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Economia
São Paulo - 13/06/2011


Indústria brasileira está em processo de reinvenção, avalia Octavio Barros

Em reunião do Conselho Superior de Economia da Fiesp, economista também falou sobre governo Dilma, inflação e China


Octavio de Barros, economista-chefe do Banco Bradesco e membro do Cosec/Fiesp, durante reunião do Conselho

Octavio de Barros, economista-chefe do Banco Bradesco, segundo maior banco privado do Brasil, afirmou que o setor industrial vive um momento difícil e de reinvenção.

O economista, que é membro do Conselho Superior de Economia (Cosec) da Fiesp, apresentou sua análise nesta segunda-feira (13), durante reunião do Cosec, ressaltando que a indústria brasileira enfrenta um período delicado, com investimentos menos sensíveis no curto prazo do que no passado. 

Barros, porém, se diz otimista com o os primeiros sinais do "potencial governo reformista” da presidente Dilma Rousseff, citando o recente anúncio da concessão de três aeroportos à iniciativa privada. Para o economista, a gestão atual  está mais focada nos interesses do setor produtivo e é muito diferente da do governo precedente.

Inflação

O relatório Focus, divulgado pelo Banco Central na manhã desta segunda-feira, apontou que o mercado projeta uma inflação de 6,19% neste ano, contra estimativa anterior de 6,22%. O prognóstico ainda está acima do centro da meta de inflação, a 4,50%.

A principal fonte da pressão inflacionária, na opinião de Octavio Barros, é o ciclo de investimentos em curso. O economista argumenta que qualquer governo vai optar por conter os gastos de outras fontes a refrear investimentos no Brasil, que já alcançou grau de investimento classificado como BBB-. “Você vai falar para um governante reduzir depois de 20 anos sem investimentos? A opção preferencial neste momento é segurar os gastos das famílias.”

China

Durante sua apresentação, Barros avaliou a China como um forte exportador de capitais e pontuou que o país asiático considera o Brasil como fornecedor fixo de commodities. “O Brasil tornou-se confiável para a China, que precisa de segurança alimentar e segurança energética.”

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp