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Encontro de Energia
São Paulo - 15/08/2011


Até 2020 Brasil deve expandir a produção de energia eólica em 62 mil MW

Cerca de 240 parques devem participar dos leilões agendados para esta semana


Amilcar Gonçalves Guerreiro, diretor da EPE

O diretor da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Amilcar Gonçalves Guerreiro, afirmou nesta segunda-feira (15) que o Brasil experimenta o mesmo potencial para a geração de energia eólica visto há 60 anos para as hidrelétricas, embora falte um planejamento de como aproveitar a fonte.

Guerreiro reiteirou que a expansão planejada da EPE é de 62 mil MW em energia eólica para 2020, o equivalente a 6.200 MW por ano. Neste período, as centrais eólicas devem registrar um crescimento de 7,8%.

"Sou testemunha do esforço que a indústria tem feito nessa área de energia eólica", afirmou o diretor durante o 12° Encontro Internacional de Energia da Fiesp. Até 2013, a EPE projeta uma expansão de 2.603 MW em 2013 na geração de energia eólica.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estima investimentos de R$ 15 bilhões em financiamentos diretos para o setor elétrico até o fim deste ano. Nestes valores estão incluídos entre 50 a 60 projetos, dos quais 15 são de geração de energia eólica.

Eólica no leilão

Nos dias 17 e 18 de agosto o Governo Federal vai realizar os leilões de Energia A-3 e de Reserva de 2011, para atender o mercado consumidor a partir de 2014. São 321 empreedimentos habilidados para participar da concorrência, o equivalente a 14.083 MW.

O setor de enegia eólica participa do leilão com a maior quantidade de projetos e de oferta habilitados, com 240 parques geradores e uma capacidade total de 6.052 MW. Projetos de termelétricas movidas à biomassa (em geral cana-de-açúcar), térmicas a gás natural e pequenas centrais hidrelétricas, e a ampliação da usina hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira, também vão concorrer no leilão.

A competitividade dos projetos de eólicas ante os outros empreendimentos preocupa, no entanto, o presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica, Ricardo Maya Simões. "Estou muito receoso para competir nesse leilão com biomassa, hidrelétricas... Estamos muito receosos com os patamares de preços", afirmou Simões sugerindo a consolidação de leilões excluisvos de no mínimo 2 GW de energia eólica por ano, "para que tenhamos condição de competir".

Ele acrescentou que a cadeia produtiva instalada do estado do Ceará até o Rio Grande do Sul envolvendo geradores, componentes elétricos e torres de energia significa "emprego qualificado".

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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