e que tem maior poder aquisitivo” Osvaldo de Moraes  (Juma Confecções)