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Brasil registrou crescimento na produção de matrizes energéticas renováveis
Segundo especialista, Pais contará com aumento de 35 megawalts de energia hidroelétricas nos próximos dez anos
Novas tecnologias e investimentos na criação de fontes de energias renováveis foram um dos temas do painel Matriz Energética Nacional e Competitividade nesta segunda-feira (15), durante 12ª Encontro Internacional de Energia da Fiesp, realizado no Centro de Convenções do Hotel Unique, em São Paulo.
Alberto Melo, diretor do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), afirmou que 47% das matrizes energéticas brasileiras, em 2009, foram provenientes de fontes renováveis. Número recorde se comparado à média mundial, de 13%. No mesmo período, o setor elétrico disponibilizou 90% de energia renovável.
Melo prevê um aumento no consumo de energia até 2019, proveniente do crescimento da renda per capita e da população, demanda que será atendida graças ao grande potencial de matrizes energéticas no País, com crescimento estimado de 5% ao ano, até 2019. O Brasil o não pode parar por falta de energia. Temos que aproveitar essa facilidade que natureza concedeu ao País, declarou.
Além disso, de acordo com o especialista, o Brasil contará com o aumento de 35 megawalts de energia hidroelétricas nos próximos dez anos.
Para Melo, a proposta do governo da construção de usinas hidroelétricas sustentáveis será um grande desafio para o País. ressaltando que essa fonte de energia contribui significativamente para redução de gases poluentes. Como exemplo, o especialista citou a usina de Itaipu, que em 2009 produziu 90 milhões de MWH, o equivalente a 526 barris de petróleo/dia. Até 2015, as usinas de Belo Monte e Santo Antônio devem atingir 10% da capacidade instalada.
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Viviane Bernardes Coelho, do Centro
de Pesquisa da Petrobras
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Contudo, para que essa energia seja utilizada, o especialista acredita que o governo precisa investir em linhas de transmissão para os grandes centros. Não podemos escolher onde estão as fontes de energia eólica e hidroelétricas, mas temos que disponibilizar esse recurso para os grandes centros consumidores, analisou.
Viviane Bernardes Coelho, representante do Centro de Pesquisa da Petrobrás, destacou os investimentos da estatal em novas fontes de energia, estimados em US$ 1,6 bilhões, dos quais 14% são dedicados à produção de fontes renováveis, o maior investimento no setor de energia limpa em todo o mundo.
Segundo Coelho, Brasil ocupa um papel de destaque no ranking de matrizes energéticas mundiais, sendo o segundo maior consumidor de energia de biomassa, com destaque para o etano. Além disso, a palestrante lembrou que o desenvolvimento tecnológico, atrelado ao valor mais acessível desta nova tecnologia contribuiu para o crescimento da demanda de fontes renováveis. Nos últimos anos houve um decréscimo do custo tecnológico de energia solar e eólica, alertou.
Flavia Dias, Agência Indusnet Fiesp
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