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Energia
São Paulo - 25/07/2011


Usinas nucleares respondem por 16% de toda energia produzida no mundo

Os rumos da energia nuclear será um dos temas de Encontro da Fiesp, que acontece dias 15 e 16 agosto

Após as explosões na usina atômica de Fukushima, no Japão, provocadas por um terremoto de magnitude 8,9 em março, os rumos da energia nuclear têm causado temores entre as autoridades no mundo. A exemplo da presidente Dilma Rousseff, que logo após a tragédia afirmou estar “preocupada” com programas de energia nuclear no Brasil.

O tema estará presente nas mesas de discussões do 12º Encontro Internacional de Energia, promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Os presidentes da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), Fernando Padilha, e da Associação Brasileira para Desenvolvimento das Atividades Nucleares (ABDAN), Antonio Müller, participarão do painel Os Novos Rumos da Energia Nuclear Angelo, que acontece no dia 16 de agosto

Energia Nuclear no Mundo

Em 2008, as usinas nucleares respondiam por 16% de toda a energia produzida no mundo, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). A região que mais consome esse tipo de energia é a Europa Ocidental, onde ao menos 30% da energia elétrica é gerada por centrais nucleares. O Japão está entre os responsáveis por 60% da produção mundial de energia nuclear, com 30% de energia gerada  pelos reatores nucleares.

Até 2030, o governo brasileiro pretende construir mais quatro usinas nucleares, produzindo um total de 4 mil Megawatts. Atualmente o País conta com as usinas Angra 1 e 2 que, juntas, produzem um total de 2 mil MW. Recentemente, as obras de Angra 3, após 24 anos de estagnação, foram retomadas.

Fórum de Debates

O 12º Encontro Internacional de Energia da Fiesp, nos dias 15 e 16 de agosto, discutirá os principais entraves e soluções na questão energética no País em todas as suas fontes: hidroelétricas, eólicas, energias limpas, petróleo e gás natural. Autoridades do setor, como Mauricio Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE), estarão presentes.

Pela primeria vez, o seminário discutirá os mercados energéticos da África, contando com a presença do economista sênior e especialista em Clima Sebastian Veit, do Banco Africano de Desenvolvimento, além de Sinval Zaidan Gama, superintendente de operações no exterior da Eletrobras. Na ocasião, o Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp lançará o  livro Mercados Energéticos da África.

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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