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Logística e Transporte
São Paulo - 14/06/2011


Cultura de múltiplos aeroportos pode ser solução para caos aéreo

Professor do ITA sugere que Brasil siga modelo de países de primeiro mundo e distribua o fluxo de passageiros em diferentes cidades do estado


Anderson Correia, do ITA: “Os aeroportos
de SP não foram planejados para crescer”

Uma das soluções levantadas para a questão aeroviária brasileira, durante o 6º Encontro de Logistica e Transportes da Fiesp, foi o aumento do número de aeroportos no interior do estado São Paulo.

Anderson Correia, coordenador do Curso de Engenharia Aeronáutica do ITA, usou como exemplo a quantidade de aeroportos de algumas metrópoles como Londres, Tóquio, Boston e Paris. “Estas cidades têm múltiplos aeroportos, mas cada um atende um mercado específico”, apontou Correia.

Para o professor, a ampliação dos aeroportos de São Paulo não é viável e nem a solução. “O projeto da terceira pista de Guarulhos já existe há 30 anos, mas nesta região existem aproximadamente cinco mil famílias. E mesmo que não houvesse esse impasse, a terceira pista não resolveria o problema”, argumentou.

Problema semelhante acontece no entorno do Aeroporto de Congonhas, o que limita a ampliação da pista e faixa de escape. “Os aeroportos de São Paulo não foram planejados para crescer”, observou Correia.

Os aeroportos no interior paulista também não possuem capacidade para se tornarem mega aeroportos, na visão do especialista. Nem mesmo o de Viracopos, em Campinas. Com base em um estudo feito pelo ITA, foram analisadas doze possibilidades em outras cidades de São Paulo, como Franco da Rocha, Atibaia e Caieras, além da região de Suzano, com potencial para abrigar um aeroporto internacional.

Algumas das soluções sugeridas são: ampliação de Viracopos, novo aeroporto em São Paulo e investimento em transporte rodoviário para os aeroportos no interior do estado.



Priscila Della Bella, Agência Indusnet Fiesp

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