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Indústria brasileira está em processo de reinvenção, avalia Octavio Barros
Em reunião do Conselho Superior de Economia da Fiesp, economista também falou sobre governo Dilma, inflação e China
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Octavio de Barros, economista-chefe do Banco Bradesco e membro do Cosec/Fiesp, durante reunião do Conselho
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Octavio de Barros, economista-chefe do Banco Bradesco, segundo maior banco privado do Brasil, afirmou que o setor industrial vive um momento difícil e de reinvenção.
O economista, que é membro do Conselho Superior de Economia (Cosec) da Fiesp, apresentou sua análise nesta segunda-feira (13), durante reunião do Cosec, ressaltando que a indústria brasileira enfrenta um período delicado, com investimentos menos sensíveis no curto prazo do que no passado.
Barros, porém, se diz otimista com o os primeiros sinais do "potencial governo reformista da presidente Dilma Rousseff, citando o recente anúncio da concessão de três aeroportos à iniciativa privada. Para o economista, a gestão atual está mais focada nos interesses do setor produtivo e é muito diferente da do governo precedente.
Inflação
O relatório Focus, divulgado pelo Banco Central na manhã desta segunda-feira, apontou que o mercado projeta uma inflação de 6,19% neste ano, contra estimativa anterior de 6,22%. O prognóstico ainda está acima do centro da meta de inflação, a 4,50%.
A principal fonte da pressão inflacionária, na opinião de Octavio Barros, é o ciclo de investimentos em curso. O economista argumenta que qualquer governo vai optar por conter os gastos de outras fontes a refrear investimentos no Brasil, que já alcançou grau de investimento classificado como BBB-. Você vai falar para um governante reduzir depois de 20 anos sem investimentos? A opção preferencial neste momento é segurar os gastos das famílias.
China
Durante sua apresentação, Barros avaliou a China como um forte exportador de capitais e pontuou que o país asiático considera o Brasil como fornecedor fixo de commodities. O Brasil tornou-se confiável para a China, que precisa de segurança alimentar e segurança energética.
Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp
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