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Transporte rodoviário responde por 60% da distribuição de carga nacional
Especialistas discutiram, nesta terça-feira (14), alternativas para ampliar a malha rodoviária durante o 6º Econtro de Logisitica e Transportes da Fiesp
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José Henrique Coelho de Sá, do DNIT: até 2014 devem ser investidos R$ 24 bi no reparo de 55 mil km de estradas
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Investimentos na recuperação, operação e manutenção da malha ferroviária foram os temas do painel Infraestrutra do Setor Rodoviário de Carga, nesta terça-feira (14), durante o 6º Econtro de Logisitica e Transportes da Fiesp, realizado no Centro de Convenções do Hotel Unique, em São Paulo.
José Henrique Coelho de Sá, diretor-executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), destacou os investimentos na malha rodoviária promovidos pelo Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), que oferece cerca de R$ 2 bilhões por mês em recursos para ampliação e melhoria da malha rodoviária. Segundo o especialista, até 2014 devem ser investidos R$ 24 bilhões no reparo de 55 mil quilômetros de estradas. Sem recursos você não consegue fazer nada em infraestrutura, argumentou.
Segundo o diretor do DNIT, o transporte rodoviário é responsável por 60% da distribuição de carga do Brasil. Uma alternativa, apontada pelo especialista, é o investimento na ampliação de outras matrizes de transporte, como o setor ferroviário e hidroviário. Hoje nós estamos voltados para o transporte modal, que possibilita uma distribuição de carga mais barata, segura e eficaz, analisou Coelho de Sá.
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Silvio Ciampaglia: "SP precisa de recursos para ampliar e cuidar da manutenção da malha rodoviária existente"
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Silvio Ciampaglia, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Pesada de São Paulo, afirmou que a falta de investimento na malha ferroviária brasileira contribuiu com alguma parcela para perda de produção, custos operacionais dos veículos e o risco de acidentes.
Ciampaglia apresentou um estudo que aponta economia de 5% no consumo de combustivel, quando as estradas têm boa pavimentação. São Paulo possui as melhores estradas do Brasil, mas precisa de recursos para ampliar e cuidar da manutenção da malha rodoviária existente, explicou.
Opinião compartilhada por João Batista Dominici, vice-presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Transporte e Movimentação de Cargas Pesadas e Excepcionais, que cobrou investimentos para o transporte de carga de projeto, primordial para excecução de obras importantes como a construção de estádios para Copa do Mundo de 2014.
Conforme Dominici, as transportadoras gastam, em média, R$ 80 mil reais no transporte de carga, com até 300 toneladas, de São Paulo para o Porto de Santos. O Brasil condena o parque industrial pesado com a produção máxima de 300 toneladas de carga líquida para o transporte rodoviário, alertou o palestrante.
Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp
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