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Publicação sobre África reforça potencial mercado de energia da região
Estudo, desenvolvido em parceria com Eletrobras e Banco Africano de desenvolvimento, mapeia a matriz energética de 27 países
No último dia do 12º Encontro Internacional de Energia, a Fiesp lança um estudo sobre os caminhos disponíveis para aumentar o acesso à energia no continente africano.
De acordo com Pedro Jatobá, gerente de prospecção de novos negócios no exterior da Eletrobras, a publicação Mercados Energéticos na África, produzida pela Fiesp em parceria com o Banco Africano de Desenvolvimento e a Eletrobras, reforça, com informações mais aprofundadas do que as oferecidas pelos governos locais da região, a grande oportunidade mercadológica que é o continente.
A África tem alguma coisa a nos ensinar. Se no Brasil somos tão bons para integrar sistemas, não somos muito bons em integrar sistemas de energia regionalmente. Nesse aspecto a África está na nossa frente, disse Jatobá.
A grande extensão territorial do continente africano tem sido uma oportunidade para interconexões elétricas na região. O setor energético do continente opera com cinco modelos de interconexão para distribuição:
Sistema Elétrico Central (CAPP);
Sistema Elétrico do Nordeste da África (EAPP);
Sistema Elétrico do Sul da África (SAPP);
Sistema Elétrico do Norte da África (Comelec).
São grandes oportunidades de interconexões de caráter regional, integrando países com objetivos semelhantes, como desenvolvimento econômico e aumento do acesso a energia, completou Jatobá. Ele ressaltou que o sistema Norte da África (Comelec) já está integrado com a Europa, e essa pode ser uma região certamente atrativa no curto prazo.
Mais do que informações
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Sebastian Veit, economista do Banco Africano de Desenvolvimento
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O economista sênior Sebastian Veit, do Banco Africano de Desenvolvimento afirmou que a publicação oferece mais do que simplesmente informações, mas também um contexto sobre o setor energético do continente africano que vai além dos dados gerais disponíveis.
Além de traçar um panorama sobre as características das matrizes energéticas do continente e dos 27 países analisados, o livro aborda a questão da pobreza, da produção energias renováveis e biocombustíveis e as possibilidades de integração elétrica.
Constituído por 54 países, o continente africano abriga 900 milhões de habitantes e gera um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 1,6 trilhão. E apenas 25% da população tem acesso à energia elétrica. Procuramos atingir esse desenvolvimento social e econômico que vocês atingiram aqui no Brasil e esperamos levar os brasileiros para a África conosco, afirmou Veit.
Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp
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