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Logística e Transporte
São Paulo - 14/06/2011


Governo e empresários concordam com a urgência nas mudanças na infraestrutura do País

Brasil precisará enfrentar desafios para assegurar seu papel importante no campo enérgético e de segurança alimentar


Paulo Skaf, presidente da Fiesp: "Não podemos perder nossa competitividade"
Discutir as questões de infraestrutura do País é crucial no momento atual, afirmou Paulo Skaf, presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, durante a abertura do 6º Encontro de Logística e Transporte.
 
"O Brasil tem PIB de 4 trilhões de reais. Vamos crescer. Não podemos perder nossa competitividade" diz o lider empresarial.

Durante o evento, houve consenso entre empresários e representantes dos governos federal, estadual e municipal quanto à urgência de corrigir a rota da infraestrutua e da logística em função das demandas que o país terá pela frente.

Carlos Cavalcanti, diretor-titular do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp, apontou dois grandes desafios. Um dele é o de vencer largas distâncias em função das plataformas petrolíferas em alto-mar. Isso vai requerer robotização em prol da segurança e logística para o transporte de pessoas para plataformas que se encontrarão a mais de 300 quilômetros da costa, distância não coberta por helicópteros.

A outra equação a ser resolvida diz respeito à produção de alimentos no mundo, que crescerá 70% até 2050. O Brasil aumentará sua produção em 40% até 2019, segundo informou Cavalcanti. Ele citou estudos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentaçao (FAO) para justificar a posição privilegiada do Brasil como o país de maior relevância no atendimento à demanda futura de alimentos, no mundo.

Ajustes


Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo: "Diálogo com as outras esferas e a indústria é um bom caminho"

“A infraestrutura será básica para manter a competitividade do País”, disse Cavalcanti ao fazer o diagnóstico da falta de capilaridade e integração entre os modais e o colapso de portos e aeroportos. Mas cumprimentou o governo federal pelo novo modelo de gestão dos aeroportos. “O Brasil tem a quinta maior malha rodoviária do mundo, mas somente 15% encontra-se pavimentada e 58% em estado deplorável”, avaliou.

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, reconheceu a vulnerabilidade do setor público, mas enfatizou que o diálogo com as outras esferas e a indústria é um bom caminho para correção dessa rota.

Para Marcelo Perrupato, secretário de Política Nacional de Transportes, é catastrófica e humilhante essa situação para a nação brasileira. Ele enfatizou que o governo Lula promoveu estabilidade e um cenário macroeconômico favorável que deve se desdobrar em planejamento de médio e longo prazos com o esforço conjunto do setor privado.

Portos

O secretário-xecutivo do Ministério dos Portos, Mário Lima Junior, exemplificou que a demanda dos portos sofre reflexos do cenário global: “Na costa brasileira chegam navios prioritariamente da Ásia, mas, nos próximos três anos, haverá a quebra deste paradigma devido às mudanças no Canal do Panamá, que encurtará distâncias e solicitará mais dos portos do Norte e do Nordeste”, avaliou.

O representante do governo também citou as novas rotas via Canal de Suez e a futura demanda por frutas tropicais para o mercado asiático.

Solange Borges, Agência Indusnet Fiesp

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