| |
|
|
Notoriedade internacional do Brasil expõe fragilidades comerciais
Especialistas defenderam, nesta quarta-feira, na Fiesp, que o rápido crescimento econômico faz com que o País tenha seu status questionado
|

Embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Fiesp
|
A defesa comercial está na ordem do dia no Brasil. Com esta frase o embaixador Rubens Barbosa, que preside o Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Fiesp, abriu o seminário Diálogos para Defesa da Indústria, nesta quarta-feira (20).
É de se esperar que haja mais disputas contra o Brasil na medida em que ele se torna mais importante, reconheceu o diretor do Departamento Econômico do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Paulo Estivallet de Mesquita.
A participação do Brasil nas negociações internacionais de comércio foi tema da palestra do diretor da Fiesp para o assunto, Mário Marconini. Embora o País tenha uma privilegiada situação sui generis, como classificou, a visão dele sobre o futuro do comércio mundial é bastante pessimista.
Marconini defendeu que o Brasil deve priorizar a retomada da Rodada Doha para liberalização do comércio, mas, caso não ocorram avanços, será importante promover acordos comerciais com México e União Europeia, principalmente.
China
Na opinião da professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e coordenadora do Centro do Comércio Global e Investimento, Vera Thorstensen, o país asiático é o tema mais emocionante da agenda internacional,
A China, que entrou para a OMC em 2001 como o 7º maior exportador mundial ocupa o primeiro lugar dez anos depois. Entretanto, ela subverte regras de comércio usando o câmbio, apontou.
O ex-secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Welber Barral, ressaltou que o Brasil precisa corrigir diversos pontos para promover a defesa da indústria. Dentre eles, estariam os seguintes:
Maior coordenação entre órgãos de governo (Secex, Receita Federal, Polícia Federal e Instituto Nacional da Propriedade Industrial INPI);
Maior participação do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro);
Atualização da legislação;
Maior coordenação intra-indústria.
O seminário contou ainda com a participação do advogado Luiz Olavo Baptista, ex-membro do Órgão de Apelação da Organização Mundial do Comércio (OMC); e Felipe Hees, chefe da Divisão de Negociações Extrarregionais do Mercosul do MRE.
Lucas Alves, Agência Indusnet Fiesp
| |
|