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São Paulo - 20/10/2011


Micro e Pequenas concentram 45,4% dos empregos formais do país

Em 2010, o Brasil tinha 3,35 milhões de micro e pequenas empresas


Paulo Francini, diretor do Depecon da Fiesp
Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp, fez uma análise sobre as micro e pequenas empresas do país que mostra que elas concentram metade dos empregos formais, ou seja, 45,4%.

"As micro e pequenas são um grande celeiro e poderiam ter um papel muito mais relevante no cenário nacional, pois representam apenas 11% do valor adicionado."

Os dados foram apresentados durante a palestra “Cenário Econômico e os Impactos nas Micro e Pequenas Indústrias”, ministrada pelo economista, no VI Congresso da Micro e Pequena Indústria, promovido pela Fiesp na terça-feira (18), na sede da entidade.

Em 2010, o Brasil empregava 44,1 milhões de pessoas, das quais 20,1 milhões estavam nas micro e pequenas. No estado de São Paulo, 5,9 milhões dos 12,8 empregados pertenciam ao setor.

As empresas com até 99 funcionários representam 98,5% das nacionais. No estado de São Paulo, o percentual atinge 98,3%. Em 2010, o Brasil tinha 3,4 milhões de estabelecimentos empresariais e 3,35 milhões de micro e pequeno portes.

A representatividade das micro e pequenas para indústria da transformação é expressivo: 96,3% das empresas possuem até 99 empregados. Elas estão situadas nos seguintes segmentos:
 
  • Vestuários e acessórios (17,2%);
  • Alimentos (13,1%);
  • Outros (11,5%);
  • Produtos de metal (10,7%);
  • Minerais não metálicos (7,6%);
  • Móveis (5,5%);
  • Produtos de madeira (5,0%);
  • Borracha e material (4,3%);
  • Gráficas (4,2%);
  • Couro e calçados (4,2%);
  • Máquinas e equipamentos (4,0%);
  • Têxtil (3,2%);
  • Produtos diversos (3,0%);
  • Produtos químicos.

    Para Paulo Fracini, a conjuntura econômica nacional é favorável porque o Brasil possui um elevado nível de reservas internacionais. A taxa de desemprego está em 6% e o crescimento do país este ano poderá atingir 3,3%. "O Brasil possui bons fundamentos econômicos para amenizar os efeitos da crise sobre o mercado interno".


  • Rosângela Bezerra, Agência Indusnet Fiesp

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