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Déficit da balança comercial em janeiro aponta para a necessidade de medidas urgentes
"O governo não pode mais ficar parado. Nossa capacidade de gerar empregos está em risco", afirmou Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp
Diante do resultado da balança comercial de janeiro de 2012, divulgado nesta quarta-feira (1º), a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp) cobram das autoridades a adoção imediata de medidas que garantam igualdade de condições competitivas para o produto nacional. O déficit de 1,3 bilhão de dólares é o pior para um mês de janeiro desde 1973, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Esses números comprovam o descaso do governo brasileiro com o setor produtivo do país. Estamos diante de uma situação muito grave, que pode comprometer nossa capacidade de gerar riquezas e empregos. O governo não pode ficar parado e se limitar apenas ao discurso. Há meses estamos alertando para o problema da avalanche de importados, que afeta severamente a nossa indústria. O Brasil não pode mais esperar, é preciso que as autoridades adotem imediatamente medidas eficazes que garantam a igualdade de condições para a produção nacional, declarou Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.
Entre as providências apontadas pelas entidades da indústria, estão o fim da chamada Guerra dos Portos, que dá incentivos fiscais a produtos importados, a redução do custo da energia elétrica, a diminuição dos juros, a formação de uma equipe que seja capaz de atender às necessidades brasileiras de defesa comercial e um maior equilíbrio cambial.
Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo
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