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Novas exigências competitivas influenciam as práticas de logística
Apesar de complexas, a montagem de estruturas intermodais é arma competitiva para o Brasil, concluem especialistas

Agenor Junqueira Leite, diretor de Transporte Marítimo da Transpetro |
Durante o encerramento do 6º Encontro de Logística e Transportes da Fiesp, nesta quarta-feira (15), o consenso entre os especialistas do setor é de que o Brasil precisa tratar com vigor a questão dos modais de transporte.
O País atingiu 7,5% de crescimento e ocupa atualmente a posição de 7ª economia mundial, mas ainda há muito a ser feito em relação à distribuição e armazenamento da produção nacional.
A competitividade do setor produtivo brasileiro requer incentivos para crescer em um mundo multipolarizado, no qual as nações emergentes são o motor da economia. Neste sentido, a opinião de Agenor Junqueira Leite, diretor de Transporte Marítimo da Transpetro, é incisiva: Nenhum país é soberano sem marinha mercante forte. Dos 80% do comércio mundial praticado por navios, o Brasil detém 4%.
Leite apresentou números de investimentos e ações da companhia, preocupada em tornar as fronteiras menos distantes por meio da cabotagem, além da expansão e modernização da frota. O objetivo é fazer com que produtos cheguem ao mercado com preços mais competitivos.
Modal ferroriário
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Carlos Cavalcanti, diretor-titular do Deinfra/Fiesp
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Compartilhando a opinião, Paulo Fleury, presidente do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS), analisou que a montagem de uma estrutura logística no Brasil, embora seja complexa, é uma arma competitiva agregadora de valor. Hoje os clientes não querem estoque, mas esperam disponibilidade dos itens, analisa.
Fleury defende a expansão do modal ferroviário no País, mas o elevado custo de investimento, somado aos altos juros praticados dificulta muito esta medida. Ele aponta como entrave a grande oferta de trabalho autônomo no modal rodoviário, duas vezes maior que o praticado nos Estados Unidos que, inversamente, possui o dobro de malha ferroviária.
Se a matriz brasileira fosse proporcionalmente igual à dos norte-americanos, mantendo os custos brasileiros, a economia seria de R$ 58 bilhões, além de reduzir emissões de gases de efeito estufa em 35%, enfatizou Fleury.
Carlos Cavalcanti, diretor-titular do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp, ao encerrar os trabalhos do último painel, anunciou o 7º Encontro de Logística e Transportes, que será realizado em junho de 2012, novamente no Hotel Unique, em São Paulo. E finalizou o evento com a seguinte mensagem: As discussões promovidas durante o evento não valerão nada se não transformarmos os planos em ação efetiva.
Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp
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