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"Nós estamos jogando dinheiro pelo ralo", disse Amir Khair no seminário Brasil do Diálogo
Para especialista, os impostos prejudicam o crescimento econômico e o desenvolvimento social do Brasil
A depreciação do câmbio e o excesso da taxa de juros foram os temas abordados durante o painel A Indústria, o Emprego e o Ambiente Macroeconômico realizado durante o seminário Brasil do Diálogo, da Produção e do Emprego, organizado pela Fiesp, CUT e Força Sindical, nesta quinta-feira (26), no Moinho Santo Antonio, no bairro da Mooca, em São Paulo.
Na avaliação do ex-ministro da Fazenda e professor emérito da FGV, Luiz Carlos Bresser Pereira, a única forma de se retomar o crescimento e o desenvolvimento sustentável que permeou o Brasil da década 1930 até o inicio dos anos 1980, seria criando um Pacto Nacional e Popular com a participação de todos os setores da sociedade.
Só um acordo nacional pode dar força ao governo para que este tome as medidas políticas e econômicas necessárias a fim de colocar o Brasil na rota do crescimento com estabilidade, enfatizou.
Para o ex-ministro, o acordo seria uma alternativa para romper o regime econômico dominante desde a década de 1980, que beneficia uma pequena parcela da sociedade. Taxa de câmbio baixa interessa apenas ao investidor estrangeiro. Nós estamos diante de um problema técnico e político para combater o câmbio, analisou.
Juros
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Amir Khair, engenheiro e consultor nas áreas fiscal, orçamentária e tributária
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Se os outros países podem trabalhar com uma taxa de juro civilizada, por que o nosso não?, provocou Amir Khair, engenheiro e mestre em finanças públicas pela EASP/FGV e consultor nas áreas fiscal, orçamentária e tributária.
Segundo o consultor, o Brasil desperdiça cerca de 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB) com o pagamento de juros. Países ricos pagam, em média, 1,7%. Nós estamos jogando dinheiro fora. Esses recursos poderiam ser utilizados em obras sociais e de infraestrutura. Isso que atrapalha o nosso desenvolvimento, destacou.
Paulo Francini, diretor-titular do Departamento de Pesquisa e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp, ressaltou a importância deste encontro e de se criar um projeto sólido que impulsione o crescimento da indústria de transformação.
O futuro do País não existe sem a indústria de transformação, e os líderes sindicais têm consciência disso. Esta tem sido a luta das centrais sindicais, que olham o interesse dos trabalhadores de hoje e do futuro. Estamos tratando de um projeto de País, concluiu Francini.
Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp
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