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Transportes
São Paulo - 19/04/2011


Secretário Jurandir Fernandes pede apoio da Fiesp para destravar obras paralisadas

Entidade abrirá diálogo com setores empresariais, governos locais e o Ministério Público


O secretário estadual dos Transportes Metropolitanos de SP, Jurandir Fernandes, e o vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, durante almoço na entidade

O secretário estadual dos Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes, participou de reunião-almoço na Fiesp nesta terça-feira (19) e entregou aos empresários um documento que detalha mais de 30 obras em execução e projetos em fase de análise na área de transporte urbano.

Mas o maior desafio hoje, segundo o secretário, é enfrentar os prazos – desde a concepção do projeto até colocar a obra no chão. Fernandes pediu forte apoio do setor produtivo e de toda a sociedade civil para o que chamou de “esforço de mutirão” na resolução do impasse de obras paralisadas.

Ele reclamou do excesso de burocracia e das disputas judiciais que emperram a contratação dos serviços: “Estamos criando os nossos próprios tsunamis. Não podemos admitir esperar dois, três, quatro anos para iniciar uma obra”, disse o secretário paulista, no encontro com dirigentes da Fiesp.

“Tem dinheiro, tem projetos, tem a população carente de transporte e a cidade quase parando, mas não conseguimos fazer. Acho que a Fiesp, com a sua liderança, pode ajudar muito nessas questões”, sugeriu.

Voz de apoio

A Fiesp discute uma força-tarefa para desobstruir a pauta das obras de transporte público e auxiliar o governo estadual a tirar os projetos do papel. A entidade abrirá o diálogo com setores empresariais, governos locais e o Ministério Público.

Segurança para investir e previsibilidade são demandas da indústria – com projetos parados, a construção pesada reduziu em 7% o seu efetivo de mão de obra em 2010. “Não adianta ser um grande produtor na porta da fábrica, tem que fazer o produto chegar. Isso é o custo Brasil”, afirmou João Guilherme Sabino Ometto, vice-presidente da Fiesp.

Para Carlos Cavalcanti, diretor do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da entidade, há que se propor mudanças no marco institucional para lidar com os impasses judiciais. “Não dá para ficar suspendendo obras por causa de indícios. É nas lacunas que surgem as distorções, e hoje vivemos essa situação de caos”, pontuou o diretor.

Mariana Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp