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Redução de emissões
São Paulo - 05/12/2011


Norma Técnica sobre Mercado Voluntário de Carbono é lançada na Fiesp

A NBR regula as "regras do jogo". Na opinião de especialistas, sustentabilidade deve fazer parte da diretriz de empresas

O mercado voluntário de créditos de carbono passa a contar com uma regra própria, a ABNT NBR 15948:2011, lançada no último dia 1º, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas, em encontro realizado na Fiesp.

Para o coordenador da Comissão de Estudo Especial de Mercado Voluntário de Carbono da ABNT, Marco Antonio Fujihara, “mercado bom é mercado regulado, que estabelece as regras do jogo. Este é um primeiro passo que permitirá que o Brasil ingresse em um novo patamar de redução de emissões, de modo que as empresas não apenas forneçam créditos, mas também possam comprá-los".

O especialista explicou que foram constituídos três grupos na elaboração da norma: um conceitual, o segundo sobre o mercado financeiro e o terceiro dedicado a aspectos legais. Um quarto grupo está se formando somente para tratar de florestas.

“O mercado de carbono está em gestação, mas é importante ter normas que reflitam a realidade local, que auxiliem na governança interna”, refletiu Guilherme Fagundes, gerente de Produtos Ambientais da BM&F Bovespa. Em sua opinião, a sustentabilidade deve fazer parte da diretriz da empresa que será demandante dos créditos.

A posição teve a concordância de Carlos Santos Amorim, diretor de Relações Externas da ABNT: “Tem peso no mercado externo a preocupação com a sustentabilidade. Queremos levar esta norma no âmbito da ISO, auxiliando na construção de políticas públicas”.

Para Manoel Francisco Pires da Costa, conselheiro do Instituto Roberto Simonsen e ex-presidente da BM&F, a norma não só beneficia o meio ambiente como cria um mercado primário, um instrumento financeiro para equilíbrio maior na preservação do meio ambiente.

A norma especifica princípios, requisitos e orientações para comercialização de Reduções Verificadas de Emissões (RVE) no País. O objetivo da NBR é ser uma ferramenta que facilite o acesso das organizações a este mercado e que seja um instrumento financeiro.

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp