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Meio Ambiente
São Paulo - 27/04/2011


Reciclagem de resíduos pode ser uma oportunidade de negócio para setor industrial

Segundo Sabetai Calderoni, palestrante da reunião do Cosema, reciclagem de lixo doméstico garante economia de 10 bilhões de dólares


Sabetai Calderoni participa de evento na Fiesp

“Lixo é dinheiro. Nós estamos enterrando dinheiro”, com essas palavras Sabetai Calderoni, presidente do Instituto Brasil Ambiente e consultor da Organização das Nações Unidas (ONU), apresentou as oportunidades de negócios para as indústrias com a reciclagem de resíduos, nesta quarta-feira (27), durante a reunião mensal do Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema) da Fiesp, na sede da federação.

O especialista projetou um ganho para o Brasil de US$ 10 bilhões por ano a partir da reciclagem de resíduo domiciliar. Na capital, este número pode chegar a US$ 1,5 bilhão.

Calderoni destacou que a utilização dos resíduos, como o alumínio, garante uma poupança energética de 95% durante o processo de fabricação. No caso do plástico o ganho é de 79%. Mas, em sua opinião, a economia poderia ser maior se houvesse mais investimentos em centrais de reciclagem. “O que adianta fazer coleta seletiva se não tem para onde levar”, questionou o palestrante.

Uma alternativa apontada pelo especialista são as Parcerias Público-Privadas, que, por meio do Fundo Garantidor de Crédito, asseguram o retorno financeiro aos investidores.

Lixo é lucro

Calderoni apresentou oportunidades de negócios no ramo de resíduos, entre eles produção equipamentos para reciclagem, adaptação de tecnologias, aproveitamento de resíduos para geração de rendas.

Além disso, destacou que a utilização de resíduos gerados pelo setor da construção civil beneficiam programas de habitação, como a produção de materiais alternativos para obras e pavimentação.

No entanto, a questão tributária ainda é um entrave para o empresário que deseja investir na reciclagem. Calderoni vislumbra alguns avanços nesta área, mas reconhece que a gestão tributária “penaliza a reciclagem”.

Alice Assunção e Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp